Comemorações são importantes para os não-índios, que têm necessidade de se afirmar

A antropóloga Maria de Fátima Roberto acredita que as comemorações dos 500 Anos de Descobrimento do Brasil são muito mais importantes para os não-índios, que para os índios. Isto porque, na avaliação da pesquisadora, o não-índio possui uma necessidade maior de construir sua identidade nacional. “Rever e lembrar toda sua história é dar suporte à construção desta identidade e desta memória brasileira”, acredita.

Por conta disso, na opinião de Fátima, as comemorações nas escolas e na imprensa são igualmente fundamentais. No entanto, a exemplo da grande maioria de especialistas em Antropololgia e História, Fátima lembra que a construção do Brasil, a partir dos processos de colonização, significou a derrota dos índios. “Hoje eles se sentem desconfortáveis e na obrigação de gritar que foram vítimas, e que perderam muito com a colonização”.

Fátima cita a pesquisa feita pelo Ibope, a pedido do Instituto Sócio-Ambiental (ISA, uma entidade não governamental que trabalha com direitos indígenas), para destacar que o brasileiro está vivendo um novo momento na virada deste século. A pesquisa, divulgada na semana passada pelo Diário, concluiu que a população é solidária às principais causas indígenas – como respeito à cultura e à demarcação de terra. “Este foi um resultado fantástico porque representa que já há consciência de que temos populações diferenciadas no Brasil”, comemora a antropóloga. “Estamos num momento de reflexão sobre a nossa nacionalidade”, frisa. (JPL)




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