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ARTIGO
Segunda-feira, 21 de Fevereiro de 2011, 20h:15

ANDRESSA RUFINO

Porque um Fenômeno?

Dia 14 de fevereiro de 2011, segunda-feira, 13h da tarde. Iniciou-se uma coletiva de imprensa no Centro de Treinamento do Sport Club Corinthians Paulista, quando o atacante Ronaldo, o “Fenômeno”, anunciou oficialmente sua aposentadoria. Poucas horas depois do pronunciamento – aliás, minutos ou até segundos depois – diversos comentários e textos rodaram por todos os cantos. A história vitoriosa do jogador nos gramados, as cirurgias, os títulos, artigos de comentaristas e jornalistas sobre a importância desse atleta para o futebol nacional e mundial, mensagens de fãs tristes e, principalmente, agradecidos se dissiparam na mídia impressa, televisiva e virtual. Como sempre, existem alguns “já vai tarde”. Mas os pouquíssimos comentários negativos sobre essa notícia se perdem em meio ao mar de elogios e reconhecimento pelo legado desse atleta. Poucos jogadores deixam esse tipo de marca. São atletas que você não vê time, não vê patrocinador. São exemplos, um modelo para a sociedade, em qualquer país ou época. A superação nos momentos difíceis vinda de extrema determinação para fazer o que ele mais gostava, jogar bola, surpreendeu muitos, amantes ou não do futebol. Inclusive quando assumiu que estava na hora de parar, mostrou que a atitude, por mais difícil que seja e mesmo quando o momento não parece ideal, deve ser tomada. Não é só esporte, é a vida, com seus percalços e suas recompensas. Histórias como essa se tornam um incentivo para pessoas de todas as idades. Com isso, a imagem de Ronaldo não mostra apenas a credibilidade de um atleta vitorioso. Ela emociona, tem apelo extracampo. A “marca” Ronaldo ganhou um valor intangível. E nessa equação rara, todos saem ganhando: jogador, time, patrocinador, torcedor, entre muitos outros. Nenhum salário ou cachê milionário pode pagar isso. “Fenômeno” não por acaso. Citando outro ídolo nacional, Ayrton Senna: "No que diz respeito ao desempenho, ao compromisso, ao esforço, à dedicação, não existe meio termo. Ou você faz uma coisa bem-feita ou não faz.” Ronaldo fez e muitíssimo bem. E fazendo coro: Parabéns e Obrigado. * ANDRESSA RUFINO é consultora da Trevisan Gestão do Esporte e autora do livro “Arena Multiuso: um novo campo nos negócios”. [email protected].

Edição EDIÇÃO 16959




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