Diario de Cuiabá

Segunda-feira, 06 de Julho de 2020, 20h:50

PF descarta ação criminosa e omissão de gestores no incêndio do Museu Nacional

A perícia confirmou que o início do fogo ocorreu em um auditório no primeiro andar, próximo à entrada principal do museu. O incêndio teria tido como foco um dos aparelhos de ar condicionado instalado no interior do cômodo

Da Folhapress - Rio

Laudo pericial da Polícia Federal descartou ação criminosa no incêndio que destruiu o Museu Nacional, no Rio de Janeiro, em setembro de 2018. A investigação foi encerrada nesta segunda-feira (6).
A perícia confirmou que o início do fogo ocorreu em um auditório no primeiro andar, próximo à entrada principal do museu. O incêndio teria tido como foco um dos aparelhos de ar condicionado instalado no interior do cômodo.
A PF também descartou omissão por parte dos gestores do museu. Isso porque a coordenação já havia definido uma verba para a reforma do prédio meses antes do incêndio, ainda que as obras não houvessem começado.
Em agosto de 2015, o Corpo de Bombeiros iniciou uma fiscalização no local, que não foi concluída. O oficial que não prosseguiu com o procedimento foi punido administrativamente.
Após a fiscalização, o reitor da UFRJ e a diretora do museu iniciaram tratativas com o BNDES para a revitalização do prédio, buscando adequá-lo ao Código de Segurança Contra Incêndio e Pânico.
O incêndio destruiu ou danificou 17 das 37 coleções que guardavam conhecimentos coletados ao longo de dois séculos. Desde então, cientistas e alunos tentam salvar o acervo atingido, coletar itens para recompor coleções e retomar os estudos.
No incêndio, os dois andares e o telhado desabaram, transformando o edifício em um "esqueleto" com pilhas de escombros dentro.
Os gestores do museu querem reabri-lo em 2022, mas temem não ter dinheiro suficiente para a reconstrução do palácio.
Os valores que a instituição recebeu desde a tragédia, há quase um ano e meio, somam cerca de R$ 102 milhões. O custo estimado exclusivamente para a reconstrução do palácio é de R$ 300 milhões.
Como o projeto de restauração da fachada e dos telhados contratado pelo museu não ficou pronto até o fim do ano, a maior fatia desse dinheiro -vinda de emendas parlamentares recebidas em 2019- não pôde ser reservada para a recuperação do edifício em si. E não há mais emendas previstas para 2020.


Fonte: Diario de Cuiabá

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