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Cuiabá MT, Terça-feira, 04 de Agosto de 2020
POLÍTICA
Segunda-feira, 13 de Julho de 2020, 18h:55

POLÊMICA

Mendes chama Pinheiro de mentiroso e desafia o CRM-MT

“O Estado entregou leitos novos de UTI, a Prefeitura transformou os que já existiam em unidades para Covid-19", diz governador

RODIVALDO RIBEIRO
Da Reportagem
Mayke Toskano/GCom-MT
Governador: a partir de agora, povo precisa aprender a conviver com a doença e adotar medidas não farmacológicas

O governador Mauro Mendes (DEM) voltou a chamar o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) de "mentiroso".

Ele também desafiou o CRM (Conselho Regional de Medicina) a provar que o Estado não dá condições para o trabalho dos médicos e, por isso, não haveria profissionais para serem contratados, não por falta de profissionais disponíveis, como ele disse na semana passada e repetiu à TV Vila Real, nesta segunda-feira (13).

“O Estado entregou leitos novos de UTI, enquanto a Prefeitura apenas e tão-somente transformou os que já existiam em unidades hospitalares para Covid-19. Somente os 20 entregues hoje são novos”, afirmou.

A resposta era contra falas do prefeito - também feitas semana passada e repetidas nesta segunda, durante live no Facebook - de que ele fez sua parte, fechou o comércio na hora certa e ainda fez mais de leitos de UTI que o Governo.

“Nós fizemos nossa parte, fechamos na hora certa, achatamos a curva e também ampliamos a rede de UTIs, cuidando da saúde de nossa população”, costuma dizer Pinheiro, observando que quase metade dos leitos de Mato Grosso está concentrada em Cuiabá.

Já a classe médica foi fustigada porque a presidente do CRM, Hildenete Monteiro Fortes, disse, ainda, que esses profissionais imprescindíveis à linha de frente estão “desistindo” de trabalhar contra a pandemia do novo coronavírus porque, além de pouco, ainda não recebem salário.

“Eu desafio o CRM a apresentar uma lista de médicos intensivistas dispostos a trabalhar em plantões de 12 horas diárias. Pode levar esses nomes pra mim que eu contrato na hora”, afirmou Mauro Mendes.

Depois, o governador reafirmou que não vai construir hospital de campanha porque não vê motivo nem necessidade, ainda mais porque, repetiu, “não há profissionais disponíveis”.

“Em Várzea Grande, há leitos de UTI que poderiam ser usados, mas falta médico, falta medicamento. Não há como colocar um paciente em um leito sem que haja todo um aparato para atender. O problema é que esses equipamentos e medicamentos estão em falta no mundo inteiro, e não tem pra comprar no país”, disse.

Quanto à precariedade que inviabiliza o Samu (Serviço Móvel de Atendimento de Urgência) - conforme denunciam o Sindicato dos Médicos e o CRM - Mauro Mendes foi taxativo: "Não tá faltando é nada e o estoque está cheio".

“Se está faltando, é por incompetência de algum servidor, porque o Estado tem equipamentos. As pessoas têm que parar de ficar espalhando notícia falsa e mentira. Não tem justificativa alguém estar reclamando do Estado; se tiver faltando, vamos ter que apurar”, disse.

Por fim, o governador garantiu que vai abrir mais leitos de UTI nas próximas semanas no interior, e admitiu que a retomada de atividades econômicas forçou o sistema de saúde.

Mendes reconheceu que o número de casos aumentou porque as atividades econômicas vinham sendo desenvolvidas normalmente e, com mais pessoas circulando, o vírus se espalha com maior rapidez.

“Por isso, o número de contaminados cresceu tanto, como está crescendo em Mato Grosso do Sul, Goiás, onde a contaminação chegou um pouco mais atrasada. Estamos criando na Arena Pantanal um centro de triagem, diagnóstico e distribuição de medicamentos. O Estado está fazendo tudo que é possível”, completou o governador.


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É uma disputa político-eleitoral
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