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POLÍTICA
Quarta-feira, 02 de Dezembro de 2020, 14h:30

ELEIÇÃO SUPLEMENTAR

Em MT, 7 dos 11 candidatos ao Senado ultrapassam teto de gastos

Eles pagarão uma multa no valor de 100 vezes o valor excedido. E podem responder por abuso de poder econômico

KAMILA ARRUDA
Da Reportagem
Reprodução
O ex-deputado Leitão foi quem mais gastou na campanha ao Senado; o senador Fávaro e o advogado Euclides ultrapassaram o teto de gastos da campanha

Além de derrotados na eleição suplementar, sete dos 11 candidatos ao Senado, no pleito de 15 de novembro, terão que arcar com o pagamento de multas.

Eles ultrapassaram o teto de gastos de R$ 3 milhões, imposto pela Justiça Eleitoral.

O senador eleito Carlos Fávaro (PSD) também deve ser penalizado. 

Eles serão penalizados com uma multa no valor de 100 vezes o valor excedido.

Além disso, podem responder a processo por abuso de poder econômico. 

O candidato que apresentou o gasto mais elevado foi o ex-deputado federal Nilson Leitão (PSDB).

O tucano investiu R$ 11.951.336,96 na eleição e terminou com dívidas, uma vez que não arrecadouos recursos necessários para cobrir todas as suas despesas de campanha.  

Conforme sistema de prestação de Contas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o tucano arrecadou R$ 10.986.980,00 em doações.

Fávaro gastou R$ 10.928.483,20 para permanecer no Senado Federal por mais três anos, tendo em vista que já estava no cargo como senador interino.  

Por outro lado, arrecadou R$ 11.730.192,00 para cobrir os seus gastos com a campanha eleitoral.

Com isso, o senador encerra o processo eleitoral com pouco mais de R$ 800 mil em caixa. 

O advogado Euclides Ribeiro (Avante) também não ficou atrás quando o assunto foi gastos com a campanha eleitoral.

Ele apresenta uma despesa de R$ 10.298.201,92.

A sua arrecadação, contudo, fechou em R$ 8.228.948,00, o que representa uma dívida de mais de R$ 2 milhões. 

A Coronel Fernanda (Patriota), que disputou como "a candidata do presidente Jair Bolsonaro", também encerrou a campanha com dívidas.

A militar apresenta um débito de aproximadamente R$ 1,9 milhão. Sua arrecadação não cobre as despesas contraídas no decorrer da campanha eleitoral. 

No total, Fernanda apresenta uma despesa de R$ 8.234.695,00, mas arrecadou apenas R$ 6.254.780,00. 

Na tentativa de trocar a Câmara pelo Senado, o deputado federal José Medeiros (Podemos) investiu R$ 5.219.485,40 na campanha eleitoral.

A produção de programa eleitoral foi a sua maior despesa - R$ 700 mil. 

Por outro lado, arrecadou R$ 5.227.485,40 em doações, o que garante a ele nenhum débito após o encerramento do processo eleitoral.

O deputado estadual Elizeu Nascimento (DC) também extrapolou os gastos com a sua campanha eleitoral.

O parlamentar apresentou uma despesa de R$ 4.223.047,08. Apesar disso, não ficou com dívidas, uma vez que conseguiu arrecadar R$ 4.417.000,00. 

Outro que também não respeitou o limite de gastos imposto pela Justiça Eleitoral foi o ex-governador Pedro Taques (SD), que investiu R$ 3.553.998,76 na campanha.

Ele ainda saiu da campanha eleitoral com dívidas, tendo em vista que arrecadou R$ 2.930.400,00 para cobrir as despesas que teve no processo eleitoral. 

Dos 11 candidatos, apenas quatro respeitaram o limite de gastos de R$ 3 milhões.

Trata-se de Feliciano Azuaga (Novo), Procurador Mauro (PSol), Reinaldo Moraes (PSC) e Valdir Barranco (PT). 

O que apresenta a menos despesa é o candidato do Novo. Azuada investiu R$ 189.075,96 e arrecadou R$ R$ 257.700,72.

Já o Procurador Mauro gastou R$ 420.000,00 e arrecadou R$ 544.820,00. 

O petista Valdir Barranco apresentou uma despesa de R$ R$ 1.221.826,72, e uma receita de R$ 1.065.936,00.

Já o “Rei do Porco”, como é conhecido o candidato do PSC, ficou perto de extrapolar o limite.

Ele investiu R$ 2.960.848,40 com sua campanha eleitoral e arrecadou R$ 1.065.936,00 em doação. 


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