O ex-policial civil Raimundo Gonçalves de Queiroz, expulso da Polícia Civil de Mato Grosso foi preso acusado de chefiar uma organização criminosa envolvida com o tráfico internacional de drogas.
Uma operação integrada entre a Polícia Federal e Polícia Militar desarticulou um esquema de distribuição de drogas, em Cuiabá, e apreendeu 100 quilos de cocaína e mais de R$ 50 mil em dinheiro.
A operação aconteceu na noite de sexta-feira (16), quando os policiais federais e militares deixaram um prejuízo de mais de R$ 3 milhões aos cofres da organização criminosa, que age em Cuiabá.
Foram presos três homens e uma mulher.
Conhecido como Queiroz e apontado como "homem de ouro" da Polícia Civil, o ex-policial civil é considerado o líder do esquema.
O grupo foi surpreendido pelos policiais militares e federais por volta de 22h, no Residencial Belita Costa Marques, próximo à Avenida das Torres, na Capital.
O primeiro flagrante, no entanto, começou num posto de combustível, na mesma região, quando policiais prenderam um homem em atitude suspeita, repassando uma mochila para outro homem.
Os dois foram abordados e os policiais encontraram com três tabletes de cocaína ainda em sua forma pura, dentro da mochila.
Os dois acusados foram questionados e entregaram a quadrilha. Afirmaram que havia mais droga em casa.
Na residência, foram recebidos por uma mulher e, no local, foram encontrados outros 116 tabletes de entorpecente, uma pistola, um bloqueador de sinal e ainda R$ 52,2 mil em dinheiro vivo.
Os quatro presos, inclsuve o ex-policial civil Queiroz, foram transferidos para a sede da Polícia Federal, onde foram autuados em flagrante em crime de tráfico de drogas, assassociação para o tráfico, porte ilegal de arma de fogo e posse de dinheiro sem comprovação legal.
TELE-SENA - O ex-policial civil Queiroz foi expulso da Polícia Civil no início da década de 90, quando foi acusado de matar um homem ganhador da Tele-Sena (sorteio feito pelo SBT), em Várzea Grande.
Descobriram que o ganhador era um ex-presidiário e passaram a extorqui lo.
Ele ameaçou denunciar e acabou sendo sequestrado executado a tiros.
Na época, além do policial Queiroz, outros dois investigadores também foram acusados, presos, julgados e condenados.
Todos foram expulsos da Polícia Civil.




