| TEVE - Edição
de 26/10/97 Manchete dá
mais espaço a apresentadores mirins
SÍLVIA
HERRERA
Da Agência Estado - São Paulo
Aos poucos, a Manchete vai
somando alguns pontos a mais na audiência, por conta dos
apresentadores mirins. Durante a semana, Debby,
considerada "a loirinha mais fofa do Brasil",
comanda o "Clube da Criança". Aos sábados, é
a vez dos irmãos Sandy e Júnior e, aos domingos, Luiz
Fernando Bacci e Isabella Veiga comandam a primeira parte
do "Domingo Milionário", a partir do meio-dia.
Só que há uma diferença: o pequeno casal do
"Domingo Milionário" entra ao vivo e concorre
com Gugu Liberato, o maior peso-pesado da programação
dominical. "Domingo no Palco" estreou domingo
passado e promete roubar alguns pontos do Ibope dos seus
concorrentes. Pelo menos é o que esperam Luiz Fernando
Bacci, de 13 anos, e sua partner, a loirinha e sorridente
Isabella Veiga, 10 anos, que apresentam seu quadro das 12
as 14 horas.
VETERANOS
Apesar da pouca idade, os dois
podem ser considerados veteranos. Bacci tem um programa
de variedades e entrevistas, aos sábados, das 11 às 13
horas, na rádio Diário de Mogi das Cruzes (AM 1520), e
Isabela faz comerciais para TV desde os três anos de
idade, além de já ter trabalhado com Gugu e Silvio
Santos.
AE - Como foi a estréia
de "Domingo no Palco"?
Bacci - Foi
emocionante, as nossas famílias acompanharam om programa
e vibravam quando o monitor indicava algum ponto a mais
na audiência. Para que nada dê errado, além dos
ensaios, seguimos à risca a orientação do diretor
Homero Salles: fazer um programa leve para entreter toda
a família. Eu sempre entro ao vivo na rádio e isso me
ajudou muito. Até prefiro ao vivo, em vez de ficar
gravando e regravando.
Isabella - Antes de
entrar no palco, pedi a Deus que desse tudo certo. E,
graças a Ele, deu certo. Vou fazer isso sempre.
AE - Como vocês foram
descobertos pelo diretor Homero Salles?
Bacci - Acho que foi
quando apareci no programa do JÔ Soares. Ele me fez o
convite e pedi dois dias para pensar. Como o quadro na TV
é aos domingos e não vai atrapalhar meu programa na
rádio e nem meus estudos, resolvi aceitar.
Isabella - O Homero já
me conhecia dos programas que fiz com o Gugu e o Silvio
Santos. Mas os comerciais também ajudaram.
AE - Passada a emoção
da estréia, o que vocês esperam daqui para a frente?
Bacci - Espero que o
pessoal curta bem o nosso programa e goste das
brincadeiras. Acho o máximo comandar um programa de
tevê aos domingos, e ao vivo.
Isabella - É uma
experiência nova para mim. Estou aprendendo muito com o
Luiz e, com certeza, vamos formar uma dupla imbatível.
Bacci - O problema é
que ela fala mais do que a boca...é brincadeira, hein?
Sandy e Júnior conquistam
baixinhos e grandalhões
MERA TEIXEIRA
Da Agência Estado - São Paulo
Há quase dois meses no ar, os
irmãos Sandy e Júnior tem alcançado pico de até seis
pontos de audiência com seu show apresentado aos
sábados, às 19 horas, na Manchete, e os elogios -
principalmente por carta e fax - partem não só do
público infantil, mas também dos adultos. Tudo é feito
em família: a produção é do pai, Xororó, e a mãe
Noely atua como empresária e precisa fazer malabarismos
para conciliar a agenda da dupla com a escola, o
programa, a gravação de um filme, os shows e as aulas
de canto e dança. Para Sandy e Júnior, o momento de
maior emoção no programa foi o do dia em que receberam
o pai e o tio Chitãozinho. O tema era a família. Os
dois não pouparam a dupla sertaneja e revelaram
intimidades da família, além de interpretar com eles
"Nascemos pra cantar". Sandy e Júnior acabam
de lançar o sétimo CD, pela Polygram, e participam de
outro, com mensagens de Natal com o pai e os tios.
AE - O que o programa
tem acrescentado na carreira de vocês?
Sandy - Abre um espaço
a mais para nós. Ajuda a gente a estar na TV sempre e na
mídia a toda hora. É uma forma de agradar o nosso
público e, talvez, de conquistar alguns fãs a mais.
