Diario de Cuiabá

Quinta-feira, 19 de Março de 2020, 00h:10

Facmat defende adiamento da cobrança do ICMS por três meses

Representantes do comércio mato-grossense estão pedindo a prorrogação da cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) das empresas para os próximos três meses ao governo do Estado, como uma das medidas urgentes para minimizar os efeitos do coronavírus (COVID-19) na atividade econômica e no emprego da população estadual.

O pedido foi oficializado na última terça-feira, durante uma reunião do presidente da Federação das Associações Comerciais e Empresariais de Mato Grosso (Facmat) e da Associação Comercial de Cuiabá (ACC), Jonas Alves, com o secretário de Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso, César Miranda. Conforme argumento dos representantes patronais, o compromisso do pagamento “tem tirado o sono dos empresários, preocupados em conseguir honrar suas contas junto ao Estado e seus funcionários, com pagamentos de salários e obrigações trabalhistas”.

"O momento é muito delicado e preocupante. Precisamos, juntamente com o governo do Estado, estudar algumas medidas econômicas em benefício dos comerciantes. O Estado precisa ajudar os empresários, postergando o recolhimento do imposto e, quem sabe, parcelando a dívida na frente para conseguir manter a sobrevivência das empresas", reforçou o presidente da Facmat.

Outra sugestão defendida por Jonas Alves é o empenho do Estado em ajudar a resolver uma das medidas do pacote contra o efeito do coronavírus na economia, anunciado nesta segunda-feira pelo governo Federal. Entre as propostas está previsto o adiamento, por três meses, dos tributos federais contemplados no Simples Nacional.

No entanto, explica o presidente da Facmat, isso é impossível, pois o Simples gera em uma única guia os impostos federais, estaduais e municipais. "Precisamos muito do auxílio dos Estados e dos Municípios com representação no Comitê Gestor do Simples Nacional a aderirem à medida, do contrário haverá uma inadimplência fiscal sem precedentes", conclui.

O secretário César Miranda se comprometeu a conversar sobre as medidas econômicas sugeridas pela Facmat com o governador Mauro Mendes e o secretário de Estado de Fazenda, Rogério Gallo, e dar um posicionamento à entidade. 


Fonte: Diario de Cuiabá

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