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Cuiabá MT, Segunda-feira, 03 de Agosto de 2020
POLÍCIA
Quarta-feira, 14 de Março de 2018, 01h:50

EXERCÍCIO ILEGAL DA PROFISSÃO

Falsa médica é denunciada em Colniza

Apontada como uma das mandantes do assassinato do prefeito de Colniza (1.065 quilômetros ao noroeste de Cuiabá), Esvandir Antônio Mendes, a suspeita Yana Fois Coelho Alvarenga agora também vai responder por exercício ilegal da profissão. De acordo com o Ministério Público do Estado (MPE), ela falsificou documentos para conseguir o diploma de médica. O certificado irregular de residência médica na especialidade de pediatria foi usado por ela e apresentado para conseguir atender no Hospital Municipal André Maggi, em Colniza. Yana Alvarenga está presa na Penitenciária Ana Maria do Couto May, em Cuiabá. Yana Alvarenga, inclusive, trabalhou no dia em que o então prefeito veio a óbito. O assassinato de Esvandir Mendes ocorreu no dia 15 de dezembro do ano passado, quando chegava na cidade em seu veículo. Além dela, também respondem pelo crime o marido, o empresário Antônio Pereira Rodrigues Neto, e os pistoleiros Welison Brito da Silva e Zenilton Xavier de Almeida. Segundo o MPE, a ação partiu de nova denúncia oferecida na última sexta-feira (09) contra a falsa médica. A suspeita de ter mandado matar o prefeito já havia sido denunciada pelos crimes de falsidade ideológica e uso de documento falso. A nova denúncia do MPE da conta que Yana Alvarenga exercia a profissão de médica sem autorização legal, já que uma perícia constatou que entre os anos de 2006 a 2007, a denunciada usou documento público falso para obter a transferência do curso de Medicina oferecido pelo Instituto Tocantinense Presidente Antônio Carlos Ltda para a Universidade de Iguaçu (UNIG), no Rio de Janeiro. Durante as investigações, o MPE teve acesso a ofícios expedidos pelo Instituto Tocantinense, em julho de 2007, informando à Universidade de Iguaçu (UNIG) que os documentos utilizados pela referida acadêmica para efetivar a transferência foram adulterados grosseiramente. Ela foi reprovada em quase todas as disciplinas do curso e também havia desistido da graduação antes da transferência para o Rio de Janeiro. Já de acordo com informações da Promotoria de Justiça de Colniza os familiares do prefeito tentaram entrar para o programa de proteção à testemunha. Porém, não conseguiram e se escondem em um lugar seguro.

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