NA HORA
O jornal de Mato Grosso Facebook twitter youtube

Cuiabá MT, Sábado, 30 de Maio de 2020
POLÍTICA
Terça-feira, 24 de Março de 2020, 09h:07

TRABALHO

Bolsonaro assinou MP sem ler por "confiança" em Guedes

O relato foi feito por interlocutores do Palácio do Planalto que tentaram, ao longo da tarde, apagar mais um incêndio

Do Terra
Agência Brasil
Bolsonaro disse que assinou MP sem ler em confiança ao ministro da Economia

Depois de sofrer duras críticas do Congresso e das redes sociais, o presidente Jair Bolsonaro ficou "muito irritado" ao saber, na manhã desta segunda-feira (23) que uma redação "equivocada" do artigo 18 da Medida Provisória 927 definiu a suspensão do contrato de trabalho, por até quatro meses, sem pagamento de salário.

O relato foi feito por interlocutores do Palácio do Planalto que tentaram, ao longo da tarde, apagar mais um incêndio provocado pelo governo no momento de pandemia do novo coronavírus.

A auxiliares, Bolsonaro teria demonstrado inconformismo com a "saraivada" de críticas recebidas especialmente do Congresso, por um erro que não seria dele. O presidente contou ter "confiado" no texto que sua equipe de governo lhe repassara para assinar. À exceção de entidades empresariais, os ataques vieram dos mais partidos, centrais sindicais e das redes sociais.

Até o início da noite não tinha circulado ainda o nome do "responsável pelo equívoco", já que cada parte envolvida na elaboração da MP tirava o seu corpo fora do problema e repassava a terceiros. Em meio ao jogo de empurra, a suspeita inicial no Palácio recaiu em "algum" setor do Ministério da Economia, possivelmente uma da secretaria da pasta.

Jair Bolsonaro disse não se conformar com a publicação da MP sem prever compensação aos trabalhadores. O "equívoco" lhe causou enormes prejuízos não só políticos, mas entre a classe trabalhadora, que se viu totalmente desprotegida e abandonada. Quando se deu conta do estrago político, Bolsonaro foi ao Twitter, no final da manhã, avisar que revogaria a medida. Naquele momento, a hashtag #BolsonaroGenocida já tinha disparado.

O presidente disse, ainda segundo os auxiliares, que não era possível deixar os trabalhadores sem qualquer proteção em uma situação crítica. Afinal, contaram, ele tem enfrentado inclusive governadores e reclamado de ações adotadas por eles que podem colocar em risco empregos e meios de sobrevivência da população.


Comentários







Preencha o formulário e seja o primeiro a comentar esta notícia

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do site. Clique aqui para denunciar um comentário.





ENQUETE
Como você vê a decisão da Prefeitura de Cuiabá de prorrogar o isolamento social?
A medida do prefeito é acertada
Poderia ser mais flexível em alguns setores
Só precisa a população se conscientizar mais
Tanto faz
PARCIAL