Júnior - Ajuda a
adquirir mais experiência porque dá mais segurança no
palco e a gente aprende a lidar ainda mais com o público
e a agitar toda a galera.
AE - Como vocês definem
o programa?
Sandy - É um programa super
descontraído e bem ligth. É para todas as faixas de
idade. Os maiorzinhos gostam das entrevistas que fazemos,
e também agradamos as crianças com os games.
Júnior - É uma coisa
super-nova pra gente. É um programa descontraído.
AE - Costumam brincar
nos bastidores?
Sandy - Ultimamente,
não tem dado muito tempo. Mas, sempre que conversamos
com os artistas antes de gravar, damos uma descontraida.
A gente sai da escola e corre para o programa. A cada
quinza dias, gravamos dois programas.
Júnior - Não tem dado
tempo. Tem sido corrido por causa do cinema, também.
Acabamos de filmar "Noviços Rebeldes", com
Renato Aragão e direção de Tizuka Yamazaki. Eu e a
Sandy somos irmãos no filme e temos três irmãos mais
novos. No enredo, o Renato Aragão é um sacerdote que
vai para o Rio tentar ganhar algum dinheiro. Ele começou
a trabalhar como nosso babá. A Sandy é Márcia e eu
continuo com o meu nome mesmo. Gostamos muito. Gravamos
uma semana em Fortaleza e três no Rio. Esperamos voltar
ao cinema.
AE - Quem vocês
gostariam de levar ao programa algum dia?
Sandy - Gostaríamos de
levar o Brad Pitt. Sei que não vai ser possível, mas
ele vem ao Brasil em dezembro e eu já pedi um jeito de
levá-lo ao programa. Adoro ele. Se eu tivesse de
entrevistá-lo, acho que ficaria muda (risos)...
Júnior - Existem
alguns internacionais que acho impossível. Tem bastante
gente que queremos levar. Acabamos de gravar com o
Maurício Mattar, a apresentadora Eliana e fizemos um
programa só com o grupo É O Tchan.
AE - Vocês já criaram
alguma música?
Sandy - Meu irmão
começou a fazer uma musiquinha com o compositor e
produtor Feio, que trabalha conosco. Ele é da dupla Par
ou Ímpar. O Juninho começou e eu também, mas não
terminamos.
Júnior - Estávamos
com o Feio, ele saiu com uma melodia e a gente começou a
escrever uma música. Mas não deu tempo para terminar.
AE - No que o disco novo
difere dos outros?
Sandy - Acho que
está mais legal que os outros. A gente tem a tendência
de gostar mais do recente. Costumo ouvi-lo no carro e
não enjoei. Há músicas românticas que são as minhas
preferidas. Combinam mais comigo. Tem Bee Gees,
"Pega na Mentira", de Erasmo e Roberto Carlos,
com letras bem atuais. Tem contry e músicas para
crianças também.
Júnior - Está lindo
mesmo, o mais juvenil.
AE - A dupla está na
fase infanto-juvenil. Tem alguma música de seus discos
infantis que vocês não deixam de cantar nos shows?
Sandy - A gente não
deixa de cantar "Maria Chiquinha" e
"Resposta da Maria Chiquinha". Fizemos um
pot-pourri pra não deixar de cantar as duas. Tem também
"O Universo Precisa de Vocês" ("Power
Rangers") e "A Gente Vai Ter que Rebolar".
Júnior - A gente
também canta "Vamos Ver a Galera Agitar".
AE - Já se sentem
adolescentes?
Sandy - Vou fazer
quinze anos em janeiro. Já me sinto uma adolescente.
Não é pela idade, mas eu me sinto uma adolescente mais
adiantada um pouquinho. Quando eu era uma
pré-adolescente, ficava super-confusa, porque eu não
sabia definir as fases (risos).
Júnior - Não. Eu não
me sinto adolescente nem muito criança. Agora a minha
fase está meio dividida. Vou fazer 14 anos em abril.
AE - Vocês opinam na
escolha das músicas e dos artistas para o programa?
Sandy - A gente opina,
sim. A produção escolhe e pesquisa a audiência das
músicas pelas rádios e, depois, vê se a gente
concorda.
Júnior - Aí a gente
finaliza a escolha.
AE - Como vocês estão
conciliando a escola com os shows e o programa, e como é
o deslocamento de Campinas a São Paulo?
