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ARTIGO
Quinta-feira, 17 de Maio de 2007, 21h:07

PAULO ZAVIASKY

Apresentadores de TV

Antes que as tais mudanças políticas sejam edificadas, há que se ressaltar o grave cuidado que os atuais partidos políticos estão tendo com a peneira dos cacos de vidro de um sistema de impunidade a que somos obrigados a conviver. A atual conivência dos fiscais da Lei, dos TRE. e dos próprios partidos com aberrações marginais de normas legais é um espanto. Além dos próprios políticos que acendem uma vela a Deus e outra ao diabo. A atual onda de protestos que grassa nos grandes centros eleitorais da nação impõe reflexões mais sérias, pois o volume de descontentamentos contra os próprios colegas partidários, companheiros e correligionários que possuem coberturas diferentes perante as normas legais, fere de morte a estrutura partidária brasileira atual. Por exemplo, o fenômeno Clodovil é amparado por formadores de opinião e da comunicação social, mesmo sem que ele tenha preparo legal, curso algum e nem sindicalizado para ter o direito supremo de opinar, discordar, comentar, noticiar, impondo a todo um povo a espingarda de órgãos/empresas de comunicações. Não é jornalista, mas opera nele. Por isso é salutar lembrar o que o “Observatório da Imprensa” sempre destaca: “apenas um cirurgião neurovascular pode operar com precisão o cérebro humano”. Amplio para “cada macaco em seu galho”. No andar da carruagem, nada mais nos falta para assistirmos à cena onde o estilista deputado federal esteja num centro cirúrgico operando um doente de aneurisma cerebral, mesmo sem ser médico. Nunca foi eleito apresentador de TV, mas, sim, deputado. Ninguém é contra a livre expressão. Desde que dentro dos limites impostos pela Lei. Por isso, a revolta de vários partidos e de quase todos os políticos contra os parlamentares apresentadores de TV em nosso país que ficam no ar diariamente, mesmo sem serem graduados para tal mister e nem sindicalizados, ponto importante e sério dentro de nossas normas legais em vigor. Exemplos nacionais disso é que não falta. Daí a ebulição desse caldeirão que pode explodir a qualquer momento. Cabem perguntas profundas. Por que os sindicatos não agem? Porque os Tribunais Eleitorais não punem? Por que não provocam o Ministério Público. Aí é que a porca torce o rabo. Embora não gostem, a verdade é que os donos/empresários das empresas de Rádio e TV são aliados-esparadrapos destes rábulas no jornalismo, comunicação social. E apenas usam e abusam dos programas-cão com a única finalidade de campanhas políticas do futuro, aliados aos empresários donos das empresas, ávidos por lugares ao Sol dos empenhos financeiros como retribuição aos favores concedidos. São conhecidos como a terceira pessoa do singular. Nunca falam “EU”. Sempre ELE. Portanto, a melhor maneira de se reconhecer um político-apresentador de Rádio ou TV é a forma de tratamento, como Agnaldo Timóteo sempre o diz: “O Agnaldo Timóteo não promete, cumpre”. Nunca se refere a si próprio como “EU” cumpro. Sempre “ele”. “O deputado Clodovil é injustiçado”, dito pelo próprio. Deboche puro de marketing populista. Ando em cacos de vidro neste assunto por causa de gigantes colegas e amigos daqui. Porém, o povo sabe do que falo. Estão de fora os nossos gostosos programas televisivos cuiabanos, já lendários e tradicionais moldados por jovens que se transformaram em políticos pela vontade popular e que são exigidos por todo nosso povo nas telinhas. Embora tal opinião tenha saído da boca de importantes políticos daqui mesmo. Registro apenas o caldeirão brasileiro, extrafronteiras mato-grossenses, que vai explodir antes da reforma política sobre tal gangorra entre os próprios políticos que exigem os mesmos tratamentos publicitários. Querem ser, também e todos, apresentadores de TV. O que não posso é omitir um fato tão comentado e real como esse. * PAULO ZAVIASKY é jornalista em Mato Grosso. Está no site “24horasnews” e comenta na Rádio Natureza de Chapada(MT) e rede de emissoras

Edição EDIÇÃO 16958




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