Ambientalistas consideraram audiência pública uma farsa

A audiência Pública que apresentou o Estudo e o Relatório de Impacto Ambiental (EIA/RIMA) da Usina de Manso, no dia 19 de março de 1988, foi considerada uma “farsa” por todos os representantes de entidades contrárias à obra. A denúncia foi publicada pelo Diário no dia seguinte.

Segundo a reportagem, em vez de uma oportunidade para se discutir a viabilidade da implantação da obra, a audiência foi arquitetada para somente referendar a decisão irreversível. Em nota lida pouco antes do início da sessão, as entidades expuseram a situação, reclamando da postura “autoritária” da Eletronorte – então responsável pelo projeto. A nota foi assinada por 32 entidades civis, entre ambientalistas e associações de técnicos de diversos setores.

Também justificaram por que não poderiam participar da audiência, sob aquelas condições. “Colocando a irreversibilidade da obra, o governo estadual e a Eletronorte ferem a legislação federal que garante que a decisão da construção só deve ser tomada após a apreciação do EIA/Rima”, disse a nota, lida pelo professor Domingues Godoi Filho, ainda hoje um dos maiores críticos da obra.

Ainda segundo a reportagem, após a leitura da nota, a audiência seguiu os moldes da Eletronorte. Representantes de produtores rurais da região Norte, atraídos pela promessa de energia elétrica, se limitavam a aplaudir qualquer colocação dos técnicos da Eletronorte, não tendo sido feito nenhum questionamento em relação aos impactos ambientais da Usina.




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