Imediatamente após o resultado da eleição, Adilton Sachetti falava em embelezar Rondonópolis. Arquiteto e conhecedor das esquinas do mundo, o prefeito eleito daquela cidade sabe o que diz quando o assunto é urbanismo. Adilton está certo. Passa da hora de se mudar a cara, a fachada de Rondonópolis. E quanto a isso ninguém discute. Ontem, porém, tomei conhecimento de um fato que tem relação com aquilo que ouvi o prefeito falar: Blairo Maggi reuniu-se em Curitiba com Jaime Lerner exatamente para tratar de uma baita cirurgia urbanística com o objetivo de melhorar a fachada de Cuiabá, Rondonópolis etc. Taí. O que Adilton disse em Rondonópolis é parte da sinfonia que ele e seu vizinho Blairo ensaiam para aquela cidade. Bom que seja assim. Temos que superar a fase da lamúria, do prefeito coitadinho, da prefeitura quebrada, do pessimismo, da administração que cobre os pés e destampa a cabeça. É hora de pensar e de agir com positivismo. Chega da Rondonópolis tolhida, de sarjetas pintadas com ridículo azul e branco, com ruas largas que de uma hora para outra se estreitam. Ótima a escolha de Rondonópolis. Adilton, com apoio de Blairo, levará a cidade a um salto qualitativo, que, acredito também seria dado com Welinton, que é competente, nasceu ali e tem os melhores sentimentos pelo município. Tomara que o efeito Rondonópolis se espalhe. Que Nilson Leitão ainda melhore sua capacidade administrativa. Que Murilo Domingos consiga se igualar a Jaime Campos, prefeito que deixará saudades em Várzea Grande e, sobretudo, sempre será lembrado pelos servidores. Que Maria Izaura dê a sacudida que Alta Floresta espera e lhe devolva a capacidade de crescer. Que Tangará da Serra se livre de vez da vergonhosa página administrativa que enfrenta pela morosidade da Justiça e a fragilidade da legislação processual. Que os novos prefeitos e os reeleitos melhorem a qualidade de vida nas cidades. E que em Cuiabá, na ausência de melhor opção, o eleitor erre menos. Na falta de uma Brastemp, paciência, porque no primeiro turno também não havia essa boa marca. Isso é parte do processo democrático que se aprende com erros que só o tempo corrige. EDUARDO GOMES é jornalista
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