| INTERNET Internet explode no Brasil
CERCA DE 60 MILHÕES JÁ
ESTÃO PLUGADOS
A explosão mundial da Internet é indiscutível. Ela
tornou-se o lugar mais freqüentado de todos os tempos.
Existe um consenso entre os institutos de pesquisa e
órgãos governamentais de que pelo menos 54 milhões de
pessoas estão penduradas hoje na Grande Rede, trocando
arquivos, correio eletrônico, fazendo conferências
empresariais, pesquisando, buscando informações ou
simplesmente batendo papo.
Enfim, um vaivém de dados que tornam a Internet um
sistema democrático (porque todos podem ter acesso) e ao
mesmo tempo anárquico (porque não existe controle sobre
o conteúdo que ela oferece). É bom que seja assim, até
porque a Rede atrai muitos jovens e eles são
responsáveis por boa parte dessa "anárquica"
mídia. Pesquisa do Ibope/Cadê feita em outubro, indica
que 65% dos internautas brasileiros são jovens com idade
até 29 anos. No mundo existem cerca de 10 milhões de
crianças (dos 8 aos 16 anos) que usam a Rede para
estudar, pesquisar e se divertir.
Na esteira dessa explosão do ciberespaço, foram criados
novos tipos de negócios, profissões e atividades,
estimulando novas áreas do conhecimento e tornando
aceleradas (dependendo da conexão, é claro) as
pesquisas que antes levavam horas ou dias em bibliotecas
e arquivos. E o óbvio: a Internet aproxima pessoas e
encurta as distâncias.
O Brasil não fez feio nesses dois anos e meio em que a
Internet está sendo explorada comercialmente. Desde maio
de 1995, quando a Embratel liberou o acesso comercial à
Rede, o crescimento de internautas brasileiros avançou
de forma geométrica, indo bem mais rápido que seus
vizinhos da América Latina. O Comitê Gestor da Internet
Brasil informa que a Rede dobrou de tamanho nos últimos
12 meses, e que somos cerca de 1,3 milhão de brasileiros
ligados neste momento, contra menos de 700 mil no ano
passado. Para atender a toda essa demanda já existem 400
provedores de acesso no País. Só não crescemos mais
por falta de linhas telefônicas.
Com a popularização da Web, que é onde se concentram
os recursos gráficos e de multimídia da Rede, foram
multiplicadas também as páginas (home pages) e sites. O
instituto de pesquisa norte-americano Forrest Research
informa que, atualmente, são criadas cerca de 170 mil
páginas por dia na Web. Para buscar as agulhas nesse
imenso palheiro foram criados índices de busca. Yahoo!,
AltaVista, Cadê? e outros programas se tornaram tão
populares que hoje já não se pode pensar na
possibilidade de vivermos sem eles para encontrarmos
qualquer coisa na Rede.
O poderoso Bill Gates prevê que em um futuro próximo,
todo o cidadão terá seu e-mail.
No
País, Net não cresce mais por falta de linhas
A QUEIXA É DA ABRANET,
QUE REÚNE OS PROVEDORES DE INTERNET NO BRASIL
Até o fim do terceiro trimestre deste ano, a Internet
brasileira contava com cerca de 1,18 milhão de
usuários, segundo as contas do Comitê Gestor da
Internet. O número, como a maioria das estatísticas da
Rede, é uma estimativa, feita com base na quantidade de
hosts, ou seja, de máquinas com endereço IP conectadas
à Internet, o que pode ser contado por meio de softwares
de monitoramento. O Comitê Gestor conta dez usuários
por host, informa Ivan de Moura Campos, coordenador do
Comitê. No Brasil, a Rede mais do que dobrou de tamanho
nos últimos 12 meses.
O mesmo aconteceu no mundo. Segundo o site da Network
Wizards, que faz um levantamento semestral no número de
hosts em todo o mundo, até julho de 97 existiam quase 18
milhões de computadores pendurados na Internet. Vale
dizer que os números mostrados pela Network Wizards são
de julho, e pode-se estimar que hoje esse número já
subiu para 20 milhões.
Calcular quantos internautas existem hoje no mundo é
quase impossível, mas há vários levantamentos feitos
em diversos sites de pesquisa. Os números mais
convergentes dão conta de mais de 53 milhões de pessoas
ligadas à Internet. A conta de dez usuários por host,
como se vê, não se aplica para a maioria dos países,
principalmente nos desenvolvidos. Se fosse assim, haveria
quase 180 milhões de internautas plugados nos 20
milhões de hosts (máquinas). Segundo Ivan Campos, esta
média brasileira deve-se ao fato de muitos usuários na
Internet não comercial (governo e educacional)
compartilharem computadores em um número maior do que
nas corporações e, principalmente, nos lares.
