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Cuiabá MT, Segunda-feira, 06 de Julho de 2020
POLÍTICA
Segunda-feira, 29 de Junho de 2020, 16h:18

OPERAÇÃO ARARATH - 16ª FASE

STJ quebra sigilo de 33 empresas e 30 pessoas em Mato Grosso

Investigação é focada em suposta corrupção de autoridades públicas com dinheiro subtraído do erário, entre 2012 e 2018

RODIVALDO RIBEIRO
Da Reportagem
Divulgação
A decisão para a quebra do sigilo das pessoas e empresas é do Superior Tribunal de Justiça (STJ)

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) quebrou o sigilo financeiro de 33 empresas e de 30 pessoas em Mato Grosso.

Entre as empresas, estão a Ábaco Tecnologia e Informação, Gendoc Sistemas e Trimec Construções.

Entre as pessoas, estão os conselheiros afastados do TCE (Tribunal de Contas do Estado), José Carlos Novelli, Antônio Joaquim, Waldir Teis, Valter Albano e Sérgio Ricardo.

A quebra dos sigilos, no dia 17 deste mês, faz parte da Operação Gerion, a 16ª fase da Ararath.

O pedido foi feito pelo MPF (Ministério Público Federal) — que inclui compartilhamento de informações entre os investigadores e a Receita Federal — e é baseado em investigações iniciadas no STF (Supremo Tribunal Federal), após a delação premiada do ex-governador Silval Barbosa, focada em suposta corrupção de autoridades públicas com dinheiro subtraído do erário, entre 2012 e 2018.

Essa investigação do STF foi classificada pelo ministro-relator, Luiz Fux, como “delação monstruosa” e incluía também informações confirmadas pelo acordo de colaboração premiada firmado pelo ex-secretário-chefe da Casa Civil, Pedro Nadaf, com o MPF.

Na delação à Procuradoria Geral da República, Silval revelou ter pago R$ 53 milhões aos conselheiros para estimulá-los a aprovar as contas de sua gestão.

Os conselheiros, segundo o ex-governador, mediante o suposto pagamento da propina, deveriam “facilitar” aprovação dos projetos e das obras incluídas no pacote de “preparativos e legado” da Copa da Fifa 2014, quando Mato Grosso sediou quatro jogos, em uma Arena Pantanal até hoje não concluída.

Os conselheiros estão afastados desde 2017, oor determinação do ministro Fux, que desmembrou o processo devido à prerrogativa de foro de algumas das autoridades envolvidas.

O inquérito dos conselheiros do TCE tornou-se incumbência do STJ, a partir daí.

Conforme as investigações até aqui, os conselheiros teriam se servido de empresas e pessoas físicas para camuflar que ganhavam propina, cometendo crimes previstos na legislação brasileira como sendo de corrupção e lavagem de dinheiro.

No dia 17 de junho, a PF deflagrou a Operação Gerion, que cumpriu 19 mandados de busca e apreensão, em Mato Grosso.

Os alvos, além dos próprios conselheiros, foram as empresas e outras pessoas ligadas a eles.

A decisão do magistrado ainda determinou a quebra do sigilo telefônico do conselheiro afastado Sérgio Ricardo, dos empresários Carlos Antônio da Cunha Dias e Waldisnei Amorim, do sócio-proprietário da Valle Negócios Imobiliários Ltda., Micael Heber Mateus, e também do advogado Reinaldo de Toledo Maluli.


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