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Cuiabá MT, Quarta-feira, 02 de Dezembro de 2020
ECONOMIA
Sábado, 07 de Novembro de 2020, 14h:42

CONSUMO EM CUIABÁ

Na Capital, 71% das famílias aumentam as dívidas no fim de ano

O uso do cartão de crédito lidera como principal tipo de dívida das famílias na capital mato-grossense, com 70,2%

MARIANNA PERES
Da Reportagem
Divulgação
Aproximadamente uma em cada quatro famílias (24,7%) possui dívidas parceladas por mais de um ano

O número de cuiabanos com dívidas - sejam elas com cheques pré-datado, cartão de crédito, cheque especial, carnês de loja, prestação de carro e outros - registrou, em outubro, o terceiro aumento consecutivo, atingindo 71,2% das famílias na Capital.

Realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e divulgada pela Fecomércio/MT, a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) é maior, na comparação com o mesmo período de 2019, quando, na época, alcançava 63,4%.

Com relação ao número de inadimplentes - ou seja, quando o consumidor não honra suas obrigações financeiras -, esta foi a quarta queda observada na pesquisa, tanto àqueles que possuem contas em atraso, saindo de 42,4% em junho para 36,1% em outubro, quanto àqueles que não terão condições de pagar, que registrou 17,2% também em junho e passou para os atuais 13%.

A melhora dos índices reflete, segundo o presidente da Fecomércio/MT, José Wenceslau de Souza Júnior, a recuperação da economia, em paralelo à contribuição do Governo Federal por meio do auxílio emergencial.

“A ajuda do Governo Federal, durante o período de pandemia aliada às linhas de crédito oferecidas à população pelas instituições financeiras, contribuiu para a recuperação do consumo, ajudando, inclusive, no pagamento das despesas das famílias”, disse ele.

O uso do cartão de crédito lidera como principal tipo de dívida das famílias na capital mato-grossense, com 70,2%, maior do que o registrado no mês passado (69%) e no comparativo com outubro de 2019 (69,5%).

O uso de carnês, que aparece em seguida, apresentou leve aumento de 37,1% em setembro para 37,3% em outubro, além de ser 1,2 ponto percentual maior do que o verificado em 2019.

O tempo comprometido com dívidas recuou pela terceira vez, ou seja, as famílias passam, em média, sete meses vinculadas a uma dívida parcelada.

Aproximadamente uma em cada quatro famílias (24,7%) possui dívidas parceladas por mais de um ano.

Já sobre a parcela da renda comprometida, o indicador mostrou um percentual considerado aceitável para os especialistas em finanças pessoais, de 22,8%.

José Wenceslau concluiu que o consumo consciente e de forma responsável vem ocorrendo desde fevereiro de 2017, quando as famílias da capital passaram a comprometer menos de 30% da renda total.


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