Campos lembra que entre as metas do Comitê para o ano
que vem estão a de discutir melhor as questões de
engenharia e tentar resolver problemas de conexão entre
os backbones, principalmente entre a RNP (Rede Nacional
de Pesquisas) e a Embratel.
Para Antonio Tavares, presidente da Abranet -
Associação Brasileira de Provedores de Internet e da
DialData, a Rede brasileira só não cresce em
proporções maiores porque faltam linhas de telefone.
Segundo Tavares, hoje existem 400 provedores de acesso,
que têm como clientes tanto usuários finais quanto
corporativos. "Para se ter uma idéia, até hoje
houve uma solicitação por parte dos provedores de 52
mil linhas para a Telesp, que só conseguiu entregar 8,6
mil", diz ele.
Tavares aponta uma tendência antagônica entre o
crescimento do número de usuários e o de provedores.
"Até o fim do século devem restar apenas 150
provedores, para mais de 3 milhões de pessoas
conectadas", afirma. Os fatores que ajudarão a
popularizar o acesso à Internet no Brasil, segundo ele,
são a privatização das teles (com maior oferta de
linhas), a divulgação nas escolas, promovendo a cultura
Internet nos lares, e a chegada de acessos mais
populares, como o que usa a tevê em vez do computador
para entrada na Rede (nos moldes da WebTV).
Embratel
triplica infra-estrutura
O internauta pode até não notar, pois o tráfego
continua intenso na Rede, mas a infra-estrutura de
backbone triplicou de tamanho este ano. De cordo com
Aloysio Salles Xavier, gerente de serviços Internet da
Embratel, anteriormente haviam apenas quatro centros de
roteamento no País (São Paulo, Rio de Janeiro,
Brasília e Belo Horizonte) e a saída para o exterior
(EUA e Canadá) era composta por dez links de 2 Mbps.
Confira, agora, a situação atual do backbone
brasileiro:
- Até o fim do ano estarão em operação 22 centros de
roteamento, interligados por 50 circuitos de 2 Mbps,
conectando 80 localidades em todo o País
- Rio de Janeiro e São Paulo estão interligados por um
link de 34 Mbps
- São Paulo e Rio são as únicas saídas para os EUA e
Canadá. Essa estrutura é composta por 20 enlaces, dos
quais 9 links de 2 Mbps saindo de São Paulo e 11 links
de 2 Mbps do Rio de Janeiro. Ainda esta semana será
inaugurado um link de 34 Mbps ligando o Rio ao Canadá
- Pelo cronograma da Embratel, em fevereiro de 98 será
inaugurado um link de 34 Mbps entre São Paulo e EUA ou
Canadá (ainda não definido) - Em abril, finalmente
será inaugurado um link direto para a Europa e Ásia,
saindo de SP ou RJ (ainda não definido)
ENTENDA
Backbone _ as linhas que formam a espinha dorsal da
Internet, interligando Estados e municípios.
Domínio _ tudo o que fica à direita da arroba (@) em um
endereço de e-mail. O endereço nominal de uma empresa
ou instituição, que é convertido em números pelo DNS.
DNS (Domain Name Server) _ computador do provedor de
acesso que converte os endereços nominais comuns
digitados (como e-mails e domínios) em endereços IP
(numéricos), estes sim, identificados por todos os
computadores da Rede.
Endereço IP _ um endereço numérico fixo, que
identifica uma máquina na Rede.
Host _ máquina ligada à Internet com endereço IP,
também usado para definir a máquina que hospeda um
site.
Linha dedicada _ conexão que não passa pelo circuito de
voz e não exige discagem. Com isso, a empresa está
permanentemente ligada à Net. A maioria é de alta
velocidade, embora as teles ofereçam linhas dedicadas de
baixa velocidade para quem quiser conexão em tempo
integral.
Linha discada _ conexão por linha discada telefônica, a
mesma usada para voz.
Link _ Termo que tanto pode servir para um hipertexto que
remeta para outra área da Internet _ um texto em HTML ou
uma imagem _ quanto para designar o meio físico de
conexão entre dois pontos. Por exemplo, entre um
provedor de acesso e a Embratel e entre esta e os
backbones estrangeiros da Rede mundial.
