INTERNET

Internet explode no Brasil

CERCA DE 60 MILHÕES JÁ ESTÃO PLUGADOS

A explosão mundial da Internet é indiscutível. Ela tornou-se o lugar mais freqüentado de todos os tempos. Existe um consenso entre os institutos de pesquisa e órgãos governamentais de que pelo menos 54 milhões de pessoas estão penduradas hoje na Grande Rede, trocando arquivos, correio eletrônico, fazendo conferências empresariais, pesquisando, buscando informações ou simplesmente batendo papo.
Enfim, um vaivém de dados que tornam a Internet um sistema democrático (porque todos podem ter acesso) e ao mesmo tempo anárquico (porque não existe controle sobre o conteúdo que ela oferece). É bom que seja assim, até porque a Rede atrai muitos jovens e eles são responsáveis por boa parte dessa "anárquica" mídia. Pesquisa do Ibope/Cadê feita em outubro, indica que 65% dos internautas brasileiros são jovens com idade até 29 anos. No mundo existem cerca de 10 milhões de crianças (dos 8 aos 16 anos) que usam a Rede para estudar, pesquisar e se divertir.
Na esteira dessa explosão do ciberespaço, foram criados novos tipos de negócios, profissões e atividades, estimulando novas áreas do conhecimento e tornando aceleradas (dependendo da conexão, é claro) as pesquisas que antes levavam horas ou dias em bibliotecas e arquivos. E o óbvio: a Internet aproxima pessoas e encurta as distâncias.
O Brasil não fez feio nesses dois anos e meio em que a Internet está sendo explorada comercialmente. Desde maio de 1995, quando a Embratel liberou o acesso comercial à Rede, o crescimento de internautas brasileiros avançou de forma geométrica, indo bem mais rápido que seus vizinhos da América Latina. O Comitê Gestor da Internet Brasil informa que a Rede dobrou de tamanho nos últimos 12 meses, e que somos cerca de 1,3 milhão de brasileiros ligados neste momento, contra menos de 700 mil no ano passado. Para atender a toda essa demanda já existem 400 provedores de acesso no País. Só não crescemos mais por falta de linhas telefônicas.
Com a popularização da Web, que é onde se concentram os recursos gráficos e de multimídia da Rede, foram multiplicadas também as páginas (home pages) e sites. O instituto de pesquisa norte-americano Forrest Research informa que, atualmente, são criadas cerca de 170 mil páginas por dia na Web. Para buscar as agulhas nesse imenso palheiro foram criados índices de busca. Yahoo!, AltaVista, Cadê? e outros programas se tornaram tão populares que hoje já não se pode pensar na possibilidade de vivermos sem eles para encontrarmos qualquer coisa na Rede.
O poderoso Bill Gates prevê que em um futuro próximo, todo o cidadão terá seu e-mail.


