PCHs podem ser solução viável

Um levantamento da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt) aponta que estão sendo construídas no Estado atualmente quatro usinas hidrelétricas além de Manso, nos municípios de Itiquira, Pontes e Lacerda e Jauru. Ao todo, incluindo-se as Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs, que geram até 30 megawatts), são 15 empreendimentos em construção, que somam 155 megawatts.

A maior destas usinas, com capacidade para gerar 176 megawatts, estará localizada entre Itiquira e Sonora, na divisa de Mato Grosso com Mato Grosso do Sul, e fornecerá energia para os dois estados. A hidrelétrica está sendo construída pela Inepar. Também no sul do Estado, o grupo Triunfo constrói outra usina, com capacidade para gerar 156 megawatts.

O potencial hidráulico de Mato Grosso varia entre 12 e 17 mil megawatts. Isto representa toda energia gerada por Itaipu – atualmente a maior usina hidrelétrica do mundo - na divisa do Brasil com o Paraguai.

O superintendente da Fiemt, José Epaminondas Mattos Conceição, lembra que as PCHs devem ficar prontas em cerca de um ano e meio. Já as usinas maiores estarão concluídas em três anos. Segmentos da sociedade divergem sobre a necessidade ou não de Manso, mas são unânimes em confirmar que as PCHs, de acordo com a realidade de cada região, são mais viáveis.

O representante da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), José Mário Abdo – que esteve em Cuiabá em abril para um seminário sobre o assunto na Fiemt – afirmou na época que as PCHs não necessitam de processo licitatório para operar comercialmente, não precisam de renovação de concessão e dispensam apresentação de Estudos de Impacto Ambiental (EIA) e Relatório de Impacto Ambiental (Rima). (JPL)






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