Gera fomenta discussões ambientais e culturais

A pesquisa que detalhou informações sobre a população ribeirinha foi financiada pelo Fundo Nacional de Meio Ambiente (FNMA), através de um convênio com a UFMT. O trabalho teve início em setembro de 1997, e foi concluído em julho de 1998. Além das atividades de observação de campo, foram realizados ainda levantamentos documentais e pesquisas junto a instituições. Os resultados da pesquisa foram divulgados num seminário ano passado, e os debates também estão disponíveis ao público na biblioteca do Gera, na UFMT.

Na pesquisa junto aos pescadores foram ouvidos 121 ribeirinhos. Este número representa uma amostragem de 20% dos pescadores profissionais registrados nas reservas pesqueiras de cada população tradicional. A equipe do projeto realizou 31 viagens a campo. Também foram ouvidos representantes de associações de pescadores, presidentes de reservas pesqueiras e membros de órgãos ambientais como a Fundação Estadual de Meio Ambiente (Fema), Polícia Florestal, Defesa Civil e prefeituras. O total de entrevistados ultrapassa 200 pessoas.

O Núcleo de Estudos e Pesquisa do Pantanal, Amazônia e Cerrado (Gera), responsável pelo levantamento “Implicações Sócio-ambientais do Desenvolvimento Urbano Sobre a População Ribeirinha de Cuiabá e Várzea Grande”, foi criado em 1984 por iniciativa de um grupo de professores dos Departamentos de Educação, Economia, História e Serviço Social da UFMT.

Concebido para ser um espaço de discussão e debates, o Gera logo entrou no campo de pesquisas voltadas para a questão agrária, e suas implicações sociais, econômicas, políticas e culturais. A constituição multidisciplinar do atual quadro de pesquisadores só se deu no decorrer das atividades. Com a ampliação das ações, as linhas de investigação passaram a ser mais integradas com as formas de planejamento, tecnologias, impactos ambientais e organizações sociais. (JPL)




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