Sandy - É claro que
está difícil organizar os horários. A gente vai à
escola das sete ao meio-dia e, em seguida, vamos de carro
para São Paulo, gravar o programa. Quando não temos
gravação, vamos à academia à tarde. Quase parei com o
jazz e o balé. Fiz poucas aulas. Nossos shows acontecem
em lugares distantes e, por isso, têm que ser aos finais
de semana. Mas vale a pena tudo isso. Não perdi a minha
infância porque trabalho me divertindo.
Júnior - Quanto à
escola, por mais que a gente tivesse faltado por causa do
filme, já não houve problemas. Já fechei quase todas
as matérias, só falta matemática.
Debby deve virar atriz de
novela
ROSÂNGELA
MARQUES
Da Agência Estado
Apesar da pouca idade - seis
anos - a atriz Débora Cristina Lagranha, a Debby, do
"Clube da Criança", já trabalha em comerciais
desde antes dos dois anos. O mais famoso de todos foi,
sem dúvida, o da Nestlé, onde aparecia ao lado de
Roberto Carlos - ele regravou a canção "Como é
grande o meu amor por você" especialmente para
aquele comercial. Ela apresenta diariamente o programa
"Clube da Criança" e desde cedo trabalhou como
modelo, assim como Isabella Veiga, a outra apresentadora
que integra o time infantil da casa.
AE - Você já conhecia
a Isabella?
Debby - A gente fez
alguns trabalhos juntas em comerciais e ela até já
participou do meu programa.
AE - Aos seis anos de
idade, você está começando a aprender a ler e a
escrever. É muito difícil decorar os textos?
Debby - Eu decoro com a
ajuda da produção. A minha mãe, Therese, também me
ajuda muito.
Therese - Gosto de
acompanhar e observar para depois elogiar ou, então,
fazer algumas críticas.
AE - Você também foi
convidada para fazer novela?
Debby - É para a
novela "Queridinha". Por enquanto, tirei
bastante fotos para o book da novela.
AE - Como é o seu
dia-a-dia desde que as gravações do programa
começaram, em junho?
Debby - Eu gravo às
segundas, quartas e quintas - e nos outros dias tenho
aulas no pré-primário.
AE - E como é na
escola?
Debby - Todo mundo me
trata muito bem e já me conhece por causa da televisão.
Tem até colega que pede autógafo.
AE - Bom, como atriz
profissional, você já deve estar fazendo planos para
gastar o dinheiro que ganha...
Debby - Quero guardar
dinheiro pra voltar à Disneylândia. Meus pais já me
levaram uma vez, mas eu era muito criança. Agora quero
aproveitar mais.
AE - E desta vez você
é quem levará os pais?
Debby (rindo) - É...
SAI DE BAIXO
A
família do Ribamar "baixa" no Largo do Arouche
Da Agência Estado -
São Paulo
Acredite se quiser, a família
inteira do Ribamar (Tom Cavalcante) vem do nordeste
visitá-lo em São Paulo, só que o porteiro sumiu e
ninguém sabe onde ele foi parar. Assim começa a
confusão de "A Família Dó-Ré-Riba", esquete
de "Sai de Baixo", que a Globo apresenta neste
domimotivo escuso não contam a ninguém. Será que o
porteiro morreu fazendo algum serviço sujo para o Caco?
No texto de Lícia Manzo, Aloísio de Abreu, Bráulio
Tavares e Odete Damico, com Redação final de Cláudio
Paiva, Tom Cavalcante vai trabalhar triplicado. É que
ele interpretará toda a família de Ribamar.
Interpretará a mãe Ribaranga, o pai Ribarita e a irmã
Ribamacha, que aliás vaiorma-se num verdadeiro cortiço,
com toda família de Ribamar hospedada na sala. E Vavá
(Luís Gustavo) vai ficando desesperado. Não só pela
bagunça na qual se transformou sua casa, mas porque
Ribamar precisa se apresentar em mais um Riba-Riso-Show,
vendido por ele.
Inés
alegra elenco da novela das oito
ANA PURCHIO
Da Agência Estado
No meio de tantos personagens
indóceis e cheios de neuras, a pequena Inés (assim
mesmo, com "e" aberto) chama a atenção por
seu jeito alegre e sociável. Escolhida para integrar o
cenário de Meg (Françoise Forton) e Trajano (Ricardo
Petraglia), o casal emergente da história, ela adora
festas e usa roupinhas importadas. A coleira, por
exemplo, veio de Nova York. Inés é uma cadelinha de
raça chinesa, de dois anos de idade, e já se tornou
mascote do elenco da novela. Seu verdadeiro dono, Tony,
costuma vestir o animal com lenços e capas. No momento,
Inés está sendo assessorada pela produtora de arte Ana
Maria de Magalhães para compor o figurino. Por exemplo:
no café da manhã, se Meg usa um roupão marrom, Inés
usa uma capa também marrom brilhante. A atriz Françoise
Forton está tão encantada com a cadelinha que passa o
dia inteiro junto com ela, passeando. "Eu já tive
cachorros e estou adorando a Inés", comenta a
atriz. "Quero que ela se torne minha grande amiga em
cena". E Ricardo Petraglia lembra uma coincidência:
em "Salsa & Merengue", seu personagem, o
também emergente Tito, tinha uma filha chamada Inês,
interpretada por Juliana Baroni. Agora, o bichinho de
estimação de Trajano tem o mesmo nome, só que com
"e" aberto.
