ARTIGO
Quinta-feira, 17 de Junho de 2010, 20h:24
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MARIANNA PERES
Globalização
Há alguns anos o mundo colhia os bônus da globalização que permitiu integrações internacionais agilizando e facilitando as relações interpessoais, econômicas e principalmente, as empreendedoras. Tempos de ouro para os negócios e o aprendizado. Em 2008, o efeito reverso desta tal interação mostrou seu lado mais perverso após a eclosão da bolha norte-americana que num tombo apenas carregou junto consigo para o quase abismo da insolvência inúmeros países dos mais desenvolvidos aos menos emergentes. Até o Brasil, dependente do capital estrangeiro, se viu carregado pela onda formada pela crise de liquidez. Passado poucos meses após o episódio, o Brasil colocou o pescoço de fora, mas países considerados exemplos de desenvolvimento, como os que formam a zona do Euro, na Europa, se afundam cada vez mais e o socorro que chega em alguns trilhões, poderá na melhor das hipóteses, fazer a moeda única naufragar. Analistas dizem que a bolha européia estava mascarada por trás de um euro forte, mas que agora caminha para paridade do dólar. Mas não é de economia que quero falar, mesmo porque, o momento é de Copa do Mundo. Todos têm seus palpites e gostam de mostrar que entendem do esporte... Pois é, a tal globalização chegou ao futebol e impõe também bônus e ônus. O lado bom da integração é que parece que todas as nações representadas na África do Sul aprenderam a jogar a bola. Uns mais defendem do que atacam, entretanto, seguram o placar e deixam o resultado muito longe das goleadas previstas em rodas de amigos. Falamos de atacar e defender. Não avalio habilidade. Afinal, habilidade não garante resultado e o que vale é bola na rede. O ônus é que para quem esperava uma e outra goleada ficou apenas na vontade, pelo menos nesta primeira rodada do Mundial. A seleção da Alemanha conseguiu um placar elástico contra a Austrália. Esse foi até o momento o único jogo cujo resultado correspondeu às apostas. Futebol arte? Futebol com alegria? Sim já ouvimos falar, mas ele ainda não desembarcou na África do Sul e se não aparecer nesta fase classificatória, onde teoricamente seria possível, dificilmente virá em 2010. A verdade é que as seleções que não sabem driblar, tabelar, pedalar e que carregam o estigma de não terem tradição no futebol, são as que mais se destacam até o momento, após todos os 32 times completarem a primeira fase da etapa classificatória. Eu perdi o único bolão em que participei até o momento: Espanha x Suíça. Embalada pelas notícias que apontam a Espanha como favoritíssima ao título e tendo a Espanha como segunda seleção apostei 4x0. Além de não ganhar ainda devo R$ 0,25 a uma colega que me emprestou as cifras para eu completar a aposta de R$ 1. *MARIANNA PERES é editora de Economia