Mbps _ Megabits por segundo. Velocidade de transmissão
de dados. Dá a noção da capacidade de um link de alta
velocidade. Kbps são quilobits por segundo.
Roteador _ máquina que direciona os pacotes de
informação na Net, fazendo com que cheguem ao destino.
Tagarelice
pelos canais e salas
O meio mais usado para participar de um bate-papo são
os canais dos servidores de chat. Há centenas deles em
todo o mundo, alguns públicos e outros particulares,
estes últimos mantidos por um provedor de acesso. Eles
trocam informações entre si, formando uma verdadeira
rede, de modo que usuários de diferentes servidores
possam participar de um mesmo canal.
A Brasirc, Brasnet, Undernet, Dalnet e Chatnet são as
redes mais procuradas. Em todas elas é possível
encontrar um canal brasil ou brazil, onde se fala
português.
Nos IRCs (Internet Relay Chats) há de tudo para todos os
gostos, do descontraído papo de jovens à procura de
aventuras, à troca de idéias entre pessoas maduras como
o brasil30+ (o símbolo # significa canal), da rede
Undernet. Há canais exclusivos de passatempos como o
#Master, onde é possível participar de um jogo de
perguntas e respostas sobre os mais diversos assuntos _
de física a histórias em quadrinhos.
Se você usa o Windows ou qualquer outra interface
gráfica semelhante, vai precisar de um software-cliente
para entrar nos canais. O mais popular é o mIRC (para os
usuários de Macintosh é o IRCle): ele dispõe de um
recurso de cores que torna as conversas mais interativas
e agradáveis, pode enviar e receber arquivos, tem
suporte para sons e permite um acesso rápido a páginas
da Web. Seu autor, Khaled Mardam-Bey lançou o mIRC como
freeware (grátis), mas em razão do sucesso do programa
ele é agora shareware, isto é, depois de
experimentá-lo por algum tempo, você tem de pagar para
continuar usando. A mais nova versão do mIRC está no
site de Khaled (http://www.mirc.co.uk).
Programa de índio
Mais sofisticado que o mIRC é o Pirch. Além de
possibilitar a execução automática de alguns comandos,
o Pirch tem um centro multimídia do qual você pode
carregar arquivos de sons e vídeos, nos formatos midi,
wav e avi. Durante uma sessão de chat, seus amigos podem
copiar arquivos de seu disco rígido. Gostou? Então
pegue o Pirch no site
www.bcpl.lib.md.us/frappa/pirch.html.
Para quem adora novidades, nada melhor de que o Comic
Chat, da Microsoft, um programa divertido, em que você
escolhe um personagem de histórias em quadrinhos e suas
mensagens aparecem dentro de balões. Com o Comics é
possível expressar sentimentos, enviar pensamentos,
mandar e receber sons e arquivos e salvar suas conversas
para visualização off-line. O Comic vem no pacote do
Internet Explore 4.0, mas é possível baixá-lo da Rede
pelo endereço (www.microsoft.com/ieintl/es/chat).
Um programa de índio. Definição perfeita para o
PowWow, criado pela Tribal Voice, uma empresa americana
que vem se dedicando à defesa das causas indígenas. O
PowWow (uma saudação do tipo `olá') é um software
interessante. Por ele, você pode navegar pelas páginas
da Web junto com outras pessoas. Outro recurso, bastante
útil, é a secretária eletrônica, em que você pode
deixar recados para seus amigos. Além disso, o PowWow
permite que você ouça o que digita e participe de
conferências com até 74 pessoas. O PowWow pode ser
obtido em www.tribal.com.
Além dos canais de chat, pode-se conversar também nas
salas de bate-papo do Zaz (http://chat1.zaz.com.br/chat),
do Universo On-Line (http://chater.uol.com.br/bate-papo)
e do SpaceChat (http://chat.spacenet.com.br). As
atrações são muitas, como programação de entrevistas
e as disputadas salas de namoro e sexo.
ENTENDA
Aprenda o significado dos termos que surgem nos chats.
Bot _ derivado de robot. Trata-se de um programa que
mantém um canal aberto 24 horas por dia. Serve também
para evitar floods e takeovers
Canal _ locais ou salas de bate-papo
Clone _ são duplicatas de nicknames feitas pelos hackers
para provocar floods
Flood _ mensagens repetidas em pouco tempo, que conturbam
o funcionamento de um canal
IRCops _ São os administradores de servidores e redes de
IRC Kick _ Chute. Quando um usuário não respeita as
regras de etiqueta, o operador dá um kick nele,
expulsando-o do canal
Kill _ Comando acionado por um IRCop para desconectar um
usuário de um servidor de IRC. É usado como
advertência a quem se comporta mal ou tenta usar o mesmo
nickname de um outro usuário mais antigo
Lag _ Engarrafamento no trânsito de linhas de mensagens.