'CASSETA E PLANETA'
O que
seria de Bussunda e sua turma sem a Maria Eugênia?
VERA FIORI
Da Agência Estado - Rio
Há exatamente cinco anos, a
jornalista Maria Eugênia Brito aceitou uma tentadora
proposta feita pela turma de "Casseta & Planeta
Urgente": cuidar da pauta do programa, selecionando
filmes, imagens e notícias que possam render alguma
piada. Não é uma tarefa fácil para Eugênia, casada,
33 anos, ex-repórter de jornais e emissoras de rádio
cariocas, mas ela está adorando a função. Afinal, tudo
o que cai nas mãos de Bussunda, Reinaldo, Hubert,
Cláudio Manoel, Marcelo Madureira, Beto Silva e Hélio
de La Pea vira piada e, com isso, seu trabalho acaba se
transformando numa incrível diversão. Sua maior proeza
até hoje foi botar literalmente a equipe do programa
numa "fria". Foi ela quem abriu o caminho para
que Bussunda e sua turma pudessem fazer uma gravação
especial na Antártida. "Em 95, depois de um ano de
cantadas na Marinha, tivemos sinal verde para gravar o
programa", lembra. "Foram dez dias de viagem
pelas geleiras e a equipe visitou até uma base
russa". Bem-humorada, Eugênia conta que foi mais
fácil ir à Antártida do que conseguir autorização
para gravar no Congresso, em Brasília. Por onde eles
passam, o escracho é total. A tranquila Varginha, em
Minas, por exemplo, foi palco de um hilariante programa
sobre o misterioso "ET". Até o prefeito
recebeu a turma do programa. Eugênia não consegue
evitar o riso quando lembra, também, a sátira à
Polícia Federal, feita em 93, com a paródia do filme
"Nacional Kid Contra os Incas Alagoanos" e o
dia em que o senador Eduardo Matarazzo Suplicy foi a
vítima, aparecendo no lugar do apresentador Cid Moreira,
interrompendo uma notícia para, em seguida, esquecer do
que estava falando. MADRUGADAS - Sua rotina só mudou a
partir do nascimento do filho André, hoje com um ano de
idade. Antes, ela passava a noite mergulhada nas
pesquisas e, quinze dias antes das gravações, chegava
à produtora ao meio-dia e saía só de madrugada.
Depois, precisou fazer algumas alterações em seu
dia-a-dia, para poder ficar mais tempo perto do filho
mas, como o acesso aos arquivos dos telejornais e outros
programas da Globo só é permitido durante a madrugada,
contratou uma assistente para ajudá-la. Segundo
Eugênia, de cada 30 imagens que ela escolhe, umas dez ou
doze são aproveitadas no programa. Mas, nas semanas que
antecedem as gravações, a jornada é árdua. Ainda bem
que o marido é jornalista e também ajuda. Graças à
experiência que ganhou nestes cinco anos, Eugênia sabe
de cor o perfil de cada um dos integrantes do programa e
também lembra os melhores momentos proporcionados por
Bussunda e sua turma. Segundo ela, os políticos são os
mais esculhambados. "Collor e Itamar renderam
excelentes matérias", lembra, acrescentando que uma
das cenas mais hilariantes foi proporcionada por Hubert,
imitando o presidente Fernando Henrique numa feira de
informática, fazendo perguntas capciosas para o
ex-prefeito Maluf. Segundo Eugênia, o clima fica tenso
toda vez que se aproxima o dia da apresentação, pois
sempre há a possibilidade de surgir alguma notícia de
última hora. Quando PC Farias foi preso na Tailândia,
por exemplo, o programa iria ao ar na mesma noite e,
assim, ainda foi possível encaixar duas piadas sobre o
assunto. Mas a proeza maior, mesmo, parece ser a da
própria pauteira do programa, pois, apesar de conviver
há cinco anos com esse pessoal irreverente, ela garante
que ainda não perdeu o juízo.
