Diario de Cuiabá

Quarta-feira, 14 de Outubro de 2020, 17h:15

Polícia diz que mulher simulou suicídio após matar marido

Meire Coelho dos Santos, de 41 anos, foi investigada pela Polícia Civil e presa, em Campo Novo do Parecis

TÉO GOMES
Da Reportagem

Um quebra-cabeça bem montado, difícil, mas não impossível de ser desmontado.

Ciumenta, uma mulher matou o marido com um tiro na cabeça. Alterou a cena do crime para simular um suicídio.

A acusada, Meire Coelho dos Santos, de 41 anos, foi investigada pela Polícia Civil e presa, no final da tarde de terça-feira (13).

Meire, agora, é a principal acusada de matar o marido Sérgio Júnior Barbosa da Silva, de 31 anos, encontrado morto na cama, no dia 18 de setembro deste ano.

O crime foi registrado pela Polícia Militar na casa do casal, no Jardim Renascer, na cidade de Campo Novo do Parecis (396 km ao Noroeste de Cuiabá).

VERSÃO - Meire contou que o casal discutiu, quando ele pediu a separação.

Sérgio teria ido para o quarto e, logo em seguida, ela teria ume tiro.

Ao chegar ao local, a equipe da Polícia Militar ainda encontrou Sérgio agonizando e, ao lado corpo, um revólver calibre 38, com seis munições intactas.

Sérgio ainda foi levado por uma equipe do Corpo de Bombeiros ao hospital, mas ele ele não resistiu ao tiro que levou na cabeça.

Depoimentos de testemunhas, no entanto levataram suspeitos.

Uma delas contou que, antes de ser morto, Sérgio pediu ajuda dos amigos para arrumar uma casa para ele, já que tinha se decidido pela separação.

Segundo as testemunhas, Sérgio era uma pessoa muito alegre, divertida e que não nunca demostrou ou apresentava nenhum tipo de transtorno que o levasse a tirar sua própria vida.

Ainda nos depoimentos, as testemunhas apresentaram Meire como "uma pessoa muito ciumenta e agressiva". Esse seria um dos motivos de Sérgio pedir a separação.

Contaram ainda que, no dia da morte de Sérgio, Meire teria quebrado o celular e todos os vidros do carro dele.

Em seguida, ela teria ido ao quarto, onde atirou em Sérgio, enquanto ele dormia.

A Polícia passou a desconfiar, com muita firmeza e segurança, que Meire alterou a cena do crime para simular que Sérgio havia cometido suicídio.

PERÍCIA DESMENTE - Desde os primeiros passos das investigações, os policiais passaram a desconfiar de que a cena do crime havia sido alterada, já que o revólver foi encontrado entre a costela e o braço da vítima.

Segundo a Polícia, "a casa caiu" quando a perícia foi realizada e o resultado foi de que a ocorrência não poderia ser tratada como suicídio.

Diante dos fatos, a Polícia Civil pediu a prisão preventiva de Meire.

Ela foi presa quando ela trafegava em seu veículo pelas ruas do mesmo bairro onde o crime ocorreu.

A reportagem do DIÁRIO tentou ouvir a versão da acusada, mas não conseguiu contato, nem mesmo o telefone do advogado de defesa.


Fonte: Diario de Cuiabá

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