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Terça-feira, 28 de Agosto de 2018, 19h:07

CORINTHIANS

Clayson será julgado por atirar água em torcedora

Duas semanas após a derrota do Corinthians para a Chapecoense no Campeonato Brasileiro, o time do Parque São Jorge pode sofrer novo baque, dessa vez no STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva). O tribunal acatou denúncia contra Clayson, que corre risco de pegar até seis jogos de gancho por ter atirado água em torcedores na ocasião. O ato de Clayson não chegou a ser relatado na súmula, mas os procuradores o denunciaram com base no artigo 258-A do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD). O texto prevê suspensão de dois a seis jogos para o atleta que "provocar o público durante a partida". A denúncia foi analisada pelo STJD ontem, e o julgamento está marcado para quinta, a partir das 14h30. Na ocasião, Clayson foi substituído na metade do segundo tempo e, ao caminhar em direção ao banco, retrocedeu um passo e jogou água em torcedores que pareciam provocá-lo da arquibancada da Arena Condá. Na zona mista, após a partida, ele pediu desculpas e disse ter estado com a cabeça quente. Caso seja considerado culpado e receba a punição máxima do STJD (seis partidas), Clayson perderia confrontos importantíssimos do Corinthians neste momento da temporada. A sequência da equipe tem jogos contra Atlético-MG, Ceará, Palmeiras, Sport e Internacional pelo Campeonato Brasileiro, além do duelo de ida da semifinal da Copa do Brasil contra o Flamengo. Barreto, da Chapecoense, também será julgado nesta quinta-feira (30). Na partida contra o Corinthians, ele acabou expulso pelo árbitro Grazianni Marcel por reclamação, mesmo estando no banco de reservas. Denunciado com base no artigo 258, ele também corre risco de pegar seis jogos de suspensão. ANDRÉS SANCHEZ A Justiça Federal em São Paulo acolheu denúncia feita pela Procuradoria-Geral da República contra Andrés Sanchez, presidente do Corinthians e deputado federal (PT-SP). O dirigente e outras três pessoas são acusados de crime tributário. A informação foi divulgada inicialmente pelo Globoesporte.com e confirmada pelo UOL Esporte. De acordo com a denúncia, Andrés e os sócios José Sanchez Oller, Isabel Sanches Oller e Itaiara Pasotti teriam usado "laranjas" para abrir a empresa Orion Embalagens, que tinha o objetivo de camuflar operações financeiras, causando prejuízo aos cofres públicos de R$ 8,5 milhões. A denúncia oferecida no fim do ano passado aponta indícios de que Andrés e as outras três pessoas eram os donos de fato empresa criada em 2002 e que encerrou suas atividades em 2005. Eles teriam omitido receitas de mais de R$ 30 milhões para diminuir os valores a serem pagos por Imposto de Renda Pessoa Jurídica, PIS, Cofins e CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido). A reportagem do UOL Esporte teve acesso ao despacho da juíza Louise Vilela Leite Filgueiras Borer, datado de 24 de agosto passado. O texto diz que "a denúncia obedece aos requisitos previstos no artigo 41 do Código de Processo Penal, porquanto contém a descrição do fato criminoso, a qualificação dos acusados e a classificação dos crimes". O caso ficará sob responsabilidade da 8ª Vara Federal Criminal de São Paulo. Andrés e seus sócios terão dez dias para dar uma resposta à acusação. Caso condenados, os quatro acusados podem pegar pena que varia entre dois e cinco anos de prisão Procurado pela reportagem, o advogado do deputado e dirigente, João dos Santos Gomes Filho, disse que ainda não foi notificado da decisão. Ele também descartou qualquer prática ilícita de Andrés. "Ele não era sócio dessa pessoa jurídica. Vamos discutir respeitosamente. Como alguém que não sócio de uma pessoa jurídica pode cometer um crime próprio de pessoa jurídica?", questionou o advogado. Em maio passado, o Supremo Tribunal Federal decidiu restringir a regra do foro privilegiado para deputados federais e senadores. Com a decisão, apenas os processos que tratam de crimes praticados durante o exercício do mandato e que tenham relação com a função parlamentar passaram a ser julgados no Supremo. No último dia 15, o STF, por meio do ministro Celso de Mello, enviou à primeira instância da Justiça Federal em São Paulo o Inquérito 4.341, que investiga Andrés "pelo suposto recebimento de vantagens da Odebrecht", conforme explica o STF em nota.

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