CAROLINA
A musa da Costa Verde
ANA PURCHIO
Da Agência Estado
Graças à personagem Milena,
interpretada por Carolina Ferraz, Angra dos Reis ganha um
bom espaço na novela "Por Amor", de Manoel
Carlos. É lá, na Costa Verde, que fica a luxuosa casa
de Milena de Barros Mota, filha de Branca (Suzana Vieira)
e do empresário Arnaldo (Carlos Eduardo Dolabella).
Bela, charmosa, ousada, ela vive um tumultuado romance
com o médico Franco (Henri Pagnoncelli) e assedia o
piloto Fernando (Eduardo Moscovis), funcionário de uma
companhia de táxi aéreo. Nos capítulos desta semana,
Milena e Fernando aparecerão rodopiando na chuva e, para
desespero do comportado piloto, ela propõe que os dois
passem a noite no helicóptero. "Ainda vou perder o
emprego por sua causa", reclama Fernando. "Te
contrato com exclusividade", propõe a irrequieta
Milena. E, quando ele tenta se esquivar, ela aperta o
cerco: "Até briguei com o Franco por sua causa e
agora você quer fugir?" Carolina está duplamente
feliz com a fase. Primeiro, porque mais uma vez - como
aconteceu em "História de Amor" - ganha um
papel forte numa novela de Manoel Carlos. Segundo, porque
adora Angra. A diferença é que, na vida real, não há
nem Franco nem Fernando, mas sim o marido, o
publicitário Mário Cohen, e os enteados Luca, de 15
anos, e Manoela, de 13. "Meu marido é 22 anos mais
velho que eu. Mas, se ele fosse 22 anos mais novo, talvez
eu tentasse aliciá-lo", brinca, no melhor estilo
Milena. "Ele é irresistível". Paulista, 29
anos, Carolina também pode ser vista no canal GNT, onde
apresenta o programa "Mulher Invisível",
produzido por Diléa Frate e que disseca o complexo
universo feminino. Ela já foi a moça da abertura do
"Fantástico" gravada há onze anos - aparecia
dançando nas dunas - e depois virou apresentadora desse
mesmo programa. A adaptação não foi difícil, pois a
atriz já conhecia a outra apresentadora, Dóris Giesse,
dos tempos de modelo. Celso Freitas completava o trio de
apresentadores. Depois de seus trabalhos como bailarina e
modelo, Carolina estreou na Manchete como apresentadora
do programa "Schock" e do "Programa de
Domingo" e interpretou a jovem Irma, de
"Pantanal", além da vilã Sinháa de
"Escrava Anastácia", Lucila em "Floradas
na Serra" e Cristina Serrati em "O Fantasma da
Ópera". Também fez o papel de Morte no filme
"Alma Corsária", de Carlos Reinchenbach. Em
casa, gosta de tocar violão e "viajar" ouvindo
Marina, Caetano e Lisa Stansfield. Usa óculos desde os
onze anos de idade mas, em cena, prefere as lentes. Em
"Mulher Invisível", no GNT, Carolina Ferraz
vive uma experiência que considera gratificante,
apresentando temas polêmicos e esclarecedores. Neste
domingo, dia 26, às 15 horas, ela entrevista a artista
plástica Vera Goulart e a cantora Fernanda Abreu. O
tema: "A Mulher Artista". Na sexta, dia 31, às
22 horas (reprise no domingo, às 15h30), o tema será
"A Mulher como Produto", com participação da
marketeira Cristina Moreira e da modelo Adriane Galisteu.
Sônia Braga dá um show de
bom humor na gravação de "Estúdio Brasil"
EDUARDO
ZANELATO
Da Agência Estado
Na gravação de
"Estúdio Brasil" (Bravo Brasil, TVA),
realizada na última segunda-feira no Teatro Ruth
Escobar, em São Paulo, Sônia Braga se mostrou uma
moleca de 47 anos. A atriz, que foi aplaudida de pé por
um platéia formada por estudantes de Artes Dramáticas,
brincou com os espectadores e com sua idade
("cheguei a Campinas antes do Aeroporto
Internacional de Viracopos") - e até ensaiou um
strip-tease. Diante da cena, o apresentador Jefferson Del
Rios insistiu para que ela se comportasse. "Estou me
comportando, senão estaria sem roupa", ironizou
Sônia. Com uma hora e meia de atraso e alguns tropeços
antes de chamar Sônia ao palco, Del Rios iniciou a
entrevista visivelmente desconfortável com a
parafernália utilizada por um apresentador de TV. Antes
de começar o bate-papo, a atriz fez questão de
apresentar os parentes que estavam na platéia. Enquanto
Del Rios tentava fazer uma retrospectiva de sua carreira,
Sônia lembrava passagens de sua vida pessoal e
artística. Sempre repetindo frases do tipo "posso
contar uma história?" ou "vocês têm bastante
tempo?", Sônia assumiu o comando da entrevista. No
meio de uma dessas histórias, a atriz arrancou risadas
da platéia ao falar que Del Rios estava mais interessado
nas próprias unhas. "Já que está caçoando de
mim, vou revelar que você não foi aprovada num teste
para ser modelo", retrucou o apresentador. Sem
perder o rebolado, Sônia tirou os sapatos para mostrar
que não tinha altura para seguir essa carreira.
