Durante muitos anos me deixei pautar pelas denúncias sempre carregadas de pirotecnia - do Ministério Público e pelo ranço de seus desafetos formadores de opinião. Jamais escrevi uma linha construtiva sequer sobre ele. Nunca perdi a oportunidade de denunciá-lo. Paralelamente a esse posicionamento percorria ainda o faço Mato Grosso revirando-o de cabeça pra baixo. Nessas andanças ouço em todos os lugares manifestações de carinho, agradecimento e de lealdade a ele demonstradas pelo eclético povo mato-grossense. Vozes roucas das lavouras, vilas e cidades apontam incontáveis conquistas que levam suas impressões digitas enquanto político de perfil municipalista. Ao longo do tempo ouvi sobre o emaranhado do inferno e do céu que uns e outros lhe outorgam, mas nunca parei para refletir sobre isso, pois o que me interessava era unir minha voz à dos seus críticos. Na tarde do domingo, 18 deste mês, estava no aeroporto de Alta Floresta para cobrir a visita do governador Silval Barbosa àquela cidade. Havia pouca gente no saguão, onde ouvi alguém dizer que ele desembarcaria em poucos minutos. A informação por linha atravessada me levou a refletir sobre o céu e o inferno onde o colocam. Depois, do saguão fui para o lado de fora e o vi. Acompanhado pelo deputado federal Eliene Lima (PP) chegou ao meu lado. Eliene me cumprimentou, mas ele não. Há muito tempo não nos cumprimentávamos. Porém, estávamos muito próximos um do outro e lhe falei do meu texto duro e amargo. Na sequência expliquei que palmilho todos os cantos de Mato Grosso e que por onde ando seu nome é uma espécie de consensualidade na boca agradecida de mulheres e homens de todas as raças e credos, de pobres e ricos, e de jovens e idosos. Após abordar a dualidade da minha relação com ele, disse-lhe que por razão de consciência e de coerência, a partir daquele instante passaria a vê-lo com o olhar do povo. A resposta foi um abraço acompanhado por um: muito obrigado; você não sabe o quanto me fez bem ouvir isso. Arrematei a conversa dizendo-lhe que lhe daria meu voto como forma de contribuir com sua reeleição para deputado estadual e que esse compromisso espontâneo seria no campo familiar. Despedimo-nos. De longe o vi à noite num evento político de Silval Barbosa. No dia seguinte peguei a MT-208 para Nova Monte Verde, onde ouvi moradores o elogiando. Voltei para casa convicto de que votar em José Riva (PP) é a melhor forma de dar voz ao povo. Eduardo Gomes é jornalista
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