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Cuiabá MT, Sábado, 27 de Fevereiro de 2021
ECONOMIA
Terça-feira, 16 de Fevereiro de 2021, 08h:37

QUILO PODE CHEGAR A R$ 59,60

No varejo, corte de carne bovina registra alta de mais de 16% em Cuiabá

A maior alta é do músculo (28,61%), que passou de R$ 22,21 para R$ 28,56. A menor variação é do filé mignon

MARIANNA PERES
Da Reportagem
Reprodução
A carne bovina segue a mesma trajetória de alta percebida durante todo o ano de 2020

O preço médio do quilo da carne bovina, na Capital, aumentou 16,19% em janeiro, quando comparado ao mesmo momento do ano passado.

Nesse período, o valor do corte no varejo passou de cerca de R$ 30,67 para R$ 35,63, conforme dados apurados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

A carne bovina segue a mesma trajetória de alta percebida durante todo o ano de 2020.

Neste ano, começou exatamente como o anterior terminou: com o quilo em ascensão.

Vale destacar ainda que, de janeiro de 2019 para janeiro de 2020, registrava-se majoração de 43,31%, sendo 2021 o segundo ano de altas sobre o quilo da proteína.

No mês passado, dos 16 tipos de cortes da carne bovina monitorados pelo Imea, no varejo local, nenhum dele teve retração sobre os preços médios, na comparação com janeiro de 2020.

A maior alta ficou com o músculo (28,61%), que passou de R$ 22,21 para R$ 28,56.

A menor variação, em 2,22%, foi observada sobre o filé mignon, cujo valor médio saiu de R$ 51,42 para R$ 52,57.

São avaliados pelo Instituto os preços dos seguintes cortes: filé mignon, contrafilé, picanha, alcatra, coxão mole, coxão duro, patinho, acém, músculo, costela, fraldinha, lagarto, maminha, cupim, capa de filé e paleta.

Entre os cortes, os preços variam, podendo chegar a R$ 59,60 como a picanha – maior preço médio –, ou a R$ 21,42, como a costela, corte de menor valor entre o apurado pelo Imea.

Já observando o comportamento do varejo, na passagem de dezembro de 2020 para janeiro de 2021, a alta sobre o preço médio do quilo é de 0,62%.

Nesse intervalo, dos 16 cortes, apenas quatro registram queda no valor: contrafilé, coxão mole, coxão duro e patinho, cada um com retração de 0,45%, 0,40%, 0,03% e 4,47%, respectivamente.

Para o autônomo Nicanor Ferreira, a carne não apenas subiu, como segue em alta.

“A cada semana, a gente encontra os preços diferentes, sempre para mais, nunca caindo”, afirmou.

Ele, que tinha costume de fazer churrasco aos domingos para a família, passou a fazer uma carne assada no forno mesmo, para reduzir custos.

“A carne na brasa pede complementos como frango, lingüiça, pão de alho e queijo coalho. Com os preços em alta, não tem como fazer mais tudo isso, todos os domingos”, disse.

Nicanor disse ainda que, recentemente, comprou um quilo e meio de coxão mole, para bife, e se assustou com o valor a pagar: “quase R$ 50, num tantinho de carne”, completou.

A carne é um dos 13 itens que compõem a cesta básica.

Todos são considerados essenciais para a alimentação de um adulto, por um mês.

Em média, conforme metodologia do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), são consumidos 6,6 quilos por pessoa, em 30 dias.


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