"Sou como a Estátua da Liberdade: baixinha e
gordinha, mas muito fotogênica", brincou. BOATOS -
Nos bastidores, Sônia falou de seus próximos projetos e
negou que tenha sido convidada para atuar na regravação
de "Dancin Days". Por enquanto, garantiu,
"são apenas boatos". Mas a atriz não
descartou a possibilidade de participar da nova versão
da novela. "Eu faria a diretora da prisão",
disse. Além de apresentar uma homenagem a Tom Jobim num
especial comandado por Bill Cosby, no dia 26, em
Washinghton, Sônia foi convidada para atuar num filme
produzido por Quentin Tarantino e Lawrence Bender.
"The Hangmans Daughter".
'GENTE
DE EXPRESSÃO'
Bruna
entrevista David Bowie
ANA PURCHIO
Da Agência Estado
O cantor inglês David Bowie
dá um show de bom humor e simpatia na entrevista
concedida a Bruna Lombardi, a ser apresentada sábado,
dia 1º de novembro, às 18h30, na Bandeirantes. O
programa "Gente de Expressão" vai ao ar na
mesma noite em que Bowie fará sua única apresentação
em São Paulo. "Posso fumar um cigarro?",
pergunta o astro, no início da entrevista. "Não
tem problema na televisão sul-americana, não é?".
O cantor relembra sua infância e a adolescência, os
tempos difíceis. "Eu vendia fósforos para comprar
o material de costura", conta. "Tinha que ficar
numa esquina em Chicago com uma enorme bandeja pendurada
nos ombros". Bowie revela seu desprezo pela fama:
"As únicas coisas importantes para mim são a minha
família, os amigos mais íntimos e o trabalho que estou
fazendo no momento", garante. "Eu não preciso
que as pessoas me amem anonimamente. Tenho amor
suficiente ao meu redor, da minha família e dos meus
próprios amigos, eu não preciso procurar por isso numa
multidão sem rosto. Diz que é apaixonado por sua atual
esposa, Iman (modelo nascida na Somália) - "eu nem
sonharia em casar com alguém se eu não quisesse ser
fiel" - e define-se como "uma pessoa
trissexual". Além da música, curte pintura,
escultura e teatro e costuma ser uma espécie de faz-tudo
em seus shows. "Geralmente, eu sou o diretor, o
produtor e o escritor dos meus shows", diz na
entrevista a Bruna Lombardi. "Tecnicamente, no mundo
do espetáculo isso é conhecido como a coisa de um homem
só". E, sempre bem-humorado, faz uma revelação
curiosa: "Eu também costuro todas as roupas, você
sabia? Eu mesmo corto todas as roupas do show. Tenho uma
máquina de costura antiga porque não consigo usar as
modernas. Eu sento lá costurando as roupas para o meu
guitarrista. É um trabalho cansativo, mas alguém tem
que fazer.
'MANDACARU'
Zebedeu é o novo
líder dos cangaceiros
SÔNIA APOLINÁRIO
Da Agência Estado - Rio
Mais um vilão caiu no gosto
do público de novelas. Em "Mandacaru",
Zebedeu, personagem interpretado por Benvindo Sequeira,
ao invés de ser castigado por suas crueldades foi é
promovido. De secundário, o sanguinário cangaceiro se
tornará o personagem central da trama, a partir desta
semana. Tirana (Victor Wagner), até então o herói da
história, será escravizado por Zebedeu.Criada pelo
diretor Walter Avancini, a guinada no rumo do personagem
surpreendeu o ator, já que imaginava que seria odiado
pelo público por conta das atrocidades cometidas pelo
cangaceiro. "É um fenômeno como um crápula
conquistou a empatia das pessoas", disse ele.