No País, Net não cresce mais por falta de linhas

A QUEIXA É DA ABRANET, QUE REÚNE OS PROVEDORES DE INTERNET NO BRASIL

Até o fim do terceiro trimestre deste ano, a Internet brasileira contava com cerca de 1,18 milhão de usuários, segundo as contas do Comitê Gestor da Internet. O número, como a maioria das estatísticas da Rede, é uma estimativa, feita com base na quantidade de hosts, ou seja, de máquinas com endereço IP conectadas à Internet, o que pode ser contado por meio de softwares de monitoramento. O Comitê Gestor conta dez usuários por host, informa Ivan de Moura Campos, coordenador do Comitê. No Brasil, a Rede mais do que dobrou de tamanho nos últimos 12 meses.
O mesmo aconteceu no mundo. Segundo o site da Network Wizards, que faz um levantamento semestral no número de hosts em todo o mundo, até julho de 97 existiam quase 18 milhões de computadores pendurados na Internet. Vale dizer que os números mostrados pela Network Wizards são de julho, e pode-se estimar que hoje esse número já subiu para 20 milhões.
Calcular quantos internautas existem hoje no mundo é quase impossível, mas há vários levantamentos feitos em diversos sites de pesquisa. Os números mais convergentes dão conta de mais de 53 milhões de pessoas ligadas à Internet. A conta de dez usuários por host, como se vê, não se aplica para a maioria dos países, principalmente nos desenvolvidos. Se fosse assim, haveria quase 180 milhões de internautas plugados nos 20 milhões de hosts (máquinas). Segundo Ivan Campos, esta média brasileira deve-se ao fato de muitos usuários na Internet não comercial (governo e educacional) compartilharem computadores em um número maior do que nas corporações e, principalmente, nos lares.
Campos lembra que entre as metas do Comitê para o ano que vem estão a de discutir melhor as questões de engenharia e tentar resolver problemas de conexão entre os backbones, principalmente entre a RNP (Rede Nacional de Pesquisas) e a Embratel.
Para Antonio Tavares, presidente da Abranet - Associação Brasileira de Provedores de Internet e da DialData, a Rede brasileira só não cresce em proporções maiores porque faltam linhas de telefone. Segundo Tavares, hoje existem 400 provedores de acesso, que têm como clientes tanto usuários finais quanto corporativos. "Para se ter uma idéia, até hoje houve uma solicitação por parte dos provedores de 52 mil linhas para a Telesp, que só conseguiu entregar 8,6 mil", diz ele.
Tavares aponta uma tendência antagônica entre o crescimento do número de usuários e o de provedores. "Até o fim do século devem restar apenas 150 provedores, para mais de 3 milhões de pessoas conectadas", afirma. Os fatores que ajudarão a popularizar o acesso à Internet no Brasil, segundo ele, são a privatização das teles (com maior oferta de linhas), a divulgação nas escolas, promovendo a cultura Internet nos lares, e a chegada de acessos mais populares, como o que usa a tevê em vez do computador para entrada na Rede (nos moldes da WebTV).


Embratel triplica infra-estrutura

O internauta pode até não notar, pois o tráfego continua intenso na Rede, mas a infra-estrutura de backbone triplicou de tamanho este ano. De cordo com Aloysio Salles Xavier, gerente de serviços Internet da Embratel, anteriormente haviam apenas quatro centros de roteamento no País (São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Belo Horizonte) e a saída para o exterior (EUA e Canadá) era composta por dez links de 2 Mbps. Confira, agora, a situação atual do backbone brasileiro:
- Até o fim do ano estarão em operação 22 centros de roteamento, interligados por 50 circuitos de 2 Mbps, conectando 80 localidades em todo o País
- Rio de Janeiro e São Paulo estão interligados por um link de 34 Mbps
- São Paulo e Rio são as únicas saídas para os EUA e Canadá. Essa estrutura é composta por 20 enlaces, dos quais 9 links de 2 Mbps saindo de São Paulo e 11 links de 2 Mbps do Rio de Janeiro. Ainda esta semana será inaugurado um link de 34 Mbps ligando o Rio ao Canadá
- Pelo cronograma da Embratel, em fevereiro de 98 será inaugurado um link de 34 Mbps entre São Paulo e EUA ou Canadá (ainda não definido) - Em abril, finalmente será inaugurado um link direto para a Europa e Ásia, saindo de SP ou RJ (ainda não definido)
ENTENDA
Backbone _ as linhas que formam a espinha dorsal da Internet, interligando Estados e municípios.
Domínio _ tudo o que fica à direita da arroba (@) em um endereço de e-mail. O endereço nominal de uma empresa ou instituição, que é convertido em números pelo DNS.
DNS (Domain Name Server) _ computador do provedor de acesso que converte os endereços nominais comuns digitados (como e-mails e domínios) em endereços IP (numéricos), estes sim, identificados por todos os computadores da Rede.
Endereço IP _ um endereço numérico fixo, que identifica uma máquina na Rede.
Host _ máquina ligada à Internet com endereço IP, também usado para definir a máquina que hospeda um site.
Linha dedicada _ conexão que não passa pelo circuito de voz e não exige discagem. Com isso, a empresa está permanentemente ligada à Net. A maioria é de alta velocidade, embora as teles ofereçam linhas dedicadas de baixa velocidade para quem quiser conexão em tempo integral.
Linha discada _ conexão por linha discada telefônica, a mesma usada para voz.
Link _ Termo que tanto pode servir para um hipertexto que remeta para outra área da Internet _ um texto em HTML ou uma imagem _ quanto para designar o meio físico de conexão entre dois pontos. Por exemplo, entre um provedor de acesso e a Embratel e entre esta e os backbones estrangeiros da Rede mundial.
Mbps _ Megabits por segundo. Velocidade de transmissão de dados. Dá a noção da capacidade de um link de alta velocidade. Kbps são quilobits por segundo.
Roteador _ máquina que direciona os pacotes de informação na Net, fazendo com que cheguem ao destino.


