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Terça-feira, 03 de Abril de 2018, 17h:56

TELEVISÃO

Tom Ellis encarna versão sexy de 'Lucifer'

Segunda temporada da série é exibida pelo canal da TV paga Universal

Intérprete do capiroto em “Lucifer”, Tom Ellis era fã de “Battlestar galactica” desde criancinha (ou quase isso). Qual não foi a surpresa do ator galês ao descobrir que Tricia Helfer, a Number Six no sci-fi que durou de 2004 a 2009, encarnaria a sua mãe na segunda temporada da série assinada por Tom Kapinos (de “Californication”), exibida no Brasil pelo Universal, sempre às quartas, 23h. Não só por Ellis ser fã da atriz canadense, mas também por um detalhe: Tricia é apenas quatro anos mais velha que ele. Mas em se tratando de uma série adaptada dos quadrinhos criados por Neil Gaiman, spin-off do megasucesso “Sandman”, até que faz sentido. “ Quando você vê a série, você não duvida nem por um segundo que essa seja uma relação de mãe e filho. Afinal, ela encarna uma demônia presa no corpo de uma humana. Pode até parecer estranho à primeira vista, mas, numa série bizarra como essa, funciona”, disse. No segundo ano de “Lucifer”, o protagonista, que achava o inferno entediante, renunciou ao cargo de Senhor das Trevas e foi parar em Los Angeles, onde virou empresário e consultor da polícia, juntou a trama policial ao drama familiar. “Basicamente, a temporada dois é sobre a mamãe e o conceito de família. Lucifer se acostumou a fazer as coisas de sua maneira desde que chegou à Terra, mas quando a mãe dele aparece, estabelece toda um novo conjunto de problemas. Ele não confia nela porque sente que ela foi cúmplice de Deus quando ele foi expulso do paraíso. Ele carrega muito ressentimento. Mas, ao longo da temporada, nós vemos ele se reconectar com a mãe de uma maneira muito mais pura”, conta. Se o primeiro ano da série foi sobre a adaptação de Lucifer Morningstar à vida terrena, o segundo explora mais o inferno. De qualquer forma, ele continua não sendo levado a sério quando conta (para quase todo mundo que encontra pelo caminho) quem ele é de verdade. “No começo, me avisaram que eventualmente mostraríamos o inferno, mas que isso não era importante naquele momento. Eu realmente achava que a gente jamais faria isso, porque não importava tanto para a narrativa. Mas agora já visitei o inferno algumas vezes e amo a ideia e o conceito que usamos na série, em que o inferno de cada um é diferente, e está relacionado com o que se fez em vida”, explica. Com boa audiência e uma terceira temporada já sendo exibida nos Estados Unidos, a série é elogiada por atualizar o formato de caso do dia (ou “procedimental”, como são chamadas as séries cujos episódios têm uma história única, com começo, meio e fim). “Acho que o que faz as pessoas se interessarem por essa série é porque ela é sobre o diabo, e toda cultura tem sua própria visão dele. Mas normalmente, ele representa o mal. E o interessante é que nesta história ele entra num caminho para a redenção. Todo mundo merece a redenção? É o que ele claramente quer. Só que ele é o cara mais difícil de se redimir de todos, né?”, disse. Em seu maior papel até agora, Ellis confessa que nunca havia lido “Sandman”, a mais famosa obra de Gaiman: “Isso é constrangedor, mas quando consegui esse trabalho eu sequer sabia que era baseado numa história em quadrinhos até eu ler uma reportagem no site da “Deadline” e pensar que eu deveria lê-la antes de começar a gravar. Estranhamente, fico feliz de não ter feito isso porque certamente teria influenciado em algumas escolhas que fiz para o personagem (afinal, o Lucifer de Gaiman foi inspirado em David Bowie, que nada tem a ver com Ellis). Depois, a DC me mandou a coleção de graphic novels, e agora estou muito versado neste universo”. Gaiman, por sua vez, fez questão de assistir à série e definiu Ellis como um “Doctor Who sexy, louco e mau”. “Neil Gaiman, muito gentilmente, me escreveu elogiando. Foi bom ter a bênção dele. “Doctor Who" é uma instituição no Reino Unido, e como alguém que provavelmente nunca vai interpretar o Doutor, porque eu já apareci na série em outro papel, é uma grande oportunidade viver um personagem tão excêntrico, com essa energia tão maluca”, conclui.

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