Diario de Cuiabá

Quinta-feira, 26 de Março de 2020, 06h:07

Bach diz que adiamento da Olimpíada exigirá sacrifícios de todos

Thomas Bach, presidente da entidade, afirma que país estava confiante de que seria possível realizar evento este ano

Em sua primeira entrevista coletiva após o anúncio do adiamento dos Jogos Olímpicos de Tóquio para 2021, o presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach, afirmou que montar o novo quebra-cabeça do evento exigirá sacrifícios e compromissos de todos os envolvidos na sua organização.

Numa decisão histórica, a Olimpíada, que tinha abertura marcada para 24 de julho, foi adiada por causa da pandemia da Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus.

"As federações internacionais têm seus calendários. Vai ser um custo adicional para os japoneses. O primeiro-ministro Abe se comprometeu a fazer tudo o que for preciso pelo seu lado. Isso inclui os jornalistas, os atletas. Todos são impactados", declarou o alemão nesta quarta (25).

Ele disse também que os Jogos deverão ser realizados até o verão (no hemisfério norte) do próximo ano, mas não estão restritos a esse período. Poderiam, por exemplo, ocorrer durante a primavera.

Questionado sobre uma possível demora do COI para anunciar o adiamento e o fato de só ter feito isso após ser submetido a muita pressão de atletas e vários comitês olímpicos nacionais, entre eles o dos Estados Unidos, Bach negou.

Afirmou que o cenário da saúde mundial mudou rapidamente nos últimos dias e que esperava chegar a um acordo com os organizadores locais para bater o martelo.

"Estávamos expressando nossa confiança nos nossos parceiros japoneses em organizar os Jogos em julho, em uma condição de segurança. A dinâmica mudou na saúde mundial. Para o adiamento, precisávamos do compromisso dos nossos parceiros japoneses. Era o que estávamos buscando e conseguimos na terça (24)", disse.

O presidente do COI destacou ainda o que deve se tornar o novo lema dos Jogos de 2021 (que oficialmente continuarão sendo chamados de Tóquio-2020): "A chama olímpica pode ser uma luz no fim desse longo túnel da humanidade. Não sabemos quanto tempo vai durar".

Uma força-tarefa chamada "Aqui vamos nós" foi formada para discutir as readequações e os próximos passos na organização da Olimpíada.


Fonte: Diario de Cuiabá

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