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ARTIGO
Quarta-feira, 14 de Março de 2007, 21h:11

MARCONDES MACIEL

Jackson, U2 e Stones

Depois da autêntica veneração à banda irlandesa U2 e da inglesa Rolling Stones, no ano passado, no Brasil, agora foi a vez dos fãs de Michael Jackson se prostrarem diante do “ídolo” durante recente passagem do cantor pelo Japão. O que se viu foi algo de causar espanto. Os fãs chegaram a desembolsar R$ 800 só para ficar perto de Jackson e participar de um almoço com ele. Provavelmente, muitos até se endividaram para matar o desejo de ver o cantor, que não é nenhum bom exemplo para humanidade, muito menos um testemunho decente para Deus. Manifestações de idolatria ocorrem diariamente em todo lugar, mas há expressões mais fortes de adoração a ídolos, como a enorme disposição e paixão das pessoas por querer satisfazer o desejo de ver e venerar homens que nada acrescentam à nossa vida espiritual. No ano passado, todos se recordam, U2 e Stones deram um verdadeiro “show” no Brasil, a primeira conquistando a simpatia dos fãs que desembolsaram vultosas quantias para entrar no Morumbi e, a outra, arrastando milhares de pessoas que se espremeram na praia de Copacabana para cultuar seus ídolos sem nada pagar pelo show. Algo que nos remete a uma reflexão: Afinal, o que pode existir por trás de tamanha “caridade” dos Stones? Em uma segunda análise, precisamos examinar o comportamento das multidões extasiadas, arrastadas pela devoção exacerbada a seus ídolos, as vozes roucas em gritar freneticamente os nomes e as letras das canções, tamanho sacrifício e verdadeira adoração solta ao ar. A propósito, o Evangelho apresenta duas categorias de pessoas: o homem carnal e o homem espiritual. Enquanto o primeiro é governado pelos seus desejos, paixões e racionalidades, o segundo é guiado pelo Espírito Santo. A inclinação da carne conduz à morte, que é a separação de Deus, e a inclinação do Espírito conduz à vida e à paz. A ordem que Deus deixou para a humanidade começa com o enfático imperativo: “Não terás outros deuses diante de mim”. O rei mais querido de Israel, Davi, afirmou que os ídolos das nações têm boca mas não falam, têm olhos mas não vêem, têm ouvidos mas não ouvem, têm nariz mas não cheiram, têm mãos mas não apalpam, têm pés mas não andam e nem som algum sai da sua garganta. Os ídolos dos tempos modernos têm boca, olhos, ouvidos, nariz, mãos, pés, garganta sonora... tudo em pleno funcionamento. Jackson, Stones e U2, aclamados deuses do rock, ovacionados, aplaudidos, reverenciados e adorados, estão no mais alto pedestal do altar da adoração erigido pelos homens. Adoram-se os deuses dos tempos modernos em detrimento do Deus Eterno que continua ecoando a sua voz: “Não terás outros deuses diante de mim”. MARCONDES MACIEL é jornalista em Cuiabá

Edição EDIÇÃO 16958




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