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Cuiabá MT, Terça-feira, 02 de Junho de 2020
POLÍCIA
Sábado, 23 de Maio de 2020, 14h:10

COMANDO VERMELHO

Polícia encontra corpo de menor; facção é suspeita do crime

Menino de 16 anos estava desaparecido há mês; julgamento teria sido feito por "conselheiros"

TÉO GOMES
Da Reportagem
PC
As investigações estão sob a responsabilidade da Polícia Civil de Alta Floresta

Um pouco mais de um mês depois de ele desapareecer, a Polícia localizou, na sexta-feira (22), o corpo de Renan Jonatas Ramos, 16 anos, em adiantado estado de decomposição.

Renan foi executado com tiros na cabeça, segundo a Polícia, após "julgamento" de "conselheiros" do Comando Vermelho (CV).

O corpo estava jogado ao lado de uma cerca, às margens de uma estrada conhecida como "Céu Azul", na comunidade Paraíso, zona rural da cidade Alta Floresta (803 km ao Norte de Cuiabá).

O corpo de Renan foi reconhecido pela mãe dele por meio das roupas que ele vestia, no dia em que foi sequestrado: calça jeans e camiseta amarela, além de boné, chinelos e uma carteira com documentos pessoais com a sua identidade.

O caso vinha sendo investigado pelo Departamento de Homicídio da Polícia Civil de Alta Floresta como desaparecimento de pessoa, mas, agora, o inquérito aberto vai investigar um caso de homicídio trilamente qualificado.

OS CONSELHEIROS - A Polícia já sabe, por exemplo, que a "pena de morte" de Renan foi decretada perlos "conselheiros" do Comando Vermelho, pois ele teria cometido um crime imperdoável contra a facção criminosa: a desobediência.

A "pena de morte", segundo as investigações de policiais da Homicídio, aconteceu após Renan salvar a vida de um comparsa, que também foi julgado pelos "conselheiros" e condenado à morte.

Renan avisou a um amigo que ele estava marcado para morrer e que os "soldados" do Comando Vermelho estavam atrás dele, para cumprir as ordens da organização criminsa. Avisado, o rapaz sumiu da cidade.

Descoberto por ter salvo o amigo da morte, Renan foi julgado e condenado à morte.

O garoto, que a Polícia não informou se tinha antecedentes criminais, foi sequestrado no dia 21 do mês passado e, agora, foi encontrado morto com pelo menos quatro tiros na cabeça.

Agentes da Perícia Oficial do Estrado (Politec) confirmaram, na perícia preliminar de local de crime, que Reanan teve o crânio esfacelado por quatro tiros, disparados à queima-roupa.

Ainda no local do crime, ao lado do corpo, a perícia recolheu, para análise laboratorial de balística, um projétil de arma de fogo de calibre não revelado.

O corpo de Renan foi liberado por policiais da Homicídio para o Instituto Médico Legal (IML).


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