Zebedeu mata sem piedade ou culpa. Antes, depois ou até
mesmo durante uma execução, recita repentes. Esses
versos, cheios de humor, foram, na opinião do ator, o
que deu charme ao personagem. "As pessoas o achavam
mau, mas também engraçado e, por isso, passaram a
gostar dele".Convicto de que é a reencarnação de
Don Sebastião, Zebedeu invadirá Jatobá e reinará
despoticamente. Na nova condição de dono da cidade, que
manterá sitiada, troucará as roupas de cangaceiros
pelas usadas por fidalgos do século 17. Quem vai
costurar essas roupas para ele é a tonta Isadora
(Marília Pera) que, inicialmente, chamará sua atenção
por ser parecida com Baiana (Sandra Pera), a companheira
do cangaceiro.Com 50 anos de idade e 31 de profissão, o
mineiro Sequeira admite que esta é a principal
oportunidade que já teve para mostrar seu trabalho, na
TV. Mas como ele mesmo disse, ainda não conseguiu
"massagear o ego e aproveitar" a nova
condição de protagonista. Afinal, seu número de cenas
a gravar triplicou. "A principal diferença é que
toda uma equipe passa a contar com você e isso aumenta o
desafio", afirmou. COMÉDIA - O forte de Benvindo
sempre foi a comédia, que colocava em cena no teatro. Na
TV, desde a sua estréia em 1989, com o Bafo de Bode de
Tieta, sempre fez personagens loucos ou estranhos. Ele
acredita que isso deve ter acontecido por causa da sua
"máscara facial forte". "Não sei porque
só faço malucos, mas se é assim, então, vamos ser o
melhor maluco do Brasil", afirmou. "Quero ser o
melhor louco do mercado e, conseqüentemente, o mais
caro".Essa determinação pode ser também uma
explicação para o sucesso de Zebedeu. O ator contou que
não teve medo de amalucar e sujar o personagem o quanto
pôde. "Como o Avancini dá corda para essas coisas,
deu tudo certo", disse ele que teve que pintar de
loiro os cabelos pretos para participar da novela. O ator
contou que, na hora de construir seu personagem, optou
por encará-lo como um primata e não como um psicopata.
"Ele é livre e desperta o homem das cavernas
adormecido em cada um de nós", afirmou. "Ele
não pensa, apenas age e, com isso, se parece com uma
criança que desafia os limites".Fazê-lo recitar
versinhos foi idéia dos autores da novela. A
contribuição do ator, nesse aspecto, foi ter escolhido
o repente como ritmo para as rimas. "É uma melodia
que permite que se encaixe qualquer tipo de verso",
explicou. "Além disso, é de uma velocidade que
permite o bom entendimento das palavras pelo
público".EFEITO ESPECIAL - Até interpretar
Zebedeu, Benvindo tinha dificuldades de ver cenas de
assassinatos em filmes. Agora, até aprecia o gênero,
para reparar no tipo de efeito especial usado. A mulher
do ator, porém, ainda não se acostumou com tanta
matança no ar. Benvindo contou que Doia sempre fecha os
olhos quando Zebedeu ameaça cortar cabeças ou decepar
orelhas. Apesar do sangue jorrar na novela, ele não
concorda com as críticas que dizem ser a história muito
violenta. "Vejo muita violência em filmes que dão
grandes audiências", afirmou. "Isso indica que
as pessoas devem gostar de cenas fortes".Esotérico,
adepto da meditação zen, Benvindo está certo que a
nova fase da novela vai permití-lo mudar de patamar
dentro do mercado televisivo. Ele não sabe, porém, por
quanto tempo reinará na novela. "Só o Avancini
sabe", brincou. Ele só torce para que Zebedeu não
morra no final. "Não há motivo para
castigá-lo", afirmou. "Afinal, há muitos
malucos pelo mundo". Mas se não houver outro
destino para o personagem, Benvindo espera que, pelo
menos, seja uma morte espetacular. "Ele não pode
morrer com um tirinho", brincou. "Tem que ser,
no mínimo com uma explosão para espalhar pedaços dele
por toda a parte para que ele continue a atormentar as
pessoas, mesmo depois de morto".
Um furacão chamado Sandra
Bréa
SÍLVIA HERRERA
Da Agência Estado
Responsável por muitas
inovações na tevê brasileira, Sandra Bréa tem sua
carreira marcada pela ousadia. Destacou-se em todos os
seus trabalhos, roubando a cena, por exemplo, em "O
Bem-Amado" - a primeira novela em cores produzida no
Brasil - foi a grande estrela de vários musicais, entre
eles "Sandra e Miéle", capa de revistas
masculinas e "sex symbol" da geração dos anos
80. "Dê sempre a entender que você é um pouco
louca", foi o conselho bem-humorado dado a ela pelo
ator Jardel Filho. Ela não chegou a seguir rigorosamente
esse conselho, mas sempre soube causar agitação nos
trabalhos de que participou, a ponto de ser apelidada de
"Furacão" pelo diretor Paulo César Coutinho.
