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Cuiabá MT, Terça-feira, 09 de Junho de 2026

ARTIGO
Segunda-feira, 01 de Junho de 2009, 20h:32

LORENZO FALCÃO

Essa tal de Copa 2014...

A novidade maior para Mato Grosso e Cuiabá é a Copa do Mundo que vem para Cuiabá. Domingo a tarde conversei com um amigo pelo telefone e ele me perguntou algo mais ou menos assim, ‘se eu vou juntar dinheiro para ir assistir num estádio que ainda vão edificar a brilhante partida entre Gana e Coréia do Sul’, ou coisa que o valha. Claro que não vou. Mas não vou mesmo. Não é ser do contra, é que eu não vou mesmo. Tenho esse direito de não querer ir. Isso não quer dizer que não torci pela realização da Copa por aqui. Torci, e com gosto. Ainda mais porque nosso adversário direto era Campo Grande e tive o gostinho de ver reacendida aquela antiga rivalidade entre Cuiabá e Campo Grande. Aquele famoso tempo bom, que não ‘vorta’ mais. E não que eu tenha raiva de Mato Grosso do Sul ou de Campo Grande, cidade onde residi durante dois anos antes de vir para Cuiabá e onde fui muito feliz. É meramente por um certo saudosismo que existe dentro de mim e que de vez em quando aflora. Agora, com a aprovação da Copa por aqui, o temor que me vem é outro. Esse temor que chega vem mais ou menos junto com a dinheirama que será desovada por aqui, na qual, é preciso a gente ficar de olho, para que a destinação seja a mais correta possível. Eu, se fosse da instituição financiadora dessa revolução de obras que terá que acontecer por estas bandas, mandaria junto com o dinheiro especialistas em ciências econômicas, só pra ver se pedra vai ficar sobre pedra mesmo. Afinal de contas, obras estruturais são feitas dessa maneira desde os tempos das pirâmides do antigo Egito. Imagino que com a vinda da Copa, o setor da construção vai dar uma super aquecida e gostaria muito que esse fogo sapecasse também, no bom sentido, às famílias mais carentes que residem em Cuiabá. Esse acontecimento grandioso que será a Copa aqui não pode simplesmente passar pela vida do mato-grossense. Alguma coisa tem que ficar, algo de concreto tem que ser erigido para compensar a hospitalidade e o carinho com que o cuiabano sabe tratar os visitantes. Desde que estes, os visitantes, não falem mal daqui, porque só quem tem direito de falar mal desta cidade é quem nasceu aqui. Bom, é isso. E espero que todos tenham entendido direitinho o que nos compete fazer a partir de agora. Ficar esperto e de olho no que vai acontecer com os tais investimentos. Para que a Copa de 2014 seja de fato um acontecimento histórico para Cuiabá, algo tem que ficar. Algo tem que se constituir em mais do que esperança ou de resíduos em nossa memória coletiva. Qualidade de vida não é coisa que deve fazer parte apenas de discurso político. LORENZO FALCÃO é editor do Ilustrado do Diário

Edição EDIÇÃO 16958




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Tanto faz. Em MT, os políticos não ligam para a obra
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