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Cuiabá MT, Segunda-feira, 28 de Setembro de 2020
ECONOMIA
Sábado, 08 de Agosto de 2020, 08h:45

OURO BRANCO

Safra de algodão tem recorde de área, produção e rendimento

A área recorde atingiu 1,13 milhão de hectares, um avanço de 1,28% em relação à safra passada, também recorde.

MARIANNA PERES
Da Reportagem
Plantaçao de algodão

A nova estimativa da safra 2019/20 de algodão para Mato Grosso trouxe dados consolidados sobre área e uma nova previsão da produtividade no Estado.

Com isso, a área recorde do algodão atingiu 1,13 milhão de hectares, um avanço de 1,28% em relação à safra passada, também recorde.

As informações foram atualizadas nesta semana pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

A safra em curso, a 2019/20, deve fechar com 2 milhões de toneladas de pluma, ganho anual de 1,90%, e a produtividade, em 118,09%, alta de 0,63%.

Como destacam os analistas, esse aumento foi reflexo da alta nos preços no início da comercialização, que proporcionou o adiantamento das vendas da pluma e estimulou os produtores a destinar uma maior área para cultivo da pluma em Mato Grosso.

Em relação ao rendimento, com cerca de 40% da área plantada, colhida até a virada do mês, a produtividade apresenta bons resultados em muitas regiões do Estado.

“A nova estimativa de produtividade avançou 0,59% em relação ao último relatório, ficando prevista em 289,49@/há na média estadual. Desse modo, com a consolidação da área e o reajuste da produtividade, a nova projeção para a produção do algodão em caroço passa a ser de 4,92 milhões de toneladas”.

O Imea divulgou também a segunda estimativa de oferta e demanda para a pluma de algodão em Mato Grosso, trazendo atualizações para a safra 2018/19 e ajuste na projeção para a safra 2019/20.

Na safra 2018/19, com a consolidação da produção de pluma, a oferta foi reajustada para 1,97 milhão de toneladas.

Já do lado da demanda, restando menos de um mês para o fechamento das exportações para o ciclo 2018/19, o Instituto identificou um volume atípico de pluma vendida e não embarcada no Estado. Assim, a nova estimativa de exportação foi ajustada para 1,18 milhão de toneladas, recuo de 6,90% quando comparado ao relatório anterior.

O consumo interestadual, por sua vez, aumentou em 0,62% ante ao último relatório. Já o consumo em Mato Grosso passa a ser estimado em 23,00 mil toneladas, um recuou de 10,47% no comparativo com o relatório anterior, refletindo os impactos da Covid-19.

“Diante desse cenário e considerando o levantamento de embarque feito com os informantes do Imea, os estoques finais apresentaram níveis recordes nessa nova divulgação, ficando estimados em 106,02 mil toneladas.

Já em relação à nova safra (2019/20), a estimativa mostra um avanço da produção de 1,90% ante à safra 2018/19, ficando prevista em 2 milhões de toneladas. Isso ocorreu devido ao aumento das estimativas de área e produtividade, o que indica uma produção de pluma recorde para Mato Grosso até o momento.

No que tange a demanda, a negociação antecipada da safra justifica a expectativa de incremento nas exportações nesta temporada, que passam a ser estimadas em 1,30 milhão de toneladas, valor 9,84% superior à safra anterior.

No cenário nacional, com o contexto econômico conturbado devido aos avanços da Covid-19, a expectativa para o consumo interestadual recuou 9,86% em relação à safra anterior, ficando reajustado para 595,26 mil toneladas.

“Desse modo, com as novas previsões de oferta e demanda, aliado a desaceleração nas negociações da safra e as incertezas do mercado internacional, a expectativa é de que os estoques finais da safra 2019/20 fiquem em 193,84 mil toneladas, 80% acima do registrado no ciclo anterior”.


2 COMENTÁRIOS:







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Maxwell Teixeira  08-08-2020 14:53:21
Algum economista de plantão pode me responder o porquê de termos tantas terras agricultáveis, mas tantas pessoas passando fome? Talvez um douto, ou até mesmo um acadêmico, diga que é por causa da famigerada lei da oferta e procura. A fome é moralmente rechaçada, porém, economicamente aceita.

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JOSE RIBEIRO DA SILVA  08-08-2020 13:32:47
Caramba Nos anos 60/70 o Paraná era campeão nacional de produção de algodão e a produtividade média de 200 arrobas por alqueire Quando algum produtor conseguia chegar a 250 arrobas por alqueire era motivo de muita comemoração Nesse momento o Estado de Mato Grosso está colhendo o algodão com rendimento de 290 arrobas de por hectare, o que significa 700 arrobas por alqueire. É mole?? Para quem não se lembra, 1 hectare tem 10.000 metros quadrados 1 alqueire tem 24.200 metros quadrados /considerando que a agricultura da época era rudimentar, se comparada com a agricultura tecnológica de hoje, até que nossos produtores não eram fracos. Imaginem todo tecnologia de hoje naquelas terra férteis!!!!! Nossos agricultores eram verdadeiros heróis: Sementes mais ou menos selecionadas Plantio manual ou quando muito com plantadeira de tração animal Por falta de tecnologia plantava mais sementes que o necessário e depois tinha que "ralear", uma atividade manual extenuante Aplicação de defensivos em pó com pulverizadores manuais e somente em 1970 surgiram os primeiros pulverizadores motorizados, da marca Hatsuta e logo depois da Jacto. Defensivo líquidos nos pulverizadores manuais Colheita 100% manual e isso atraía um grande contingentes de trabalhadores de diversas regiões. Os apanhadores de algodão recebiam por semana e todo esse dinheiro circulava no comércio local GOIOERÊ era a meca do algodão

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