Tagarelice pelos canais e salas

O meio mais usado para participar de um bate-papo são os canais dos servidores de chat. Há centenas deles em todo o mundo, alguns públicos e outros particulares, estes últimos mantidos por um provedor de acesso. Eles trocam informações entre si, formando uma verdadeira rede, de modo que usuários de diferentes servidores possam participar de um mesmo canal.
A Brasirc, Brasnet, Undernet, Dalnet e Chatnet são as redes mais procuradas. Em todas elas é possível encontrar um canal brasil ou brazil, onde se fala português.
Nos IRCs (Internet Relay Chats) há de tudo para todos os gostos, do descontraído papo de jovens à procura de aventuras, à troca de idéias entre pessoas maduras como o brasil30+ (o símbolo # significa canal), da rede Undernet. Há canais exclusivos de passatempos como o #Master, onde é possível participar de um jogo de perguntas e respostas sobre os mais diversos assuntos _ de física a histórias em quadrinhos.
Se você usa o Windows ou qualquer outra interface gráfica semelhante, vai precisar de um software-cliente para entrar nos canais. O mais popular é o mIRC (para os usuários de Macintosh é o IRCle): ele dispõe de um recurso de cores que torna as conversas mais interativas e agradáveis, pode enviar e receber arquivos, tem suporte para sons e permite um acesso rápido a páginas da Web. Seu autor, Khaled Mardam-Bey lançou o mIRC como freeware (grátis), mas em razão do sucesso do programa ele é agora shareware, isto é, depois de experimentá-lo por algum tempo, você tem de pagar para continuar usando. A mais nova versão do mIRC está no site de Khaled (http://www.mirc.co.uk).
Programa de índio
Mais sofisticado que o mIRC é o Pirch. Além de possibilitar a execução automática de alguns comandos, o Pirch tem um centro multimídia do qual você pode carregar arquivos de sons e vídeos, nos formatos midi, wav e avi. Durante uma sessão de chat, seus amigos podem copiar arquivos de seu disco rígido. Gostou? Então pegue o Pirch no site www.bcpl.lib.md.us/frappa/pirch.html.
Para quem adora novidades, nada melhor de que o Comic Chat, da Microsoft, um programa divertido, em que você escolhe um personagem de histórias em quadrinhos e suas mensagens aparecem dentro de balões. Com o Comics é possível expressar sentimentos, enviar pensamentos, mandar e receber sons e arquivos e salvar suas conversas para visualização off-line. O Comic vem no pacote do Internet Explore 4.0, mas é possível baixá-lo da Rede pelo endereço (www.microsoft.com/ieintl/es/chat).
Um programa de índio. Definição perfeita para o PowWow, criado pela Tribal Voice, uma empresa americana que vem se dedicando à defesa das causas indígenas. O PowWow (uma saudação do tipo `olá') é um software interessante. Por ele, você pode navegar pelas páginas da Web junto com outras pessoas. Outro recurso, bastante útil, é a secretária eletrônica, em que você pode deixar recados para seus amigos. Além disso, o PowWow permite que você ouça o que digita e participe de conferências com até 74 pessoas. O PowWow pode ser obtido em www.tribal.com.
Além dos canais de chat, pode-se conversar também nas salas de bate-papo do Zaz (http://chat1.zaz.com.br/chat), do Universo On-Line (http://chater.uol.com.br/bate-papo) e do SpaceChat (http://chat.spacenet.com.br). As atrações são muitas, como programação de entrevistas e as disputadas salas de namoro e sexo.
ENTENDA
Aprenda o significado dos termos que surgem nos chats.
Bot _ derivado de robot. Trata-se de um programa que mantém um canal aberto 24 horas por dia. Serve também para evitar floods e takeovers
Canal _ locais ou salas de bate-papo
Clone _ são duplicatas de nicknames feitas pelos hackers para provocar floods
Flood _ mensagens repetidas em pouco tempo, que conturbam o funcionamento de um canal
IRCops _ São os administradores de servidores e redes de
IRC Kick _ Chute. Quando um usuário não respeita as regras de etiqueta, o operador dá um kick nele, expulsando-o do canal
Kill _ Comando acionado por um IRCop para desconectar um usuário de um servidor de IRC. É usado como advertência a quem se comporta mal ou tenta usar o mesmo nickname de um outro usuário mais antigo
Lag _ Engarrafamento no trânsito de linhas de mensagens. Dá-se, por exemplo, quando um servidor só pode transmitir um certo número de linhas de texto e esse número é ultrapasssado. Em conseqüência, os usuários não recebem respostas às suas mensagens em tempo real. A tela demora para atualizar
Master - Operador que programa as funções de um bot
NetSplit _ A desconexão entre servidores. Tem-se a impressão de que todos os usuários deixaram um canal ao mesmo tempo
Takeover _ Termo usado para dizer que os hackers tomaram conta de um canal, retirando-o do comando dos administradores.


