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Cuiabá MT, Sábado, 04 de Abril de 2020
POLÍCIA
Terça-feira, 24 de Março de 2020, 09h:57

OPERAÇÃO FAROESTE

PF cumpre em MT mandado contra venda de sentença

Segundo PF, o grupo é suspeito de corrupção ativa e passiva, lavagem de ativos, evasão de divisas

Divulgação
A operação da PF na Bahia também atinge a cidade de Rondonópolis, no Sul de Mato Grosso

A Polícia Federal cumpre, na manhã desta terça-feira (24), mandados de prisão temporária e também busca e apressão em cidades baianas e também na cidade de Rondonópolis (212 km ao Sul de Cuiabá).

Trata-se dez parte da quinta fase da Operação Faroeste, que visa a desarticulação de esquema criminoso voltado à venda de decisões judiciais, por juízes e desembargadores do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia (TJ-BA). 

A PF cumpre 11 mandados expedidos pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Três deles são de prisão temporária e outros oitos de busca e apreensão, sendo um deles na principal cidade do Sul de Mato Grosso. 

Na Bahia, a nova fase da operação ocorre na capital baiana e também em Mata de São João, que fica na região metropolitana de Salvador.

A PF não detalhou a quantidade de mandados por estados. Mas explicou que uma das prisões é de uma desembargadora do TJ-BA e de dois advogados, sendo um deles filho e operador financeiro dela.arivalda Moutinho (juíza de primeira instância).

Segundo PF, o grupo é suspeito de corrupção ativa e passiva, lavagem de ativos, evasão de divisas, organização criminosa e tráfico influência.

OPERAÇÃO FAROESTE - A primeira fase da Operação Faroeste ocorreu em 19 de novembro, com a prisão de quatro advogados, o cumprimento de 40 mandados de busca e apreensão e o afastamento dos seis magistrados.

No dia 20 de novembro, a Corregedoria Nacional de Justiça (CNJ) instaurou procedimento contra os magistrados do TJ-BA.

Três dias depois, a Polícia Federal prendeu o juiz Sérgio Humberto de Quadros Sampaio, da 5ª vara de Substituições da Comarca de Salvador, em um desdobramento da Operação Faroeste.

Em 29 de novembro, a desembargadora Maria do Socorro Barreto Santiago, ex-presidente do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), foi presa. Segundo a Procuradoria Geral da República (PGR), Maria do Socorro estaria destruindo provas e descumprindo a ordem de não manter contato com funcionários. Indícios sobre isso foram reunidos pela PF e pelo Ministério Público Federal (MPF).

Na última fase, que ocorreu em dezembro e foi batizada de Estrelas de Nêutrons, quatro mandados de busca e apreensão foram expedidos pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), com o objetivo de obter provas complementares da possível lavagem de ativos. Os alvos foram um joalheiro e e um advogado.


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