Metade da mata ciliar foi extinta

Seguramente mais de 50% da mata ciliar original do rio Cuiabá já foi devastada. A certeza parte do engenheiro agrônomo Almir de Souza Ferro, um dos responsáveis pela realização do Projeto de Recuperação e Conservação da Bacia do Rio Cuiabá. O programa é empreendido pela Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer). Iniciou-se no fim de 1997 e termina em 2002.

O percentual vislumbrado subentende a manutenção de 50 metros de vegetação intacta de cada lado do rio, como determina o artigo 58 do Código Ambiental do Estado de Mato Grosso, de 1995, para trechos em que a largura do curso d´água varia de 50 a 200 metros.

Em Cuiabá, por exemplo, o projeto prevê a recuperação de 3,15 mil hectares. Portanto, segundo os cálculos utilizados no projeto, a capital chegou a possuir 6,3 mil hectares de mata ciliar. O programa engloba 11 municípios pelos quais o rio Cuiabá passa.

Em Mato Grosso, 28,4% da área verde foi desmatada até hoje. Na capital, a marca é de 30,6%. Esses números estão inclusos no estudo da Fundação Estadual do Meio Ambiente (Fema), denominado “Dinâmica do Desmatamento no Estado de Mato Grosso de 1992 a 1999”.

Porém, os dados são genéricos, não especificam qual a situação no entorno do rio Cuiabá e nas proximidades de seus afluentes. O quadro do desmatamento nas cidades afetadas pelo rio é delicado.

Mais de 28% de área verde foi devastada em Santo Antônio do Leverger. Em Chapada dos Guimarães, são 40,38%. Na cabeceira do rio, em Rosário Oeste, 21,41% da mata foi extinta. Em Nova Brasilândia, o patamar de área verde destruída é de 42,2%. A maioria dos desmatamentos é provocada por ocupações indevidas de terra, informa a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano de Cuiabá (Smades). A devastação varia de 1 a 10 hectares.

Em média, a secretaria detecta dois desmatamentos por dia no entorno do rio, na área urbana. (GL)




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