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ILUSTRADO
Quinta-feira, 13 de Agosto de 2020, 00h:00

GLOBOPLAY

"The head": série com Álvaro Morte, o Professor de "La casa de papel", é um quebra-cabeças abaixo de zero

Suspense conta a história de uma misteriosa carnificina ocorrida em estação de pesquisa localizada na Antártida

PEDRO WILLMERSDORF
Da Agência Globo - Rio
The head, na Globoplay

Jogos mentais são um princípio básico de qualquer obra que se apresenta como um thriller psicológico. Mas os criadores de “The head”, série que chega ao Globoplay, parecem ter levado a proposta ao extremo, iludindo o espectador a ponto de fazê-lo enxergar uma gigantesca estação científica onde não há nada.

Com seus seis episódios já disponíveis na plataforma, a produção se passa na base internacional de pesquisa Polaris VI, localizada na Antártida. Mas quem vê na tela a megaestrutura que serve de cenário para boa parte da série nem imagina que as gravações aconteceram em condições climáticas diametralmente opostas. E bem distante do Polo Sul.

"Montamos a estação em um set de 2 mil m², em Tenerife, nas Ilhas Canárias, durante o verão. Ou seja, num dos lugares mais quentes do mundo", relembra o espanhol Jorge Dorado, diretor da série — As cenas externas, ao contrário, foram rodadas abaixo de zero, na Islândia. Mas ainda assim, bem longe da Antártida.

E é no imaginário do continente gelado que se desenrola o enredo de “The head”. Um grupo de cientistas permanece isolado na estação Polaris VI durante os seis meses de inverno. O comandante Johan Berg, interpretado pelo dinamarquês Alexandre Willaume, retorna à base para descobrir por que a expedição perdeu toda a comunicação com o mundo externo por semanas.

Quando ele chega ao local, as razões se tornam aparentes: parte da expedição está morta, dois membros desapareceram e há um sobrevivente tão traumatizado que é praticamente incapaz de ajudá-lo a descobrir o que aconteceu.

"São pessoas reais, com emoções à flor da pele, conectadas com o lugar e tentando resolver o problema", analisa Willaume. "O que mais gosto no meu personagem é que, a cada passo que dá, se depara com uma nova possibilidade, uma nova pista dada por alguém".

Quem diz a verdade?

Forma-se, assim, a necessidade de se montar um quebra-cabeças com testemunhos contraditórios, e segredos que são verdadeiros obstáculos no caminho de figuras que em momento algum se mostram plenamente confiáveis.

Quem também faz parte deste jogo, sendo peça importante no tabuleiro, é Ramón, responsável pela cozinha da estação de pesquisa e interpretado pelo espanhol Álvaro Morte, muito popular por seu Professor, da série de sucesso “La casa de papel”.

Ele conta que a construção do roteiro, baseada nas visões conflitantes dos personagens, fez com que todos se sentissem impelidos a viver a trama por inteiro, não apenas seu próprio papel.

"Ramón é um cara muito visceral e aparentemente quieto. Assim como os demais, ele possui muitos segredos. Na série, o ponto de vista da cena é apresentado de acordo com quem está contando a história", descreve Morte, sem avançar muito sobre spoilers . "Existem várias perspectivas e acho que é absolutamente essencial que você não saiba quem os personagens são, de fato, até o final".

E para solucionar este sombrio quebra-cabeças, o espectador conta com a multiculturalidade como moldura. A produção, originalmente nipo-hispânica, é falada em quatro idiomas: inglês, espanhol, dinamarquês e sueco. E ainda é formada por um elenco que reúne sete nacionalidades diferentes.

Mas o cruzamento de culturas, etnias e línguas está longe de embaralhar o andamento de “The head”. Uma garantia dada por Ran Telem, produtor executivo da série e vencedor do Emmy por “Homeland”.

"Com dez minutos do primeiro episódio, todas as cartas são colocadas na mesa. Você sabe exatamente o que aconteceu e passa a se perguntar como aquilo tudo ocorreu. Se isso não rolar logo de cara, a gente vai insistindo até convencê-lo", provoca Telem. "A série se preocupa em responder a todos os questionamentos, com início, meio e fim, sem deixar fios soltos".

 


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