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Sábado, 19 de Setembro de 2020, 12h:05

EMERSON FITTIPALDI

Banco acusa Emerson Fittipaldi de ocultar bens para não pagar dívidas

ROGÉRIO GENTILE
Folhapress - São Paulo
Emerson Fittipaldi

O Banco Safra disse à Justiça que o ex-piloto Emerson Fittipaldi, bicampeão mundial de F-1, leva uma vida "faraônica" nos EUA, mas esconde seu patrimônio por meio de fraudes e empresas de fachada para não ter de pagar suas dívidas.
Fittipaldi responde a pelo menos 145 processos judiciais abertos pelos mais diversos credores, inclusive trabalhistas, que lhe cobram dívidas de mais de R$ 55 milhões.
No processo em que acusa o ex-piloto de ocultar seu patrimônio, o Safra cobra R$ 776,4 mil de um empréstimo feito para uma concessionária de veículos da qual Fittipaldi era sócio. Ele também foi o fiador da operação.
"Os credores não conseguem penhorar o patrimônio de Fittipaldi", diz o banco. "Não porque o sr. Emerson Fittipaldi esteja falido, mas, sim, porque encontram incontáveis obstáculos."
No documento, o banco diz que o ex-piloto "se utiliza de empresas de fachada, vazias e sem atividade alguma, para contrair crédito e, após inadimplida a obrigação, consegue proteger o seu vultoso patrimônio por meio dessas sociedades de 'escudo'".
Fittipaldi nega as acusações. Por meio de seus advogados, disse à Justiça que passa por uma situação financeira "deplorável", mas que vem tentando reestabelecer seu patrimônio a fim de quitar suas dívidas.
"Fittipaldi se encontra hoje próximo da miserabilidade", afirmou o advogado Donato Sato de Souza em 2019.
Campeão mundial em 1972 pela Lotus e bi em 1974 pela McLaren, Fittipaldi abriu mão da tentativa do tricampeonato a fim de construir o primeiro carro brasileiro de F-1, a Copersucar-Fittipaldi.
O carro estreou em 1975 e disputou 104 corridas, sem nenhuma vitória, até encerrar suas atividades em 1982. Estima-se que o projeto tenha custado US$ 7,5 milhões.
Fittipaldi recuperou suas finanças quando passou a competir na Indy, durante 12 anos. O sucesso o levou novamente aos negócios, apostado em vários setores.
Investiu em plantação de laranja, usina de etanol e até mesmo em grife de moda. Sem o mesmo talento das pistas, teve de brigar na Justiça para que seu Lotus 72, o carro do primeiro título mundial, não fosse penhorado.


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