Dragueiros também reclamam da Usina de Manso

O presidente da Associação dos Dragueiros de Mato Grosso, Manoel Carlos Novaes, também acredita que a prática de extração de areia do rio Cuiabá não traz danos ao ecossistema da região. “Nada até hoje ficou comprovado, seja na Justiça ou pela imprensa, contra o uso de dragas”, afirma Manoel, que há 16 anos está no ramo.

O representante da entidade, a exemplo do diretor de meio ambiente da Smades, comenta que as dragas são benéficas no combate ao assoreamento do rio. E cita: “em São Paulo, no rio Tietê, e em Santa Catarina, no rio Itajaiaçu, as dragas fazem o serviço de desassoreamento, que é pago pelo governo”, descreve.

Independentemente de controvérsias sobre os benefícios, ou não, das dragas, Manoel aponta que desde o fechamento das comportas da Usina de Manso para a formação do lago de Furnas, a quantidade de areia do Cuiabá está diminuindo. “A cheia não veio, e não trouxe a areia”, destaca o presidente.

Um dos primeiros reflexos desta situação, segundo Manoel, será sentido pelos consumidores finais. “Estamos buscando areia de muito longe, e com isso o frete encarecerá”, diz o presidente. O transporte, de acordo com dados da entidade, é responsável por cerca de 65% do preço final da areia. (JPL)




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