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Cuiabá MT, Segunda-feira, 06 de Julho de 2020
ECONOMIA
Quarta-feira, 01 de Julho de 2020, 00h:00

CEMPRE 2018

MT tem 96.335 unidades de empresas e outras organizações

Da Reportagem

O número de unidades locais das empresas e outras organizações ativas em Mato Grosso caiu de 97.380, em 2017, para 96.335, em 2018, recuo de 1,1%. Por outro lado, o ‘ pessoal ocupado’ nessas empresas e outras organizações aumentou de 831.380 para 866.032 na mesma comparação, uma alta de 4,2%. Os salários e outras remunerações passaram de R$ 27,5 bilhões para R$ 28,7 bilhões. O salário médio mensal aumentou de R$ 2.834,21 para R$ 2.856,73. Essas e outras informações integram o estudo ‘Estatísticas do Cadastro Central de Empresas’ (CEMPRE 2018), do IBGE.

A pesquisa reúne informações cadastrais e econômicas de empresas e outras organizações formalmente constituídas, e presentes no Território Nacional, inscritas no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), da Secretaria da Receita Federal, e suas respectivas unidades locais.

A atualização desse Cadastro é realizada, anualmente, a partir das informações do IBGE provenientes das pesquisas anuais por empresas para as atividades de Indústria, Construção, Comércio e Serviços e do sistema de Manutenção Cadastral do Cadastro Central de Empresas - SIMCAD, bem como de registros administrativos do Ministério do Trabalho, como a Relação Anual de Informações Sociais - RAIS e o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados - CAGED.

Do total de unidades locais no Estado em 2018, 41,8% estavam no comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas, 7,4% nas indústrias de transformação, 7,0% no transporte, armazenagem e correio, 5,6% em atividades profissionais, científicas e técnicas, 5,5% em atividades administrativas e serviços complementares, e 5,4% em alojamento e alimentação.

Já em relação ao pessoal ocupado em Mato Grosso no mesmo ano, 25,9% trabalhavam no setor de comércio; reparação de veículos automotores e motocicletas, 17,4% na administração pública, defesa e seguridade social, 12,9% nas indústrias de transformação e 7,2% na educação.

MENOR PATAMAR EM 9 ANOS - O número de empresas e outras organizações formais ativas no país recuou 1,8% de 2017 para 2018, totalizando 4,9 milhões, menor patamar desde 2009. Por outro lado, o número de pessoas ocupadas cresceu 0,5%, chegando a 52,2 milhões, e o total de salários e outras remunerações subiu 0,7%, alcançando R$ 1,8 trilhão.

Em salários e outras remunerações, destacaram-se com os maiores saldos, as regiões Nordeste (4,9 bilhões) e Norte (3,1 bilhões), com as principais contribuições tendo sido do Maranhão (R$1,5 bilhão), do Pará (R$1,2 bilhão) e do Amazonas (R$ 1,1 bilhão), estados com forte participação da atividade de Administração pública, defesa e seguridade social.

Os estados que mais contribuíram para os ganhos de assalariados em suas regiões foram São Paulo (130 mil) e Bahia (45 mil), tendo como destaque Atividades administrativas e serviços complementares; Minas Gerais (43,4 mil) e Ceará (27,4 mil), com destaque em Construção; e Maranhão (26,1 mil), com destaque na atividade de Administração pública.

O Rio de Janeiro foi a única unidade da federação a apresentar resultados negativos em todos os indicadores do estudo no ano. Com evolução abaixo do Brasil e da região Sudeste nos quesitos que se relacionam ao emprego, o estado apresentou as maiores perdas de pessoal (menos 40,9 mil pessoas) e em remunerações (menos R$ 813,8 milhões) do país.

HOMENS E MULHERES - Em termos salariais, entre 2009 e 2018, os valores médios mensais cresceram 13,8%, em termos reais, passando de R$ 2.594,31 para R$ 2.952,87. As mulheres obtiveram aumentos reais superiores aos dos homens nesse período (17,4% e 12,6%, respectivamente), o que possibilitou a redução da diferença salarial entre homens e mulheres, de 25,0% para 19,8%.

Na análise por escolaridade, constata-se que a evolução salarial dos assalariados sem nível superior foi maior do que a registrada entre aqueles com nível superior (7,4% e -2,0%, respectivamente). Assim, neste caso, também ocorreu diminuição da diferença salarial entre esses dois grupos: de 223,5% para 195,4%. Ressalta-se que, mesmo com essa queda, os salários médios mensais pagos ao pessoal ocupado assalariado com nível superior em 2018, R$ 5.969,32, foram quase o triplo dos valores pagos àqueles que não possuíam nível superior completo, R$ 2.020,88.

 


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