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Cuiabá MT, Sexta-feira, 10 de Julho de 2020
ECONOMIA
Sábado, 27 de Junho de 2020, 09h:00

TRABALHO

Pandemia impediu que 168 mil buscassem emprego em MT

Segundo o IBGE, 527 mil das pessoas ocupadas no Estado estavam na informalidade

MARIANNA PERES
Da Reportagem
Sicom/Prefeitura
Além de Cuiabá, outros 28 municípios têm risco "muito alto" para o contágio

Em maio, segundo o IBGE, cerca de 168 mil mato-grossenses não ocupados não conseguiram procurar trabalho por causa da pandemia de Covid-19 ou por falta de oportunidade na região em que vivem, mas gostariam de trabalhar na semana de referência.

Os dados são os primeiros resultados de Mato Grosso na PNAD Covid-19.

O levantamento é uma versão da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD Contínua), realizada com apoio do Ministério da Saúde, e com coleta exclusivamente por telefone, para identificar os impactos da pandemia no mercado de trabalho e para quantificar as pessoas com sintomas associados à síndrome gripal.

O IBGE estima que, em maio, 1,5 milhão de pessoas estavam ocupadas em Mato Grosso, embora 2,7 milhões estivessem em idade para trabalhar, ou seja, tinham 14 anos ou mais. Isso significa que pouco mais da metade (55,5%) estava trabalhando no mês passado. Já o total de desocupados foi de 174 mil pessoas no Estado.

Ainda conforme a apuração dos dados, 60 mil pessoas ocupadas e não afastadas do trabalho trabalharam de forma remota (home office). Outras 149 mil pessoas ocupadas estavam afastadas do trabalho que tinham devido ao distanciamento social em maio, o que representa 9,7% do total da população ocupada.

Dentre todas as pessoas ocupadas e afastadas do trabalho no Estado, em maio, por qualquer motivo (207 mil), 123 mil continuaram a receber a remuneração e 84 mil deixaram de receber a remuneração.

Segundo a pesquisa, 527 mil das pessoas ocupadas no Estado estavam na informalidade.

A Proxy da taxa de informalidade, que é o percentual de pessoas ocupadas como trabalhadores informais em relação ao total de pessoas ocupadas (isto é: [trabalhadores informais/pessoas ocupadas] x 100), foi de 34,4%.

O percentual de domicílios que recebem auxílio emergencial foi de 38,8% do total de domicílios em Mato Grosso. Já a média do rendimento proveniente do auxílio emergencial recebido pelas residências foi de R$ 784.

Para a realização da pesquisa, foi utilizada como base a amostra de domicílios da PNAD Contínua do primeiro trimestre de 2019. A amostra da PNAD COVID19 é fixa, ou seja, os domicílios entrevistados no primeiro mês de coleta de dados permanecerão na amostra dos meses subsequentes até o fim da pesquisa. Cerca de 5.000 domicílios distribuídos em 97 cidades estão sendo monitorados no estado.

TRABALHO REMOTO - Cerca de 77,5% do total de ocupados (ou 65,4 milhões) não estavam afastados do trabalho. Entre os não afastados, 8,7 milhões trabalhavam de forma remota (home office), o equivalente a 13,3% da população ocupada que não estava afastada.

O percentual de mulheres trabalhando remotamente (17,9%) superou o dos homens (10,3%). Entre as pessoas com nível superior completo ou pós-graduação, 38,3% estavam trabalhando remotamente.

Os percentuais foram muito baixos entre os sem instrução ou com fundamental incompleto (0,6%), bem como para o nível fundamental completo e médio incompleto (1,7%). Para aqueles com médio completo e superior incompleto o percentual ficou em 7,9%.

O grupo etário com a maior proporção de pessoas afastadas do trabalho foi o de 60 anos ou mais de idade: 27,3%. Esse comportamento que foi verificado em todas as grandes regiões e, no Nordeste, o afastamento chegou a 33,3% das pessoas de 60 anos ou mais de idade. 


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