CONEXÕES

Conexões mais velozes

CONHEÇA NOVAS TECNOLOGIAS QUE ESTÃO DESPONTANDO
PARA DEIXAR O ACESSO MAIS RÁPIDO

A Internet é muito bacana, a Internet é muito legal, até você perceber o quanto aborrece ficar esperando uma página Web baixar ou um e-mail com imagem anexada chegar. Muita gente desiste de usar a Rede por conta da demora. O fato é que as linhas telefônicas não foram projetadas para este fluxo enorme de informações. E com o crescimento gigantesco da Internet, trafegamos como se a quantidade de carros de uma via expressa circulasse em uma viela de mão dupla. A velocidade é o maior gargalo da Rede. Aumentar a largura de banda exige investimentos em infra-estrutura que os governos e as empresas de telecomunicações não têm condições, nem nos países ricos, de absorver de um dia para o outro.
Enquanto o sonho da fibra óptica na porta de casa ainda é distante, empresas especializadas estão testando tecnologias que aceleram o acesso. A mais antiga é a ISDN, usada nos Estados Unidos e Europa, mas cujo futuro, para alguns, é bastante incerto. As que recebem mais apostas dos especialistas são o acesso por cabos coaxiais de tevê usando o cable modem e o DSL.
O cable modem aproveita a rede de televisão paga já instalada, mas há alguns problemas. As redes mais antigas não eram bidirecionais (two way). Desta forma, só é possível fazer o download via cabo de tevê _ o upload deve ser feito por telefone comum. Mesmo assim, já é um avanço, pois a nossa maior necessidade se encontra na hora de baixar páginas Web e conteúdos multimídia anexados em e-mail.
Ainda restariam alguns investimentos em hardware e software para as retransmissoras de tevê e a compra do cable modem, que nos Estados Unidos está em torno de US$ 300 e aqui, por cerca de US$ 500.
Muitas empresas têm depositado sobre o DSL uma esperança maior do que sobre as outras tecnologias. Motivo: o DSL faz crescer a largura de banda usando a rede de cabos telefônicos tradicional. Como se faz esta mágica? Colocando hardware e software adequados nas pontas. A má notícia é para quem ainda tem linha analógica (parcela considerável dos usuários brasileiros): a DSL só funciona em linhas digitais, assim como a ISDN.
Há váriáveis da DSL, segundo explicou Leoncio de Moraes Jr., consultor de redes da Ascend Communications, que desenvolve esta tecnologia. "As velocidades podem variar de 7 Mbps para o download e 600 Kbps para o upload no caso da ADSL", explica ele. Há várias siglas que identificam o DSL, variando a quantidade de fios trançados (se um ou dois pares) e os equipamentos que vão nas pontas. Isto faz a diferença de velocidade e de preço. Enquanto um hardware de ADSL sai por cerca de R$ 2 mil, o "modem" de IDSL (com dois canais de 64 Kbps e um canal de 16 Kbps) custa a partir de R$ 300. Moraes explica que a IDSL é uma alternativa para as residências, enquanto as tecnologias mais caras, como a ADSL, já estão sendo aproveitadas pelas teles (estatais de telecomunicação) e empresas que têm grande tráfego de dados.
"A grande vantagem desta tecnologia, além de aumentar a velocidade de transmissão na Internet, é servir para desafogar as centrais telefônicas", explica ele. Em média, cada usuário leva três minutos por ligação de voz. Com a chegada da Internet, este tempo aumentou muito, provocando o entupimento das centrais. Com um servidor de acesso de DSL, as teles podem separar as conexões. Quando não for uma ligação de voz, pode ser roteada diretamente para a Internet, sem passar pelas centrais telefônicas.
O consultor da Ascend conta que a Telemig e a Telesp já estão testando tecnologias de ISDN e DSL. Agora, resta a nós, usuários, esperar para ver qual delas vai emplacar. O mais provável é que este tipo de mudança aconteça quando as teles forem privatizadas.
Ivan de Moura Campos, coordenador do Comitê Gestor da Internet Brasil, acredita bastante no progresso do cable modem para melhorar as conexões brasileiras dos centros urbanos. Aposta também no uso da rede elétrica para transmissão de dados, tecnologia que já está sendo testada na Europa. "Parece ser uma solução barata e que poderia desafogar a rede telefônica", diz ele.
ENTENDA
Cable modem _ modem para ser conectado ao cabo da tevê paga. A velocidade chega a ser 500 vezes superior à de um modem comum de 33,6 Kbps.
DSL _ Digital Subscriber Line, uma tecnologia que usa linhas telefônicas digitais para transmissão de dados. A velocidade pode chegar a 7 Mbps no download (quando os dados estão sendo baixados para o micro do usuário).
ISDN _ ou RDSI, Rede Digital de Serviços Integrados. Linhas telefônicas que não exigem a transformação dos sinais digitais em analógicos. Usa dois canais de 64 Kbps.


