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ARTIGO
Quarta-feira, 10 de Setembro de 2003, 22h:06

JOTA ALVES

Diário de uma entrevista com Jõ Soares(II)

Do lado esquerdo, a orquestra, com aquelas figuras nacionalmente conhecidas, principalmente o Alberico, o Bira.. No centro, o sofá, a mesa e as canecas, à direita, Alex e o telão. Aqueles quinze minutos que antecedem a chamada são fundamentais para deixar a gente tranqüilo. Passa-se para dentro do clima do auditorio, com técnicos andando, com o Jô gravando cenas de novos programas. Fiquei bem mais relax quando ele chamou o ator Juca de Oliveira, que falou bastante e acabou tendo dois quadros. O convencional é achar que três minutos de televisão, parecem uma eternidade. Para mim, aqueles treze minutos, passaram rápido, muito rápido. Ao enviar um catatau de material sobre a minha vida, devo ter confundido a produção do programa, com excesso de historias e curiosidades e acabamos sem falar sobre a coragem de criar, sem apoio inicial, sem dinheiro suficiente para arcar com as responsabilidades legais de possíveis problemas, o maior festival brasileiro no mundo. Gostaria de ter revelado casos e relações com algumas mulheres mundialmente famosas, algumas das quais minhas vizinhas em Nova York. O dia que jantei com Frank Sinatra. Quando e onde apertei a mão de Che Guevara. O choro convulsivo, as cinco da manhã, quando a rua 46, no centro de Nova York, já estava limpa, ao termino do primeiro Dia do Brasil. Em Brasília, de traje a rigor, esperando a posse de Tancredo Neves. Como eu consegui incluir Cuiabá no roteiro da segunda viagem do Papa ao Brasil e mais uma dezena de historias e curiosidades ate hoje não divulgadas. Mas, os que viram o programa acham que o resultado foi bom, biográfico; e que as tiradas e as gozações, típicas do Jô, fizeram-me ir ao fundão da caneca e tirar momentos de uma mocidade saudável, ideologicamente comprometida e que lutava para sobreviver nas capitais do mundo. Agradecimentos a políticos, entrega de material de terceiros, não são bem vindos ao programa. Agradeço agora, aos que direta ou indiretamente, me ‘empurraram’ ao programa do Jô e aos que como o deputado Wilson Santos, que com seu discurso na Câmara Federal ratificou a importância do Dia do Brasil, doravante transmitido para mais de quarenta países -, e a relevância de minha presença no programa de entrevistas mais visto do país, para Mato Grosso e, principalmente, para a minha querida e sofrida Chapada dos Guimarães. Foi Gabriel Matos, diretor da Ager, que me surpreendeu ao enviar um e-mail para o programa, informando que o criador do Dia do Brasil estava exilado em Chapada e sugeria que uma entrevista comigo, na Semana da Pátria, seria interessante. A Rui, do canal Cidade Verde, e a JB, dos estúdios do deputado Sérgio Ricardo, por limparem e editarem as fitas, que fizeram o resumo mostrado no programa; a Bras Rubson que criou três gozadissimas caricaturas do Jô, no Pantanal; a Renato e a Cecília que ficaram na Nascente do Jamacá; a Nivios que com suas faixas no centro de Chapada, parabenizando-me pelo Dia do Brasil e anunciando o programa mostra que com amizade e participação é possível mudar a catastrófica situação política-administrativa do município; a Eduardo Ricci com quem me encontrei a caminho do aeroporto e que colocou a MidiaNews a disposição para divulgar o antes, durante e o depois da entrevista; a Paulo Bezerra que me convidou para ficar mais alguns dias em São Paulo, e com o qual e sua irmã Heloisa, fui a vários teatros, inclusive para ver Na Mira do Gordo e Mal me quer, Bem me Quer (uma contundente sátira política), de Juca de Oliveira; às colunas políticas e sociais da imprensa cuiabana, e a todos que, mesmo sem saberem (mas eu sei) puseram um dedinho no empurrão que me fez sair do esconderijo onde me meti. Ao longo de minha vida tive muitos antes e depois. Pelos convites, pelas sugestões, possibilidades e oportunidades já oferecidas, pelas luzes que passei a ver no túnel de Sansão do Mato que eu construí, estou vivendo o antes e o depois do Jô, tanto que ao comprar um perfume, na Opaque, do Shopping Higienópolis, uma bela morena foi dizendo “acabamos de receber o Platinum Egoiste, da Chanel. O Jô Soares sempre vem aqui comprar, é o perfume preferido dele”. Tremenda coincidência ou vibrações cósmicas chapadenses, que ainda me protegem? Ao agradecer o Jô, já lhe disse que passei a usar o Platinum, da Chanel, para o que der e vier. * JOTA ALVES fundou o jornal The Brasilians e criou o Dia do Brasil em Nova York.

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