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Cuiabá MT, Terça-feira, 09 de Junho de 2026

ARTIGO
Segunda-feira, 12 de Março de 2001, 21h:12

LEITOR

A ética não permite violência

“Tentando entender a postura do companheiro Jorge Luiz Penariol, secretário do diretório do PSDB de Primavera do Leste em seu artigo “França versus Antero - parte CXXXVI” publicado no jornal “A Gazeta” do dia 7/3/01, procuro neste espaço esclarecer algumas contradições que ao final colocaram nas mãos do articulista uma verborragia própria daqueles que costumam usar da intolerância quando a questão foge de seus objetivos. Este não foi e nunca será o comportamento de um social democrata. Se fazer diminuir para atacar um companheiro é pura covardia, porque todo tucano é importante para ter voz e oportunidade dentro do partido, principalmente quando se trata de dirigente de órgão superior em qualquer rincão deste país. Alegar que sua formação política adveio dos ensinamentos que recebeu do presidente Luiz Soares, pelo qual confessa nutrir profunda admiração, também não deixa de ser uma incoerência ou demonstra que infelizmente não aprendeu a lição. Luiz Soares jamais usaria termos tão vulgares para atingir seu semelhante quanto mais um companheiro. Usar a cronologia para identificar as qualidades de um correligionário não faz parte dos critérios utilizados na social democracia. O partido, sem embargo das discussões internas, rejeita totalmente essa idéia de grupo dentro de suas entranhas. Os debates, os pontos de vistas, as opções, fazem parte da liberdade do pensamento defendido pelos sociais democratas. Na verdade, tudo leva a crer que o companheiro tentou agradar todo mundo, menos respeitar o companheiro Roberto França. Gratuitamente, a este tratou como se fosse o pior dos adversários. A ele não poupou acusações levianas de infidelidade partidária e alguns adjetivos que não encontram ressonância nas atitudes do prefeito. O prefeito é homem simples que dedica seu conhecimento, seu trabalho, sua coragem, sua sensibilidade, seu entusiasmo, sempre em benefício do povo, em qualquer instância ou poder que ocupou no cenário político brasileiro. Seus eleitores nunca se decepcionaram. E não foi por estrelismo e outros ismos que recentemente foi considerado em nível nacional o melhor prefeito do Brasil. Esse reconhecimento se deve as suas realizações à frente da administração municipal. Portanto, se o companheiro quer apoiar outra pessoa que o faça com liberdade, com ética, com respeito, sem, contudo, partir para a ignorância. Esse modo de agir o distancia enormemente da prática dos tucanos comprometidos com a social democracia, porque fere de morte deveres dos filiados em “manter a ética pessoal” e “relações de urbanidade e respeito com os dirigentes partidários, os detentores de mandatos eletivos e demais filiados” (art. 15, incisos IV e VI, do Estatuto do Partido). A vítima desse destempero verbal, além de prefeito ocupa cargo de 2º vice-presidente do diretório regional, posição que, no mínimo, exige do secretário municipal do partido outro tipo de tratamento. Enfim, o estado de direito não admite nenhum tipo de violência, principalmente partindo de um professor que tem o dever funcional de ensinar princípios básicos de virtudes e não ataques violentos contra correligionários, penso eu, por paixões e interesses pessoais.” MARIA MAGALHÃES ROSA, procuradora do Estado, ex-procuradora-geral do Estado, ex-procuradora-geral da Defensoria Pública, ex-presidente e ex-secretária do PSDB (Várzea Grande, MT) Aglomerado da discórdia “Em resposta ao artigo intitulado “O aglomerado da discórdia”, do jornalista Antônio Peres Pacheco, publicado na edição de 09/03/2001, do jornal DIÁRIO DE CUIABÁ, o secretário de Projetos Estratégicos, Jeverson Messias, solicita esclarecer o seguinte: - O projeto do aglomerado urbano não é “uma utopia coberta de teia de aranha na gaveta principal do Palácio Paiaguás”, como citou o artigo. Ele foi elaborado por uma comissão mista, que incluiu representantes das prefeituras de Cuiabá e Várzea Grande, os presidentes das câmaras municipais, representantes da Assembléia Legislativa e da sociedade, e encontra-se desde novembro de 2000 na Assembléia Legislativa aguardando votação. A comissão que elaborou o projeto de lei instituindo o aglomerado urbano é formada pelos prefeitos dos dois municípios, pelos presidentes das duas câmaras municipais, por representantes da Assembléia Legislativa e membros da sociedade organizada. Eles formam o Conselho Deliberativo do aglomerado. Portanto, o governo não excluiu da discussão, nem os prefeitos, nem a sociedade, como foi publicado. As câmaras setoriais são compostas por técnicos do governo e das duas prefeituras. O projeto de lei ainda não passou pela apreciação da Assembléia Legislativa. Portanto, não pode ter sido regulamentado. Por último, cabe esclarecer que não há boicote por parte do governo ou da pessoa do governador Dante de Oliveira ao projeto. O que existe é um trâmite normal da Assembléia Legislativa para sua apreciação. E reforçando o compromisso, com a implantação do aglomerado urbano, o Governo do Estado participa, na próxima terça-feira (dia 13 de março), da primeira audiência pública para discutir o projeto com toda a sociedade.” SECRETARIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL DO PALÁCIO PAIAGUÁS (Cuiabá, MT)

Edição edição 16957




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