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ARTIGO
Terça-feira, 11 de Junho de 2013, 20h:33

ROSIVALDO SENNA

Novos tempos

Em meio à evolução tecnológica do Século 21, com descobertas e invenções que vão da medicina ao universo das armas - aviões, bombas, balas e outros artifícios -, o ser humano parece não estar acompanhando tais mudanças de forma positiva. Pelo contrário, vem agindo de forma estranha e, na maioria das vezes, sem uma lógica que explique tal atitude. Há quem diga que esta transformação vem ocorrendo deste a criação da humanidade. Até aí tudo bem. O que não dá para entender é que apesar do grande conhecimento, age como se ainda estivesse nas cavernas, na Idade da Pedra. O mundo tem passado por sérias provações, como avisos, mas o homem não se toca. Já ouviram falar em “bala perdida”? Além da inteligência, temos a favor os fatos do dia-a-dia, que se analisados com seriedade e sem paixões clubísticas, religiosas, políticas ou ganância, mas com determinação, seriam tranquilamente evitados ou solucionados. A violência, o atentado direto contra o ser humano, só vem aumentando no País. Em algumas capitais, como no Rio de Janeiro, a “bala perdida” ainda vem dividindo as atenções sobre a violência envolvendo o tráfico, assaltos e até mesmo os famosos arrastões nas praias. Não se fala em outra coisa. A tal “bala perdida” virou moda e parece já estar fora do controle. Vidas e vidas estão sendo interrompidas nas barbas das autoridades que, sem uma direção efetiva de combate, acabam passando por incompetentes e provocando reações inusitadas. O pavor é tão grande que tempos atrás, como o objetivo de conter essas mortes, uma importante ONG chegou a pedir para a polícia não trocar mais tiros com os bandidos. Pode? Tal atitude reflete o puro desespero de um povo impotente diante do descaso e o abandono. O Relatório "Bala Perdida", do Instituto de Segurança Pública do Rio de Janeiro, diz que só no ano passado foram registradas 2.098 ocorrências com arma de fogo, 9,3% ocasionadas por "bala perdida". Este ano, caso as autoridades não cheguem a um consenso de como combater com eficácia mais este tipo de crime, o número de mortes aumentará consideravelmente. Que isso sirva de alerta às autoridades de Mato Grosso, para que combatam a violência de forma enérgica e definitiva. Que a tal reengenharia funcione. Não deem colher de chá para o azar. Qualquer descuido, principalmente porque neste País tudo vira moda, pode ser fatal. Afinal, prevenir é melhor que remediar. ROSIVALDO SENNA é jornalista em Cuiabá [email protected]

Edição EDIÇÃO 16958




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