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ILUSTRADO
Quarta-feira, 05 de Agosto de 2020, 00h:00

CINE-CRÍTICA

"Jogo Assassino" quer ser um thriller, mas falha

IVAN FINOTTI
Da Folhapress - São Paulo
Jogo Assassino

Muito de vez em quando, o cinema de suspense sofre um abalo sísmico que pode alterar as estruturas do gênero, influencia filmes subsequentes e entra para a história. Exemplos disso são "Dublê de Corpo", de 1984, "O Silencio dos Inocentes", de 1991, "Seven: Os Sete Crimes Capitais", de 1995, e "Onde os Fracos Não Tem Vez", de 2007, entre alguns outros.
É nesse subgênero –que congrega thriller, policial, assassinatos brutais– que se inscreve "Jogo Assassino", longa-metragem de David Raymond. O filme estreou aqui em setembro do ano passado, mas não chegou a chamar atenção nos cinemas.
Com um elenco de estrelas de segunda grandeza, a produção começa bem, indicando que podemos estar à frente de um desses filmes raros.
Henry Cavill e Alexandra Daddario interpretam os policiais atrás do sequestrador de uma garota que se matou depois de fugir do cativeiro. Cavill é homem de ação, enquanto Daddario trabalha no departamento que constrói perfis psicológicos de assassinos.
Em paralelo a tudo isso, Ben Kingsley é um ex-juiz que, com a ajuda de uma ninfeta, papel de Eliana Jones, caça predadores sexuais de garotinhas. As duas histórias acabam se encontrando.
Essa primeira parte de "Jogo Assassino" tem boa dose de tortura, porões infectos, gente esquisita, bebês em perigo, mudanças surpreendentes e alguns sustos. Ou seja, maldade suficiente para um bom sábado à noite com pipoca. Infelizmente, a história não se sustenta e se desfaz na metade final.
O diretor David Raymond é estreante em longas e, além disso, foi quem escreveu o roteiro. A direção não compromete em nada a obra, mas algumas das soluções encontradas pelo texto são bem irreais e não dá para acreditar nem de mentirinha.
Por exemplo, a perseguição de Kingsley ao carro de polícia, que vai iniciar a conclusão do filme, é um ato completamente desnecessário. Ou a morte da policial negra na cena do lago, um momento constrangedor.
Assim, a produção acaba se tornando um filme ordinário, sem nuances ou força para que você se lembre dele alguns dias depois. O começo promissor, no entanto, faz valer a sessão e, em comparação à produção hollywoodiana média, é possível dizer que "Jogo Assassino" é um bom filme.

Jogo Assassino
Avaliação: bom
EUA, Canadá, 2018. Dir.: David Raymond. Elenco: Henry Cavill, Ben Kingsley, Alexandra Daddario. No Telecine.


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