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Cuiabá MT, Sábado, 25 de Junho de 2022

AMBIENTE
Quarta-feira, 27 de Abril de 2022, 12h:19

NA AMAZÔNIA LEGAL

MT tem avanço do desmate legal, mas 62% ainda são fora da lei

No Estado, o desmatamento com autorização do órgão ambiental chega a 38% nos 141 municípios

JOANICE DE DEUS
Da Reportagem
Divulgação
Segundo o Imazon, pelo 3º mês consecutivo neste ano, MT liderou o ranking de desmatamento na Amazônia Legal

Em Mato Grosso, 38% do desmatamento, considerando todos os 141 municípios, é feito de forma legal. Ou seja, com autorização do órgão ambiental e respeitando a legislação brasileira.

Esse percentual corresponde a 27.366 hectares, sendo Barra do Bugres (168 km a Médio-Norte de Cuiabá) a cidade com maior índice de desmate legal, com 99% dos 1.573 hectares autorizados.

Leia também:

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Fazem parte deste ranking ainda os municípios de Santa Carmem, com 94% de desmate legal, seguido de Nova Maringá com 87%, Tabaporã (85%), Nova Ubiratã (79%), Comodoro, Querência e Campos de Júlio (78%), Paranatinga (77%), Feliz Natal (65%) e Juara (49%).

O levantamento referente ao primeiro trimestre de 2022 é da Gerência de Planejamento de Fiscalização e Combate ao Desmatamento (GPFCD), da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), que cruzou dados dos alertas de desmatamento dos satélites Planet de alta resolução (em hectares), com as autorizações e manejo florestal.

De acordo com a secretária de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, o Estado aumentou, de 5% para 38%, a derrubada dentro da lei, o que representa um crescimento de 660% no percentual, comparando com dados de 2019. Segundo ela, esse é um marco inédito.

"O cenário do desmatamento em Mato Grosso era quase que totalmente ilegal, não só em 2019, mas em anos anteriores. E isso se perpetua nos dias de hoje, quando falamos dos outros estados da Amazônia Legal”, disse ela, por meio da assessoria de imprensa.

“Em Mato Grosso, o cenário é outro e isso representa 660% de aumento da legalidade, um dado nunca registrado", completou.

Lazzaretti explicou ainda que o desmatamento legal exige que as estruturas do poder público funcionem para que ele possa acontecer.

"O processo de licenciamento demorava mais de cinco anos. Hoje, nós mudamos essa estatística e demora em torno de 90 dias, com um processo totalmente digital", afirmou.

O Cadastro Ambiental Rural (CAR) é o primeiro passo para quem quer fazer o desmatamento legal.

Ou seja, ele tem que estar com o seu imóvel rural legalizado. E, de acordo com o Código Florestal, é possível saber quanto ele tem de área passível a ser desmatada, e onde essa área se localiza dentro do imóvel rural.

O próximo passo é apresentar um projeto de exploração florestal.

Para combater a ilegalidade, o Estado garante intensificar as operações nos municípios que mais desmatam.

Nos três primeiros meses deste do ano, foram mais de R$ 360 milhões de multas aplicadas, 597 autos de infração, 65 apreensões, entre maquinários e veículos.

A meta é atingir desmatamento zero de ilegalidade.

"A nossa equipe de fiscalização está em campo, retirando equipamentos dos infratores, embargando as áreas, e inviabilizando que ele possa continuar o crime ambiental. Essa é parte da estratégia de Mato Grosso para evitar que o desmatamento ilegal continue", disse a secretária.

IMAZON – Dados divulgados no dia 14 deste mês, pelo novo boletim do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), apontaram que, pelo terceiro mês consecutivo neste ano, Mato Grosso liderou o ranking de desmatamento na Amazônia Legal.

Em março, 46% de toda a destruição detectada no bioma, o que corresponde a 57 km2 devastados, ocorreram no Estado.

Além disso, cinco dos 10 municípios que mais desmataram ficam em solo mato-grossense.

Essas cidades são Nova Ubiratã, Juara, Feliz Natal, Porto dos Gaúchos e Juína, no Norte e Noroeste de Mato Grosso.

Juntos, elas somaram 35 km² de floresta destruída, 61% do registrado no Estado.

Porém, Mato Grosso reduziu em 72% a derrubada da floresta, se comparado ao mesmo período de 2021, quando 205 km2 foram desmatados.


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De parte da população, que desconsiderou a necessidade da vacinação
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