Privatização do setor elétrico explica pressa

O fechamento antecipado das comportas de Manso está ligado ao processo de desestatização das empresas energéticas brasileiras. A avaliação é do coordenador do Instituto de Desenvolvimento Estratégico do Setor Elétrico (Ilumina), Agenor de Oliveira. Uma publicação de 22 páginas do Ilumina, feita em parceria com outras quatro entidades do Rio de Janeiro, denuncia que o desmembramento de Furnas é nocivo para o País.

“A política do governo federal para infra-estrutura não está relacionada a uma estratégia de desenvolvimento para o País, mas ao cumprimento de metas acertadas com o FMI”, descreve o documento, divulgado em abril do ano passado. Além do Ilumina, assinam a publicação o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Urbanas do Rio de Janeiro, Federação Nacional dos Urbanitários, Sindicato dos Engenheiros do Rio de Janeiro e Associação das Empregados de Furnas.

Em 1998 foram privatizadas seis empresas do setor elétrico. Entre elas, a Celpa, do Pará; a Coelce, do Ceará; e as concessionárias Eletropaulo (Metropolitana de Eletricidade de São Paulo S.A), Elektro e Bandeirante, em São Paulo. Furnas Centrais Elétricas S.A deveria ser privatizada em 1999. Por decisão do Conselho Nacional de Desestatização (CND), em fevereiro do ano passado, Furnas e Chesf deverão ser fragmentadas, cada uma delas em três empresas, e a Eletronorte, em duas.

O processo acabou não se concretizando por conta da instabilidade do mercado, e também por conta de medidas judiciais, que poderiam ser propostas. “Porque o medo da justiça e o açodamento para a cisão das empresas?”, questiona Agenor.

Em entrevista à colunista da Gazeta Mercantil, Maria Clara do Prado, no último dia 20 de junho, o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Francisco Roberto André Gros, descreveu que o governo deve continuar por algum tempo como principal acionista da empresa, “mas em novas bases que garantam a continuidade do processo de pulverização acionária”. Entre pontos que Gros adiantou ao jornal está o fato de quem tiver ações fora do controle da Eletrobrás – que detem 30% do capital de Furnas em mercado – vai ganhar uma ação subsidiária de Furnas. (JPL)




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