Dá-se, por exemplo, quando um servidor só pode
transmitir um certo número de linhas de texto e esse
número é ultrapasssado. Em conseqüência, os usuários
não recebem respostas às suas mensagens em tempo real.
A tela demora para atualizar
Master - Operador que programa as funções de um bot
NetSplit _ A desconexão entre servidores. Tem-se a
impressão de que todos os usuários deixaram um canal ao
mesmo tempo
Takeover _ Termo usado para dizer que os hackers tomaram
conta de um canal, retirando-o do comando dos
administradores.
CONEXÕES
Conexões mais velozes
CONHEÇA NOVAS
TECNOLOGIAS QUE ESTÃO DESPONTANDO
PARA DEIXAR O ACESSO MAIS RÁPIDO
A Internet é muito bacana, a Internet é muito legal,
até você perceber o quanto aborrece ficar esperando uma
página Web baixar ou um e-mail com imagem anexada
chegar. Muita gente desiste de usar a Rede por conta da
demora. O fato é que as linhas telefônicas não foram
projetadas para este fluxo enorme de informações. E com
o crescimento gigantesco da Internet, trafegamos como se
a quantidade de carros de uma via expressa circulasse em
uma viela de mão dupla. A velocidade é o maior gargalo
da Rede. Aumentar a largura de banda exige investimentos
em infra-estrutura que os governos e as empresas de
telecomunicações não têm condições, nem nos países
ricos, de absorver de um dia para o outro.
Enquanto o sonho da fibra óptica na porta de casa ainda
é distante, empresas especializadas estão testando
tecnologias que aceleram o acesso. A mais antiga é a
ISDN, usada nos Estados Unidos e Europa, mas cujo futuro,
para alguns, é bastante incerto. As que recebem mais
apostas dos especialistas são o acesso por cabos
coaxiais de tevê usando o cable modem e o DSL.
O cable modem aproveita a rede de televisão paga já
instalada, mas há alguns problemas. As redes mais
antigas não eram bidirecionais (two way). Desta forma,
só é possível fazer o download via cabo de tevê _ o
upload deve ser feito por telefone comum. Mesmo assim,
já é um avanço, pois a nossa maior necessidade se
encontra na hora de baixar páginas Web e conteúdos
multimídia anexados em e-mail.
Ainda restariam alguns investimentos em hardware e
software para as retransmissoras de tevê e a compra do
cable modem, que nos Estados Unidos está em torno de US$
300 e aqui, por cerca de US$ 500.
Muitas empresas têm depositado sobre o DSL uma
esperança maior do que sobre as outras tecnologias.
Motivo: o DSL faz crescer a largura de banda usando a
rede de cabos telefônicos tradicional. Como se faz esta
mágica? Colocando hardware e software adequados nas
pontas. A má notícia é para quem ainda tem linha
analógica (parcela considerável dos usuários
brasileiros): a DSL só funciona em linhas digitais,
assim como a ISDN.
Há váriáveis da DSL, segundo explicou Leoncio de
Moraes Jr., consultor de redes da Ascend Communications,
que desenvolve esta tecnologia. "As velocidades
podem variar de 7 Mbps para o download e 600 Kbps para o
upload no caso da ADSL", explica ele. Há várias
siglas que identificam o DSL, variando a quantidade de
fios trançados (se um ou dois pares) e os equipamentos
que vão nas pontas. Isto faz a diferença de velocidade
e de preço. Enquanto um hardware de ADSL sai por cerca
de R$ 2 mil, o "modem" de IDSL (com dois canais
de 64 Kbps e um canal de 16 Kbps) custa a partir de R$
300. Moraes explica que a IDSL é uma alternativa para as
residências, enquanto as tecnologias mais caras, como a
ADSL, já estão sendo aproveitadas pelas teles (estatais
de telecomunicação) e empresas que têm grande tráfego
de dados.
