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Cuiabá MT, Sexta-feira, 10 de Julho de 2020
POLÍTICA
Terça-feira, 30 de Junho de 2020, 18h:28

ESCÂNDALO DA MAÇONARIA

Gilmar adia julgamento de juízes acusados de desvio

Magistrados foram punidos pelo CNJ por envolvimento num suposto esquema de desvio de R$ 1,4 milhão

RODIVALDO RIBEIRO
Da Reportagem
STF
Gilmar Mendes já encaminhou a ação para que o procurador-geral da República, Augusto Aras, se manifeste

O STF (Supremo Tribunal Federal) adiou o julgamento de cinco recursos interpostos por juízes aposentados compulsoriamente pelo CNJ (Conselho Nacional de Justiça), por força do processo derivado do chamado “Escândalo da Maçonaria", em Mato Grosso”.

A dilação de prazo veio após um pedido de vistas do ministro Gilmar Mendes.

Um sexto recurso também entrou no adiamento depois de um pedido de destaque, mas feito pelo ministro Ricardo Lewandowski.

Os ministros preferiram estudar melhor os autos, antes de decidir se seguirão ou não o voto do relator da matéria na Suprema Corte, ministro Celso de Mello, que é contrário aos recursos de todos os magistrados.

No que foi acompanhado pelo ministro Edson Fachin em quatro desses recursos.

Inicialmente, os requerimentos estavam pautados para irem a julgamento em sessão virtual.

Os juízes aposentados listados como réus são: Antonio Horácio da Silva Neto, Graciema Ribeiro de Caravellas, Juanita Cruz da Silva Clait Duarte, Marcos Aurélio Reis Ferreira, Mariano Alonso Ribeiro Travassos e Maria Cristina Oliveira Simões.

Todos foram punidos pelo CNJ, por causa de suposto envolvimento num suposto esquema de desvio de mais de R$ 1,4 milhão do erário, para utilizar o montante em uma ajuda à Loja Maçônica Grande Oriente de Mato Grosso.

A sessão virtual de julgamento foi iniciada no dia 19 de junho para término dia 26, mas os pedidos de vistas retiraram a demanda da pauta e nova data ainda não foi definida.

ENTENDA O CASO  - Um ex-corregedor do TJMT disse, em juízo, que os magistrados teriam recebido cerca de R$ 250 mil, cada um, para depois repassarem essas cotas à entidade, via contrato escrito.

Isso é algo não previsto na legislação estadual e muito menos federal e, portanto, denota indícios de negociata para favorecimento de entidades privadas com utilização de dinheiro público.

Outros desembargadores bastante conhecidos do Palácio da Justiça foram incluídos nas punições, como Irênio Lima Fernandes, José Ferreira Leite, José Tadeu Cury e Marcelo Souza de Barros, por envolvimento, mas nenhum deles foi incluído no julgamento do STF.


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