MICRO PADRÃO

O micro que será padrão em 98

PARA NÃO FICAR DESATUALIZADO RAPIDAMENTE, O IDEAL É ENTRAR
O ANO COM UM PC DE 200 MHZ

Como todo marinheiro de primeira viagem, o internauta deve ficar atento à embarcação que vai tomar para atravessar as turbulências do próximo ano. Se você não quiser ter dores de cabeça, enjôos ou ficar à deriva durante suas aventuras virtuais, usando novos aplicativos ou navegando na Rede, fique atento ao micro que será padrão de mercado no início de 98.
Parece brincadeira, mas aquele micro com processador Pentium 100 MHz, que em 94 era a topo de linha dos micreiros, já está mais do que ultrapassado. Com os programas e games a cada dia mais pesados e exigindo processadores mais poderosos, a lentidão dos micros mais antigos é inevitável.
Para não ser atropelado pelas novas configurações-padrão de mercado, o ideal é entrar em 98 com um micro Pentium MMX 200 MHz ou 233 MHz. Uma outra opção são os chips K6 da AMD, também com tecnologia MMX, que acelera algumas aplicações multimídia. É bom que o usuário saiba que com esses chips não será possível fazer upgrade de processador para o Pentium II, que utiliza tipos diferentes de encapsulamento e soquete. A atualização só será possível com a troca da placa-mãe.
Fique atento, também, quanto à capacidade de disco rígido (HD) e memória RAM. Para ter um melhor desempenho em suas atividades, o micro ideal deve ter pelo menos 32 MB de RAM e um HD de, no mínimo, 2,1 GB. Isso porque tanto os novos games quanto os softwares estão exigindo mais memória e espaço em disco.
Agora, se você é um internauta aficionado ou pretende ser um, não dispense a placa de fax/modem de 33,6 Kbps _ velocidade de tráfego de dados. Algumas já vêm com opção de upgrade para 56 Kbps (mais rápidas). Exija sempre marcas já conhecidas no mercado, como US Robotics, Motorola, Hayes, Trellis, entre outras, para se assegurar da qualidade tecnológica da placa.
O kit multimídia também obedece a um padrão mundial, estabelecido pela Creative Labs. Além disso, no caso de outra marca, a placa de som deve ser compatível com Sound Blaster. Quanto ao drive de CD-ROM, deve ter velocidade mínima de 16x.


