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Cuiabá MT, Segunda-feira, 12 de Abril de 2021
ECONOMIA
Quinta-feira, 04 de Março de 2021, 00h:00

ALTA DOS COMBUSTÍVEIS

Petrobras dispara preços: gasolina sobe 41,3% e diesel, 34,1% em 2 meses

Da Reportagem

Os preços dos combustíveis dispararam nas bombas desde o início do ano: a gasolina e o diesel acumularam altas nas refinarias de 41,3% e 34,1%, respectivamente. De acordo com o secretário de Fazenda, Rogério Gallo, o motivo é a política de preços praticada pela Petrobras, que faz com que os valores do litro dos combustíveis sofram reajustes de acordo com a variação cambial.

Nesta segunda-feira (01), a estatal anunciou aumento de 5% nos preços dos dois combustíveis. Com o reajuste, o preço médio de venda, nas refinarias, da gasolina passará a ser de R$ 2,60 por litro, alta de 12 centavos por litro (ou 4,8%), enquanto o diesel passará a média de R$ 2,71 por litro, aumento de 13 centavos por litro (5%), disse a Petrobras.

O reajuste é o quinto do ano para a gasolina, que custava R$ 1,84, em dezembro e o quarto para o diesel, que era de R$ 2,02, no mesmo período.

"A política de preços praticada pela Petrobras é o grande problema da alta no preço dos combustíveis, porque fica muito sensível à variação cambial: aumenta o dólar, aumentam a gasolina e o diesel, e também sensível à cotação do petróleo no mercado internacional. Se o governo federal não criar um fundo soberano para a Petrobras, para que os preços não sejam impactados e o produtor não transfira a diferença, o preço vai continuar subindo na bomba", afirmou Gallo.

Ainda de acordo com o secretário, a alta nos preços dos combustíveis não se deve aos impostos, como ICMS e PIS-COFINS. "Em Mato Grosso, por exemplo, o ICMS praticado é o mesmo há 10 anos. Não há que se falar em aumento de imposto, porque o imposto não aumentou, o que provocou a alta foi principalmente a variação do dólar. Também não podemos esperar que a retirada do PIS-COFINS prometida pelo governo federal tenha qualquer impacto no preço das bombas, justamente porque houve esse aumento de 5%", finalizou Gallo.

 


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