ARTIGO
Sexta-feira, 10 de Junho de 2011, 20h:56
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HUMBERTO FREDERICO
Lembranças de infância
A Escola Chave do Saber completou recentemente 25 anos da sua fundação. Escrevo hoje sobre ela, pois foi ali que eu vivi a minha infância e início da adolescência e que guardo ótimas recordações. Foi lá que eu soube o que era amizade, com o Felipe Sérgio, Henrique Santos, Julyana Pinheiro, Maria Clara, Andrey Maiolino, Carlos Ivan, Letícia Carvalho, Thiago Potrich, Nathalia Ribeiro e tantos outros que eu preencheria todas as linhas deste artigo somente citando-os. Um deles, o Renê Dióz, hoje é meu colega de profissão no Diário de Cuiabá, onde damos boas risadas lembrando do tempo de criança. Conheci na Chave do Saber também o primeiro amor, com meros 14 anos de idade, namorando uma garota dois anos mais velha do que eu e achando que me casaria com ela. Hoje, a garota em questão é uma grande amiga, e também rimos de como pensamos nos sonhos de criança. Como se esquecer das convocações para o Campeonato Pixote de futsal? O professor Vailton (acho que é assim que se escreve o nome dele) era o nosso Mano Menezes. Quando chegava perto da data de convocação para a competição, os garotos só sabiam falar disso. Depois de convocados, fazíamos a festa. Confesso que fiquei triste por muito tempo, pois o Hugo, um ano mais velho que eu, era melhor goleiro e não me deixava ser convocado. Em 2002, gostamos de falar que fizemos história dentro da escola (como jogadores profissionais lembram grandes conquistas). O time formado por este jornalista, Fábio Romero, Roberto Ney, Felipe Sérgio e Halisson tirou a Chave do Saber de saco de pancadas no Pixote para o 4º lugar, deixando para trás 60 equipes. E o Benedito? Não dá para falar que ele é somente o porteiro da escola, ele é o verdadeiro relações públicas. Até hoje fico pensando como o Bené consegue decorar o nome de mais de 600 crianças e reconhecer todos os pais delas para chamá-las ao microfone na hora de ir embora. Não dá para esquecer também as aulas de matemática da saudosa Lucinete e de Biologia com a professora Andrea, quando todos os adolescentes ficavam apaixonados pela beleza dela, as aulas de Educação Física com a Ana Paula e de História com a professora Carla. Eu eu viajava no tempo enquanto ela lecionava. Enfim, agradeço neste artigo aos docentes da instituição, para não esquecer nenhum deles, em nome dos diretores Aquino e Glória Gahyva, que em todos estes anos ajudaram a sociedade cuiabana com as suas gincanas escolares, onde a competição se estende à solidariedade, doando milhares de toneladas de brinquedos, roupas e alimentos para creches da capital. Obrigado pelas lembranças! HUMBERTO FREDERICO é repórter