No entanto, gosta muito mais de outro apelido dado
também por Coutinho: "Inimitável". Decotes
ousados, gestos exagerados, caras e bocas, tudo isso é
sua marca registrada, que ela define como
"sinceridade". Em 1966, com apenas 14 anos de
idade, Sandra subiu ao palco pela primeira vez, para
participar da peça "Aqui Ó". ao mesmo tempo,
ela vivenciou a última fase do teatro de revista no
Brasil e o início de uma nova etapa no meio artístico.
Na novela "Gente Fina", insistia em namorar o
namorado da ex-melhor amiga Joana (Nívea Maria). Em
"Bambolê", era a vedete Glória Muller. em
1992, interpretou a Rosita na novela
"Felicidade". Foi seu último trabalho na
tevê. Último? "Eu ainda vou voltar", garante
Sandra, 45 anos de idade, há quatro engajada na luta
contra a aids. Portadora do HIV, ela acha importante o
papel que a Globo - da qual continua funcionária - vem
desempenhando na novela "Zazá", mostrando, por
intermédio de uma de suas personagens, que não há
motivo para se discriminar os portadores desse vírus.
Sandra reaparece no vídeo como âncora de uma campanha
para o Grupo de Apoio à Prevenção à Aids (Gapa) e
avisa: "Enquanto houver uma voz me chamando, pedindo
minha ajuda, eu vou lá e faço". Nascida no Texas,
EUA, a atriz tem dupla nacionalidade. Declara estar bem
disposta, enfrentando com muita coragem a fase por que
está passando, e admite que ficaria muito feliz se
recebesse um convite para voltar à tevê. Mas acha isso
muito difícil. "Se até hoje a Globo não me
convocou, é porque tem seus motivos. E sabe que, para eu
voltar a trabalhar, teria de escolher para mim um
personagem específico, além de montar toda uma
infra-estrutura para me receber. Mesmo assim, ainda sonho
com essa volta".
Eliana vai participar de
"Chiquititas"
MERA
TEIXEIRA
Da Agência Estado - São Paulo
Eliana foi convidada para
fazer uma participação especial na novela
"Chiquititas", do SBT, onde cantaria em um dos
capítulos. Segundo a apresentadora do programa ``Eliana
& Companhia, falta achar um tempo na sua
apertada agenda, pois além de seus compromissos na TV
ela está preparando seu quinto CD e o lançamento de
novos produtos de sua grife. "Eu e meu diretor
Milton Neves conversamos a respeito da minha
participação, mas ainda não posso afirmar quando vai
acontecer, pois minha agenda está superlotada até o
mês de janeiro e seria difícil conciliar meu trabalho
no Brasil com as gravações na novela", explica. De
qualquer forma, o convite não será descartado, mesmo
porque sua participação em "Chiquititas"
ajudaria a divulgar o novo disco. A loirinha não
descarta, também, a possibilidade de atuar em
teledramaturgia no futuro e planeja estudar arte
dramática no próximo ano. Atualmente, faz aulas de
canto e fonoaudiologia. Ela está comemorando o quinto
ano de SBT e, este mês, ganhou mais um cenário, o Mundo
do Melocoton. "O personagem agora passou a ser o meu
mascote, fala comigo durante o programa. As crianças
adoram. Prova disso é que no dia 13, o Ibope cresceu
dois pontos", diz a dona do programa que já
alcança 8 pontos de média, diariamente. Eliana é
identificada como a apresentadora infantil mais educativa
da TV, já que costuma aguçar a mente das crianças com
suas brincadeiras. É autora de vários livros infantis,
tem três bonecas com seu nome e diversos brinquedos.
Até o Natal, ela quer chegar à casa dos cem produtos
licenciados com sua marca. Nos próximos dias, Eliana
manda para as lojas a linha completa de calçados, que
incluem tênis, sandálias e tamancos. Outro projeto em
andamento é o disco em espanhol, a ser lançado em
janeiro. Atualmente, está ensaiando o show intitulado
"Eliana e o Rei do Arco-Íris". O espetáculo
com bailarinos e atores sobe aos palcos do país em
novembro, mês em que ela completa 24 anos.
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