NA HORA
O jornal de Mato Grosso Facebook twitter youtube

Cuiabá MT, Sábado, 08 de Agosto de 2020
ESPORTES
Segunda-feira, 25 de Junho de 2018, 19h:05

BRASIL

Sem capitão, seleção vive busca por líder

Tite testa time sem quarteto e troca Gabriel Jesus por Fernandinho

Em meio ao Mundial e com a obrigação de ao menos um empate na última partida da fase de grupos para garantir vaga nas oitavas, a seleção brasileira se depara com a ausência de um líder dentro de campo. Desde que estreou oficialmente como técnico da seleção brasileira, em setembro de 2016, Tite não nomeou um capitão. Repete o que fez no Corinthians e, assim, promove um rodízio da braçadeira no elenco. No total, 17 jogadores usaram a faixa nesse período. "A seleção não tem uma liderança de botar a bola no chão, ela está diluída. Esse é o sentido da braçadeira, a liderança técnica é de Coutinho e de Neymar. A da [braçadeira] tem diferentes componentes. Ainda estamos procurando encontrar esse meio-termo", disse o treinador, que hoje anunciará o jogador que ocupará o posto na partida decisiva contra a Sérvia, em Moscou. Nos mundiais anteriores, o Brasil sempre teve um capitão definido, como Dunga, que ganhou o tetracampeonato na Copa do Mundo de 1994. Na conquista anterior, no México, em 1970, Carlos Alberto Torres, responsável por erguer a taça do tricampeonato, carregou o apelido de "Capita" por toda a carreira. Ele sempre teve uma ascendência sobre os jogadores. Ele foi um dos interlocutores dos jogadores que passaram para Zagallo mudanças que teriam que ser feitas no time. No primeiro Mundial conquistado pelo Brasil, em 1958, Bellini foi capitão, mas Zito, Didi e Zagallo exerciam a liderança. Zito, aliás, usava a braçadeira no Santos. Assim como aconteceu em 1962, quando a faixa foi usada por Mauro. Em 2002, quando o Brasil conquistou o pentacampeonato, o capitão foi Cafu. Ele assumiu a braçadeira após o volante Emerson se lesionar e ficar fora do Mundial. Na oportunidade, o técnico Luiz Felipe Scolari chamou de canto alguns de seus jogadores mais expressivos, como Cafu, Roberto Carlos, Rivaldo, Ronaldinho e Ronaldo, e pediu que a liderança fosse assumida por cada um deles. Desde que Tite chegou à seleção, Daniel Alves, 35, que disputou as Copas de 2010 e 2014, foi quem mais usou a braçadeira. Capitão em quatro oportunidades, não foi convocado após sofrer uma lesão no joelho uma semana antes da lista de convocados. Sem Daniel Alves, o zagueiro Miranda, 33, é o que mais ocupou o posto no comando do treinador. Ele foi capitão em três oportunidades. Na vitória de sexta (22) contra a Costa Rica, o capitão foi Thiago Silva, 33. Do elenco atual, ele é o recordista. Já foi capitão em 29 oportunidades pela seleção principal, inclusive na Copa de 2014 e na Copa das Confederações de 2013. No Mundial do Brasil, teve a liderança contestada por se recusar a participar da dramática disputa de pênaltis contra o Chile, nas oitavas de final. Além de Thiago Silva, o lateral do Real Madrid Marcelo, 30, foi capitão na Rússia. "É uma coisa de que eu gosto sim, é uma parte da liderança que posso passar para o grupo. Contribuo com a experiência, tenho 30 anos", afirmou o lateral esquerdo. Contra a Costa Rica, o lateral chegou a repreender Neymar após a vitória. Depois do apito final, o atacante sentou no chão e levou as duas mãos ao rosto. O camisa 10 foi cercado pelos companheiros e alvo preferidos das câmeras. "Ney [como Neymar é chamado por eles]. Vamos embora. Parou, parou", gritou Marcelo. Principal jogador da seleção, o atacante Neymar já usou a faixa por 11 vezes na equipe principal. Após a conquista da medalha de ouro olímpica no Rio, ele abriu mão de braçadeira. Disse que não gostava da pressão do posto e pediu para não usar mais. Ao assumir o cargo, em 2016, Tite teve uma conversa com o jogador sobre o assunto. Ele voltou atrás, mas foi capitão apenas em uma partida. Ficou com a braçadeira na vitória contra o Paraguai, por 3 a 0, no Itaquerão, em março do ano passado. MUDANÇAS - O técnico Tite testou uma formação mais defensiva da seleção brasileira para o jogo desta quarta-feira (27), contra a Sérvia, às 14h. No trabalho desta segunda (25), em Sochi, o treinador sacou o atacante Gabriel Jesus do time titular e colocou o volante Fernandinho na equipe. O camisa nove teve atuações regulares nas duas primeiras partidas do Mundial. Na estreia contra a Suíça, ele foi substituído por Firmino aos 33min do segundo tempo. Contra a Costa Rica, jogou toda a partida. Com Fernandinho e sem Jesus, Coutinho deixa a faixa central para atuar pelo lado esquerdo. Willian continua na direita, enquanto Neymar deverá jogar como um falso nove. Caso a mudança se confirme, Tite desfaz o quarteto ofensivo, que foi utilizado nos três últimos jogos. A provável escalação do Brasil para o duelo contra a Sérvia é: Alisson, Fagner, Miranda, Thiago Silva e Marcelo; Casemiro, Fernandinho, Paulinho e Coutinho; Willian e Neymar. Líder do Grupo E com quatro pontos -mesma pontuação da Suíça, que leva desvantagem no saldo de gols (2 contra 1), o Brasil precisa de um empate contra a Sérvia para avançar às oitavas. A seleção deixou Sochi nesta segunda e já está em Moscou, local do jogo de amanhã. ÁRBRITO - A FIFA anunciou ontem que Alireza Faghani será o árbitro da partida entre Brasil e Sérvia, válida pela rodada final do Grupo E da Copa do Mundo. O iraniano será auxiliado por Reza Sokhandan e Mohammad Mansouri, ambos também do Irã. Faghani é um velho conhecido da seleção brasileira. Foi ele o árbitro da final dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016. Na ocasião, o Brasil empatou por 1 a 1 com a Alemanha e conquistou a inédita medalha de ouro nos pênaltis. O árbitro também foi o responsável por outra partida decisiva envolvendo Neymar. Em 2015, Faghani apitou a final do Mundial de Clubes entre Barcelona e River Plate. O clube espanhol foi campeão com uma vitória por 3 a 0.

Comentários







Preencha o formulário e seja o primeiro a comentar esta notícia

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do site. Clique aqui para denunciar um comentário.




ENQUETE
Como você vê as acusações entre Mauro Mendes e Emanuel Pinheiro sobre o caos na pandemia?
O governador é o culpado
O prefeito da Capital também tem culpa
Essa briga prejudica as ações de combate à Covid-19
É uma disputa político-eleitoral
PARCIAL