"A grande vantagem desta tecnologia, além de
aumentar a velocidade de transmissão na Internet, é
servir para desafogar as centrais telefônicas",
explica ele. Em média, cada usuário leva três minutos
por ligação de voz. Com a chegada da Internet, este
tempo aumentou muito, provocando o entupimento das
centrais. Com um servidor de acesso de DSL, as teles
podem separar as conexões. Quando não for uma ligação
de voz, pode ser roteada diretamente para a Internet, sem
passar pelas centrais telefônicas.
O consultor da Ascend conta que a Telemig e a Telesp já
estão testando tecnologias de ISDN e DSL. Agora, resta a
nós, usuários, esperar para ver qual delas vai
emplacar. O mais provável é que este tipo de mudança
aconteça quando as teles forem privatizadas.
Ivan de Moura Campos, coordenador do Comitê Gestor da
Internet Brasil, acredita bastante no progresso do cable
modem para melhorar as conexões brasileiras dos centros
urbanos. Aposta também no uso da rede elétrica para
transmissão de dados, tecnologia que já está sendo
testada na Europa. "Parece ser uma solução barata
e que poderia desafogar a rede telefônica", diz
ele.
ENTENDA
Cable modem _ modem para ser conectado ao cabo da tevê
paga. A velocidade chega a ser 500 vezes superior à de
um modem comum de 33,6 Kbps.
DSL _ Digital Subscriber Line, uma tecnologia que usa
linhas telefônicas digitais para transmissão de dados.
A velocidade pode chegar a 7 Mbps no download (quando os
dados estão sendo baixados para o micro do usuário).
ISDN _ ou RDSI, Rede Digital de Serviços Integrados.
Linhas telefônicas que não exigem a transformação dos
sinais digitais em analógicos. Usa dois canais de 64
Kbps.
MICRO PADRÃO
O micro que será padrão em 98
PARA NÃO FICAR
DESATUALIZADO RAPIDAMENTE, O IDEAL É ENTRAR
O ANO COM UM PC DE 200 MHZ
Como todo marinheiro de primeira viagem, o internauta
deve ficar atento à embarcação que vai tomar para
atravessar as turbulências do próximo ano. Se você
não quiser ter dores de cabeça, enjôos ou ficar à
deriva durante suas aventuras virtuais, usando novos
aplicativos ou navegando na Rede, fique atento ao micro
que será padrão de mercado no início de 98.
Parece brincadeira, mas aquele micro com processador
Pentium 100 MHz, que em 94 era a topo de linha dos
micreiros, já está mais do que ultrapassado. Com os
programas e games a cada dia mais pesados e exigindo
processadores mais poderosos, a lentidão dos micros mais
antigos é inevitável.
Para não ser atropelado pelas novas
configurações-padrão de mercado, o ideal é entrar em
98 com um micro Pentium MMX 200 MHz ou 233 MHz. Uma outra
opção são os chips K6 da AMD, também com tecnologia
MMX, que acelera algumas aplicações multimídia. É bom
que o usuário saiba que com esses chips não será
possível fazer upgrade de processador para o Pentium II,
que utiliza tipos diferentes de encapsulamento e soquete.
A atualização só será possível com a troca da
placa-mãe.
Fique atento, também, quanto à capacidade de disco
rígido (HD) e memória RAM. Para ter um melhor
desempenho em suas atividades, o micro ideal deve ter
pelo menos 32 MB de RAM e um HD de, no mínimo, 2,1 GB.
Isso porque tanto os novos games quanto os softwares
estão exigindo mais memória e espaço em disco.
Agora, se você é um internauta aficionado ou pretende
ser um, não dispense a placa de fax/modem de 33,6 Kbps _
velocidade de tráfego de dados. Algumas já vêm com
opção de upgrade para 56 Kbps (mais rápidas). Exija
sempre marcas já conhecidas no mercado, como US
Robotics, Motorola, Hayes, Trellis, entre outras, para se
assegurar da qualidade tecnológica da placa.
O kit multimídia também obedece a um padrão mundial,
estabelecido pela Creative Labs. Além disso, no caso de
outra marca, a placa de som deve ser compatível com
Sound Blaster. Quanto ao drive de CD-ROM, deve ter
velocidade mínima de 16x.
GAMES
Salve o mundo da destruição
`GUARDIANS OF DESTINY':
UM DOS MELHORES GAMES DO ANO
Na área de games, o ano de 1997 vai ficar marcado
pelas continuações. Como no mundo do cinema, os
títulos de maior apelo popular inevitavelmente ganham
uma seqüência. Mas, ao contrário do que ocorre na tela
grande, geralmente o game subseqüente é superior ao
primeiro, principalmente no quesito inovações
tecnológicas. Assim, tivemos neste ano títulos como
Riven (seqüência de Myst), Jedi Knight (continuação
de Dark Forces), Hexen II e o esperadíssimo Quake II.