GAMES

Salve o mundo da destruição

`GUARDIANS OF DESTINY': UM DOS MELHORES GAMES DO ANO

Na área de games, o ano de 1997 vai ficar marcado pelas continuações. Como no mundo do cinema, os títulos de maior apelo popular inevitavelmente ganham uma seqüência. Mas, ao contrário do que ocorre na tela grande, geralmente o game subseqüente é superior ao primeiro, principalmente no quesito inovações tecnológicas. Assim, tivemos neste ano títulos como Riven (seqüência de Myst), Jedi Knight (continuação de Dark Forces), Hexen II e o esperadíssimo Quake II.
Para não ficar de fora, o pessoal da Westwood arregaçou as manguinhas e aprontou Lands of Lore: Guardians of Destiny. O game dá continuidade à aventura de Lands of Lore: Throne of Chaos, lançado em 1993. Foram quatro anos de intensa atividade, em um trabalho que envolveu cerca de cem pessoas. O título chega ao Brasil na segunda quinzena deste mês, pela Tec Toy.
A trama envolve magia e mistério. O jogador faz o papel de Luther, filho da bruxa Scotia, que aparecia no primeiro Lands of Lore. Luther é convocado por Draracle, uma espécie de deus que vê o passado e o presente, para salvar o mundo. O motivo: a iminente ressurreição de um deus maligno, Belial. Só Luther poderá impedir que isto ocorra.
Se o enredo é um pouco complicado, o jogo é um show de imagens. Luther se transforma em um monstro com poderes mágicos que proporcionam efeitos espetaculares na tela do seu micro.
As seqüências de vídeo nas quais atores de verdade contracenam com personagens animados ficou com um grau de realismo raro de encontrar no mundo dos games. Os comandos, que são muitos, vão exigir um período de familiarização. Mas o maior problema é que o game não será traduzido: se você não possui uma boa compreensão da língua inglesa, dificilmente conseguirá ir até o fim da história. Configuração mínima: Pentium 75 MHz ou similar, 16 MB de RAM, 105 MB disponíveis no HD e CD-ROM 4x Preço: R$ 59,99 Tec Toy - (011) 5071-1331 O game foi testado em um micro Pentium MMX 200 MHz da Five Star


BROWSERS

Além do Explorer e do Navigator

MERCADO OFERECE BROWSERS PARA TODOS OS GOSTOS, PLATAFORMAS E ATÉ PARA OUTROS TIPOS DE ALFABETOS

Responda rápido: quantos browsers você conhece? Provavelmente sua resposta trará apenas dois nomes: Internet Explorer e Netscape Navigator. Isso ocorre porque os dois programas dominam cerca de 95% deste mercado. Mas, veja você, existem outros 53 browsers à sua disposição, seja qual for a plataforma utilizada.
Descubra agora que existem muitas curiosidades dentre os títulos disponíveis. Há, por exemplo, o Ariadna, desenvolvido por programadores russos e que lê sites que utilizam a grafia daquele país. Aliás, se Navigator ou Explorer encontram uma série de dificuldades para acessar sites que utilizam outros tipos de alfabeto, experimente usar o Multilingual Mosaic. Este browser da Accent Software é um verdadeiro poliglota, lendo sites com caracteres japoneses, russos, árabes, turcos, gregos e hebreus.
É interessante observar que, além de Microsoft e Netscape, outras grandes empresas desenvolveram seus próprios browsers. A Apple tem o CyberDog (só para Macintoshes), a Sun Microsystems criou o HotJava, a Lotus tem o Notes Web Navigator, a Oracle fez o PowerBrowser e a IBM desenvolveu o WebExplorer (só para OS/2).
É importante observar que nem só de Windows vivem os browsers. Apesar de a maioria ser compatível com este sistema operacional (33 ao todo), há programas também para Macintoshes (16), Unix (16), OS/2 (7) e Amiga (6). Alguns nomes destes produtos são muito curiosos: Arena, Cello, Chimera, Galahad, Opera, SurfIt! e Tango.
Se você quiser obter mais informações sobre o assunto, acesse o site da BrowserWatch (http://browserwatch.internet.com). Além da lista com os 55 browsers existentes, há outros destaques. Na seção Browser News, as últimas novidades sobre estes programas. Na Stats Station, você pode checar quais os browsers mais utilizados para acessar a página. Se você quiser incrementar o seu, visite as seções ActiveX Arena e Plug-in Plaza, que fornecem links para download de programas compatíveis com ActiveX e plug-ins.
A maior curiosidade em relação ao site da BrowserWatch é a existência de um banner da Microsoft para o download do IE 4.0. Em um site criado para a análise de todos os browsers disponíveis, é incômoda essa presença tão marcante de uma empresa que pretende ter o monopólio do mercado.