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Cuiabá MT, Segunda-feira, 27 de Junho de 2022

AGRONEGÓCIOS
Domingo, 01 de Maio de 2022, 12h:18

PECUÁRIA

Após novembro, vacina contra aftosa será abolida em MT

Ministro da Agricultura anuncia que Estado ganhará da OIE certificação de área livre da doença sem vacinação

EDUARDO GOMES
Da Reportagem
Divulgação
Em Mato Grosso, são aproximadamente 43 milhões de doses

Bovinos e bubalinos de Mato Grosso sem vacinação contra a febre aftosa.

Essa é a meta do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e quem a anunciou foi seu titular, José Guilherme Leal, na Expozebu de Uberaba (MG), que é o maior evento dessa natureza na pecuária nacional e que foi aberto no dia 29 e que se estende a 7 de maio.

A meta do Mapa é que a vacina deixe de ser obrigatória após a etapa de vacinação contra a aftosa em novembro deste ano.

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Segundo José Guilherme, serão contemplados os estados do Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Tocantins, além da parte mato-grossense onde a imunização é exigida.

O ministro espera que, até 2026, o Brasil inteiro seja considerado área livre de aftosa sem vacinação.

A razão para a decisão é de ordem sanitária, porque os 113 milhões de animais nos estados relacionados não têm notificação da doença há bastante tempo.

Em Mato Grosso, o último foco de aftosa foi notificado no município de Terra Nova do Norte (a 675 km de Cuiabá), em janeiro de 1996.

Até então, a vacina deixou de ser obrigatória em maio de 2021 no Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, Rondônia, Acre e em partes de Mato Grosso e Amazonas.

A área mato-grossense já contemplada é formada por Rondolândia e partes de Aripuanã, Colniza, Comodoro e Juína, que se localizam nas divisas com Rondônia e Amazonas.

As áreas sem obrigatoriedade de vacinação receberam da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) certificação de zona livre de febre aftosa sem vacinação.

Mesmo sem essa certificação sobre os 141 municípios, a indústria frigorífica mato-grossense tem mercado em todos os continentes, em razão do cumprimento do calendário de vacinação do Mapa, em parceria com o Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea), numa governança que inclui a Federação da Agricultura e Pecuária (Famato), sindicatos rurais e a Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat).

O rebanho bovino mato-grossense é de 32,7 milhões de cabeças, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e a taxa de cobertura vacinal, alcançada há 25 anos, supera 98% dos bovinos e bubalinos, de mamando a caducando.

A venda de vacina contra a aftosa movimenta um mercado milionário em dezenas de municípios, com destaque para Vila Bela da Santíssima Trindade, Juara, Cáceres, Juína, Pontes e Lacerda, Vila Rica, Confresa, Água Boa, Poxoréu, Tangará da Serra, Colíder, Barra do Garças, Marcelândia, Paranatinga, Rondonópolis e Cuiabá.


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Os casos de infecção por Covid voltaram a crescer em Mato Grosso. De quem é a culpa?
Do Poder Público, que "liberou geral" quando a pandemia diminuiu
De parte da população, que desconsiderou a necessidade da vacinação
Da Saúde Pública, que não intensifica campanha de conscientização
Das prefeituras, que decretaram o fim da obrigatoriedade das máscaras
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