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Cuiabá MT, Sábado, 08 de Agosto de 2020
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Quinta-feira, 26 de Julho de 2018, 17h:47

TÔ FORA

Emanuel Pinheiro anuncia neutralidade na eleição

Insatisfeito com o posicionamento de seu partido, o prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro (MDB) ficará neutro na eleição deste ano. Defensor da pré-candidatura do senador Wellington Fagundes (PR) ao Governo do Estado, o emedebista garante que não irá subir no palanque do empresário Mauro Mendes (DEM) na campanha eleitoral. Ele também garante que não irá atuar em favor do republicano. Pinheiro afirmou ontem que respeita o posicionamento de sua legenda, mas não concorda com o mesmo, uma vez que estavam desde o início trabalhando na construção da pré-candidatura do republicano ao Palácio Paiaguás. “Eu respeito a decisão do partido, mas peço também que respeite a minha. Eu vou ficar neutro, não posso também expor o meu partido, não posso participar oficialmente da candidatura do senador Wellington porque meu partido está em outra coligação, mas quero ficar neutro e cuidar da missão para qual fui eleito que é administrar Cuiabá”, justificou. Segundo ele, desde que se consagrou prefeito da Capital o MDB trabalha na construção da candidatura de Fagundes ao Palácio Paiaguás. Inicialmente, dois nomes estavam sendo cotados pelo grupo. Além de Wellington, o conselheiro Antônio Joaquim também havia externado a sua vontade de disputar a eleição majoritária de 2018. “Nós estávamos dentro de um processo de construção de uma pré-candidatura. O MDB participou de tudo. Era o Antônio Joaquim ou o Wellington Fagundes, com a saída do Antônio Joaquim, ficou a candidatura de Wellington Fagundes e continuamos a nos reunir. O MDB sempre junto, sempre presente, aí de uma hora para outra desfez o laço. É um processo que foi discutido, inclusive, após a minha eleição a Prefeitura de Cuiabá, onde Fagundes foi um apoio muito importante, e de repente, meu partido tomou esta decisão”, esclareceu. Emanuel Pinheiro ainda afirmou que a decisão de abandonar o arco de alianças de Fagundes para fazer parte da coligação de Mendes foi tomada sem um amplo diálogo com os correligionários da sigla. “Não há descontentamento, eu acho que talvez tenha faltado uma maior discussão, mas eu tenho que respeitar a decisão do partido”, enfatizou. De acordo com ele, prevaleceu a vontade do deputado federal Carlos Bezerra, presidente do MDB em Mato Grosso. “O Bezerra é uma liderança muito forte, um político respeitadíssimo. Ele é o único político em atividade que teve mandato nos dois mato-grossos quando estado era um só. Então, ele tem uma opinião forte dentro do partido. Houve um desejo maior, uma vontade maior dele”, enfatizou. No que diz respeito a candidatura ao Senado, o prefeito afirma que continua apoiando do ex-governador Jayme Campos (DEM). Segundo ele, o fato de o MDB integrar o arco de alianças Democratas facilita esta questão. “Claro que o fato de ter esse compromisso com Jayme campos, que representa a abaixada cuiabana, facilita porque o MDB esta lá e vai apoiar o Jayme. Então, eu faço tudo por Cuiabá, inclusive neste cenário a minha participação vai ser por Cuiabá, para Cuiabá”, finalizou. (KA)

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O governador é o culpado
O prefeito da Capital também tem culpa
Essa briga prejudica as ações de combate à Covid-19
É uma disputa político-eleitoral
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