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AGRONEGÓCIOS
Quinta-feira, 15 de Abril de 2021, 08h:35

SALDO DA SAFRA

MT não vai ofertar mais milho do que soja nesta temporada

Com mais de 45% da área cultivadas fora da janela ideal, estimativas foram revistas para baixo pelo Imea

MARIANNA PERES
Da Reportagem
Divulgação
Com a revisão para baixo, a produção será 1,33% inferior ao recorde do último ciclo

Diferentemente da expectativa criada, de mais milho do que soja nessa safra em Mato Grosso, a safrinha do cereal deverá encolher e somar cerca de 34,97 milhões de toneladas em 2020/21.

Com a revisão para baixo, a produção será 1,33% inferior ao recorde do último ciclo com mais de 36,26 milhões t.

A revisão dos números reflete diretamente o atraso na semeadura do milho no Estado que finalizou com mais de 45% da área plantada fora do período tido como ‘janela ideal’ e foi possível com o fim da semeadura da safrinha de milho, em Mato Grosso.

O resultado não fugiu ao esperado: redução nas estimativas de produção e rendimento da safra 2020/21, em 1,33% e 3,56%, respectivamente.

As informações fazem parte do 6º levantamento sobre a cultura realizado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

A produtividade do milho, em Mato Grosso, foi reajustada para 102,51 sc/ha, redução de 3,56% em relação à última estimativa.

“Entretanto, o Instituto segue acompanhando de perto o clima e o desenvolvimento da cultura no Estado para novas atualizações”.

Com relação a área cultivada na temporada, os números foram mantidos em 5,68 milhões de hectares.

Como explica o Imea, a semeadura do milho tem como sua janela considerada ideal em Mato Grosso até o dia 28 de fevereiro, janela esta que é definida por questões climáticas, já que com a diminuição dos índices pluviométricos, o Estado historicamente começa a apresentar um déficit hídrico entre os meses de abril e maio.

“Assim, tudo que for semeado a partir dessa data é exposto a um maior risco climático, dado que a cultura precisa de bons volumes de chuvas ou reservas de água no solo para assegurar o desenvolvimento neste período”.

Por isso, o impacto do plantio fora da janela poderá ser sentido e mensurado mais, na medida em que a safrinha se desenvolver. Novas correções poderão ser feitas em razão da previsão de escassez de chuvas até maio, momento em que o milho depende muito de água para a formação das espigas.

PELO ESTADO - Para as regiões, a Oeste apresentou a maior queda de produção (4,49%), em contrapartida, segue com a expectativa de maior produtividade dentre as demais.

Já a Norte teve a menor queda (2,16%), porém, as projeções de produtividade são as menores do Estado.

MERCADO – o Imea também atualizou os dados referentes à comercialização do milho no Estado.

De acordo com o relatório de março, o grande volume de milho já vendido, somado às incertezas do mercado e à expectativa de preços a patamares mais elevados futuramente, por parte dos produtores, influenciaram para que houvesse menores negociações no mês de março.

Sendo assim, a negociação para o milho 2020/21 avançou cerca de 1,16 pontos percentuais (p.p.) ante o mês anterior, somando 72,05% da produção já negociada, ficando 4,62 p.p. atrás da safra 2019/20. Para o preço, a média mensal fechou em R$ 60,02/sc.

Para o milho 2021/22 as movimentações também foram tímidas, apresentando avanço de 1,18 p.p., totalizando 13,85% da produção negociada no Estado.

Em relação ao preço, a média mensal referente a março fechou em R$ 52,63/sc.


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