Para não ficar de fora, o pessoal da Westwood arregaçou
as manguinhas e aprontou Lands of Lore: Guardians of
Destiny. O game dá continuidade à aventura de Lands of
Lore: Throne of Chaos, lançado em 1993. Foram quatro
anos de intensa atividade, em um trabalho que envolveu
cerca de cem pessoas. O título chega ao Brasil na
segunda quinzena deste mês, pela Tec Toy.
A trama envolve magia e mistério. O jogador faz o papel
de Luther, filho da bruxa Scotia, que aparecia no
primeiro Lands of Lore. Luther é convocado por Draracle,
uma espécie de deus que vê o passado e o presente, para
salvar o mundo. O motivo: a iminente ressurreição de um
deus maligno, Belial. Só Luther poderá impedir que isto
ocorra.
Se o enredo é um pouco complicado, o jogo é um show de
imagens. Luther se transforma em um monstro com poderes
mágicos que proporcionam efeitos espetaculares na tela
do seu micro.
As seqüências de vídeo nas quais atores de verdade
contracenam com personagens animados ficou com um grau de
realismo raro de encontrar no mundo dos games. Os
comandos, que são muitos, vão exigir um período de
familiarização. Mas o maior problema é que o game não
será traduzido: se você não possui uma boa
compreensão da língua inglesa, dificilmente conseguirá
ir até o fim da história. Configuração mínima:
Pentium 75 MHz ou similar, 16 MB de RAM, 105 MB
disponíveis no HD e CD-ROM 4x Preço: R$ 59,99 Tec Toy -
(011) 5071-1331 O game foi testado em um micro Pentium
MMX 200 MHz da Five Star
BROWSERS
Além do Explorer e do Navigator
MERCADO OFERECE BROWSERS
PARA TODOS OS GOSTOS, PLATAFORMAS E ATÉ PARA OUTROS
TIPOS DE ALFABETOS
Responda rápido: quantos browsers você conhece?
Provavelmente sua resposta trará apenas dois nomes:
Internet Explorer e Netscape Navigator. Isso ocorre
porque os dois programas dominam cerca de 95% deste
mercado. Mas, veja você, existem outros 53 browsers à
sua disposição, seja qual for a plataforma utilizada.
Descubra agora que existem muitas curiosidades dentre os
títulos disponíveis. Há, por exemplo, o Ariadna,
desenvolvido por programadores russos e que lê sites que
utilizam a grafia daquele país. Aliás, se Navigator ou
Explorer encontram uma série de dificuldades para
acessar sites que utilizam outros tipos de alfabeto,
experimente usar o Multilingual Mosaic. Este browser da
Accent Software é um verdadeiro poliglota, lendo sites
com caracteres japoneses, russos, árabes, turcos, gregos
e hebreus.
É interessante observar que, além de Microsoft e
Netscape, outras grandes empresas desenvolveram seus
próprios browsers. A Apple tem o CyberDog (só para
Macintoshes), a Sun Microsystems criou o HotJava, a Lotus
tem o Notes Web Navigator, a Oracle fez o PowerBrowser e
a IBM desenvolveu o WebExplorer (só para OS/2).
É importante observar que nem só de Windows vivem os
browsers. Apesar de a maioria ser compatível com este
sistema operacional (33 ao todo), há programas também
para Macintoshes (16), Unix (16), OS/2 (7) e Amiga (6).
Alguns nomes destes produtos são muito curiosos: Arena,
Cello, Chimera, Galahad, Opera, SurfIt! e Tango.
Se você quiser obter mais informações sobre o assunto,
acesse o site da BrowserWatch
(http://browserwatch.internet.com). Além da lista com os
55 browsers existentes, há outros destaques. Na seção
Browser News, as últimas novidades sobre estes
programas. Na Stats Station, você pode checar quais os
browsers mais utilizados para acessar a página. Se você
quiser incrementar o seu, visite as seções ActiveX
Arena e Plug-in Plaza, que fornecem links para download
de programas compatíveis com ActiveX e plug-ins.
A maior curiosidade em relação ao site da BrowserWatch
é a existência de um banner da Microsoft para o
download do IE 4.0. Em um site criado para a análise de
todos os browsers disponíveis, é incômoda essa
presença tão marcante de uma empresa que pretende ter o
monopólio do mercado.
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