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Cuiabá MT, Sábado, 19 de Setembro de 2020
POLÍCIA
Quinta-feira, 10 de Setembro de 2020, 15h:05

CASO SARA

Dez anos depois, estuprador confessa morte de menina de 4 anos

Homem foi preso na cidade de Sorriso e confessou o estupro e execução de Sara Vitória Paim

TÉO GOMES
Da Reportagem
Polícia Civil
A Polícia Civil iniciou os trabalhos na tentativa de localizar os restos da menina Sara, em Sorriso

A tarde de 1º de  junho de 2010 foi marcada por uma violência brutal e covarde contra uma criança de apenas cinco anos, na cidade de Sorriso (420 km ao Norte de Cuiabá). .

A pequena Sara Vitória Fogaça Paim foi sequestrada, estuprada e morta. O corpo dela nunca foi encontrado

Dez anos depois, a Polícia Civil de Sorriso prendeu um homem, que confessou o crime.

Ele teria dito que foi "bom ser preso para não fazer outras vítimas".

Uma equipe de investigação da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa, formada pelos investigadores José Carlos, Márcio Coutinho e Willian Krismann e o escivão Jean Amaral, não deixou de atuar para desvendar o desaparecimento da garota.

Depois de receber uma informação e checar a veracidade, os investigadores da divisão localizaram o homem, que hoje tem 58 anos.

Após cumprimento do mandado de prisão, em interrogatório na Delegacia de Sorriso, o suspeito confessou o estupro, morte e ocultação de cadáver da garota que tinha cinco anos à época do crime.
 
Preso na quarta-feira (9), o estuprador informou que o corpo foi ocultado em terreno localizado na Perimetral Sudoeste, no bairro Flor do Serrad..

Ela afirmou que, depois de violentar a pequena Sara, resolveu matar a menina por sufocamento, usando uma estopa.

Disse que ocultou o cadáver perto de uma manilha, a cerca de 15 metros da rua.

Conforme informou durante o interrogatório, o homem trabalhava como pedreiro em uma construção, próxima ao estádio municipal de Sorriso onde diversas crianças brincavam diariamente.

Na tarde do dia 1º de junho de 2010, por volta das 16h, a garota passava pela rua indo para casa, quando então o suspeito ofereceu carona de bicicleta à vítima e teria chamado a criança para seguir com ele até a construção onde trabalhava.

No local, ele praticou o abuso sexual e depois matou a vítima por asfixia. Após estrangular a menina, que chorava, ele colocou o corpo em um saco de estopa e enterrou em um terreno baldio.

O terreno, segundo ele, não há nenhuma construção até hoje.

“Ele resolveu se desfazer do corpo e enterrou próximo, colocou num saco e enterrou num terreno. Hoje, ele se demonstra muito arrependido dos fatos. Confessando, disse que tirou um peso das costas. Na época, assim que a população foi às ruas procurar a menina, ele saiu da cidade e foi para Mato Grosso do Sul. Voltou, há pouco tempo para Sorriso”, acrescentou o delegado Ribeiro.

A polícia solicitou do proprietário da área informações sobre obras de limpeza no local, uma vez que já se passaram dez anos e a terra pode ter sido removida. “Vamos tentar encontrar e entregar à família os restos mortais da criança. Foi um trabalho brilhante de nossos policiais e damos uma resposta à sociedade”, disse o delegado André Ribeiro, que encaminhou à Justiça a representação pela conversão da prisão temporária em prisão preventiva.

O suspeito será indiciado pelos crimes de homicídio qualificado (por asfixia), estupro de vulnerável e ocultação de cadáver, com penas que somadas chegam a 48 anos de reclusão.

Ele foi encaminhado ao Centro de Ressocialização de Sorriso.

Conforme o delegado André Ribeiro, o suspeito disse que ‘tirou um peso das costas’ ao confessar o crime. “Não há crime perfeito. Demorou dez anos, mas foi desvendado após um brilhante trabalho da nossa equipe de investigadores”, disse o policial.

Depois de cometer o crime, o suspeito saiu da cidade e fugiu para Mato Grosso do Sul, estado onde morou até poucas semanas atrás, quando então retornou a Sorriso. Na época do crime, a esposa do suspeito registrou um boletim de ocorrência pelo desaparecimento do marido.

A PRISÃO - O acusado que virou réu-confesso,  foi preso na terça-feira, no bairro Nova Aliança.

Após o interrogatório na delegacia, os policiais levaram o homem até o local onde ele teria enterrado o corpo da criança.

Nesta quinta-feira (10), a Polícia Civil fará escavações e buscas no terreno para tentar localizar os restos mortais de Sara Vitória Paim.

O terreno fica em uma rua onde há várias edificações, sendo apenas esse lote o único sem construção.

A mãe e a avó de Sara, que não tiveram seus nomes revelados, acompanham as escavações para a localização do corpo.

O SUMIÇO - A família da menina relata que a Sara estava brincando, sozinha, em frente a sua residência, e a mãe estava dentro de casa, fazendo a outra filha dormir.

Quando saiu para chamar a criança, por volta das 14h30, não a encontrou mais. Procurou por toda a vizinhança, mas ninguém tinha informações do paradeiro da garotinha.

Com informações da Assessoria da Polícia Civil


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